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SXSW 2024: inteligência artificial veio para ficar

Redação 89

SXSW 2024: inteligência artificial veio para ficar imagem divulgação

Desde o ano passado, a Inteligência Artificial (IA) é o assunto mais debatido nos painéis e palestras do festival de inovação South by Southwest (SXSW), em Austin, no Texas. Esse ano não poderia ser diferente.

Em seu segundo ano de presença maciça entre usuários comuns, a inteligência artificial generativa permeia diversos campos, como trabalho, saúde, entretenimento e outros. Será a IA uma ameaça aos nossos empregos e ao nosso futuro? É o que todo mundo mais quer saber.

A palestra da futurista Amy Webb é considerada a mais importante de todo evento, atraindo as pessoas para a fila cerca de três horas antes de seu início. Palestrante do festival há mais de 20 anos, ela apresentou o 2024 Emerging Tech Trend Report, relatório anual de sua empresa, a Future Today Institute.

Para 2024, foram analisadas 695 tendências, em 16 áreas, desdobrando-se em 95 diferentes cenários. Segundo ela, somos a Gen T (Transition Generation, a Geração da Transição), e entramos em um superciclo tecnológico, impulsionado por inteligência artificial, biotecnologia e um ecossistema de dispositivos conectados.

O superciclo tecnológico é caracterizado por uma fase de inovação tão potente que provoca mudanças estruturais profundas, transformando até a forma como vivemos. A última vez que isso aconteceu foi durante a revolução industrial.

Agora, ele envolve a biotecnologia, que engloba um novo tipo de IA: a Organoid Intelligence, ou inteligência organóide. Ela usa a IA para conectar células e criar proteínas e células ou a criação de um sistema de computação usando células de um cérebro humano. A previsão, que parece longínqua, não é tanto – isso deve acontecer em cerca de dez anos.

Já os dispositivos serão cada vez mais populares. Ela citou como exemplo o recém-lançado Apple Vision Pro, da Apple. É como levar um computador colado no rosto coletando suas informação o tempo inteiro, armazenando esses dados e criando um modelo do seu estilo de vida e seus hábitos. Eles são desenvolvidos para ler suas intenções e descobrir o que você pretende fazer antes mesmo que a ação ocorra de fato. Ele pode inclusive captar movimentos de suas pupilas em reação a algum sentimento, antes mesmo que você processe e identifique esse sentimento.

Como garantir que essa tecnologia e acesso a informações pessoais não caiam em mãos erradas e empresas que façam uso leviano delas em favor de seus próprios negócios? Esse é o grande desafio.

“Hoje nós passamos muito tempo falando sobre cenários catastróficos porque sem que algo seja feito é isso o que vejo vindo”. Segundo ela, as grandes empresas de tecnologia posam como messias tecnológicos, mas não precisamos deles para nos salvar.

(Texto e fotos: Rogéria Vianna, de Austin, Texas)



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