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Para Gene Simmons, do Kiss, o rock morreu porque não existem mais bandas influentes

Redação 89

Para Gene Simmons, do Kiss, o rock morreu porque não existem mais bandas influentes Foto: Marcelo Rossi

Desde 2014 que Gene Simmons, vocalista e baixista do Kiss, vem dizendo para a imprensa que o “rock morreu”. Em fevereiro do ano passado, ele requentou essa teoria quando disse para a rádio Q104,3 FM, de Nova York,  que artistas mais novos jamais terão a chance de desfrutar do sucesso que bandas como a dele fizeram (AQUI). A tese de Simmons é a seguinte: o fato de todo mundo ainda hoje conhecer Elvis Presley ou os Beatles prova que as produções feitas lá atrás foram melhor lapidadas do que as das últimas três décadas. E tem mais, ele coloca a culpa nos fãs pela “morte do rock”, porque com a popularização do streaming, artistas não podem ganhar dinheiro suficiente para viver de música e, consequentemente, compor bons trabalhos.

Numa nova entrevista dada esta semana para a Metal Hammer (via LouderSound.Com), Simmons foi questionado sobre sua posição sobre o cenário do rock e afirmou: “Eu mantenho minhas palavras: o rock está morto”. E ele voltou a dizer que foram os fãs que assassinaram esse tal de rock and roll: “As pessoas que o mataram são os fãs.  Eles mataram a coisa que amavam baixando e compartilhando arquivos gratuitamente”.

O cofundador do Kiss voltou a fazer uma análise do passado para deixar claro que o segmento musical que ele ajudou a difundir não apenas está morto, como também já foi enterrado. “De 1958 até 1988, 30 anos, certo? Você tem Elvis Presley, Beatles, Jimi Hendrix, os Rolling Stones e assim por diante. Motown. Você tem a coisa do surf e os Beach Boys, a invasão britânica – centenas de bandas. Os Hollies quase nunca são falados, mas são uma grande banda. Coisas de discoteca, Madonna, Prince, Bowie, todas essas coisas ótimas. Você tinha as bandas pesadas Metallica e Iron Maiden, tudo isso nesses 30 anos. Música eterna e bandas. Mas de 1988 até hoje, quem são os novos Beatles? O BTS? Não há como negar que o BTS é mundialmente famoso. Mas vou formar uma banda de garagem para fazer essas músicas? Não”, comentou.

Simmons destacou que acredita que o BTS e outras boy bands são bem trabalhadas e seus integrantes muito profissionais, mas apontou que há um problema: “Boy bands não mudam o mundo. Só fazem as meninas vibrarem e depois caem fora. Não são levadas a sério. Bandas influentes, que fazem alguém querer pegar um violão, aprender a tocar músicas e estar em uma banda não existem, porque você [o músico] não pode ganhar a vida”.

A opinião de “morte do rock” difundida por Gene Simmons não é compartilhada pelo seu companheiro de banda, Paul Stanley. No ano passado, no programa Canada Now With Jeff Sammut, da SiriusXM, ele foi questionado se concordava com com essa tese e respondeu: “Eu acho que a vida, o rock, seja lá o que for, nunca é uma constante. Digamos, por exemplo, que se você pegar o pulso de alguém e for fraco, não significa que essa pessoa esteja morta. Significa que o pulso está fraco. E isso não significa que não voltará mais forte”. Stanley acrescentou: “Eu não acho que a música possa morrer. Eu não acho que bandas possam morrer, o rock possa morrer. Mas é preciso alguém para reacender ao nível que esteve em algum momento no passado” (AQUI).



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