Humberto Gessinger faz alerta sobre divulgação de fake news que fala sobre sua morte

Redação 89

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Circula pelos aplicativos de mensagens eletrônicas e pelas redes sociais uma notícia falsa que fala sobre a morte de Humberto Gessinger. A fake news diz que o músico não teria resistido às complicações da covid-19. O próprio Gessinger desmentiu a notícia numa entrevista publicada nesta terça-feira (07) pela GaúchaZH. Ele nem ao menos contraiu o novo coronavírus.

“Por mais que eu me esforce, não consigo entender porque alguém faz isso. E é uma coisa fácil de desmentir. Imagino a situação de quem sofre isso em questões menos óbvias. É triste e preocupante”, destacou Gessinger, acrescentando: “Cabe a todos nós romper estas correntes. Não dar seguimento aos boatos. Buscar informação em locais confiáveis”.

A notícia falsa relatava que o músico estava internado em segredo no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há uma semana. O velório ocorreria em Porto Alegre, com as cinzas sendo soltas no gramado da Arena do Grêmio.

A conta no Twitter de Humberto Gessinger compartilhou a matéria da GaúchaZH:

A 89 A Rádio Rock alerta que a divulgação de notícias falsas, as fake news, pode interferir negativamente em vários setores da sociedade, como política, saúde e segurança. Antes de compartilhar alguma notícia que você recebeu através de aplicativos, tente saber se o site de onde partiu aquela informação é realmente voltado à produção jornalística. A divulgação de fake news pode levar a consequências graves, seja para quem produz e divulga as notícias falsas, seja para quem é vítima delas.

Combate às Fake News

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (07) em Brasília que vai aguardar cerca de duas semana até colocar em votação o Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, que propõe medidas de combate à propagação de notícias falsa. De acordo com a Agência Brasil, Maia disse que nessas duas semana vai ouvir parlamentares e a sociedade para “amadurecer” a proposta.

“O debate foi feito no Senado, o senador [Ângelo] Coronel [relator no Senado do projeto de lei das Fake News] ouviu muita gente, a Câmara vai ouvir também. Eu não vou aprovar hoje ou amanhã, vamos trabalhar duas, três semanas para ouvir a sociedade, para que a gente possa aprovar o projeto”, disse.

Aprovado no Senado na semana passada, o projeto recebeu críticas. O argumento é que a proposta cerceia direitos fundamentais, ao prever a coleta em massa de registros de encaminhamentos de mensagens e a vinculação entre um número ativo de telefone celular e o uso de aplicativos de mensagem.

Maia defendeu a aprovação de um marco legal sobre o tema, que garanta a liberdade de expressão, mas que também tenha mecanismos para punir os financiadores de fake news. Segundo ele, o texto do Senado errou ao retirar os tipos penais para punir a prática.

“A única certeza que eu tenho é que não dá para ficar como está [sem aprovação de um marco legal]. É muito perigoso. Essa estrutura de robôs e fake news caminha muitas vezes para influenciar no resultado de eleições, para tentar ameaçar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional”, afirmou.



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