Para Morrissey, pandemia é uma nova forma de escravidão

Redação 89

Para Morrissey, pandemia é uma nova forma de escravidão imagem divulgação

O cantor britânico Morrissey compartilhou uma entrevista no MorrisseyCentral.Com, site que ele usa para se comunicar diretamente com os fãs, na qual discutiu a questão da covid-19.

Num bate-papo com seu sobrinho Sam Esty Rayner, o ex-vocalista dos Smiths disse que o público britânico “está bastante acostumado com a cena política sendo dominada por alguém que eles não suportam”.

“O problema maior é que ninguém pode mais concordar com ninguém, e este é o principal resultado do Con-vid [fazendo um trocadilho com o nome da doença com trapaça]. Trouxe o pior das pessoas, e nunca estivemos nisso juntos. Somos privados de ver e ouvir outras pessoas… este é o oxigênio básico para a alma humana. Leve-o embora e as pessoas estão mortas”, comentou.

No bate-papo, Rayner solta a frase “A sociedade covid também é a descrição precisa da escravidão” à qual Morrissey concorda: “Precisamente. E mais pessoas são agora forçadas à pobreza, que é nova forma de escravidão, assim como os impostos e todas as outras formas pelas quais somos presos e rastreados. Nossa liberdade atual é restrita a visitar supermercados e comprar sofás. O governo age como imperadores chineses… ‘Vamos permitir que você viva se você se comportar'”.

Questionado sobre o cancelamento da cultura, Morrissey garante que “involuntariamente inventou” ser cancelado. Ele diz: “Você não pode cancelar alguém que sempre foi cancelado. Quando me viu pela última vez na televisão, ou me ouviu no rádio? Eu involuntariamente inventei a condição de ser cancelado [risos]! A indústria da música nunca me celebrou ou me ofereceu comida grátis”.

O cantor segue falando sobre sua experiênciacom a sociedade: “Sempre fui tratado como um experimento científico que deu errado. Estou acostumado. Tenho sido imune ao fogo inimigo por muitos anos. Eu uso um colete à prova de balas…. Parece-me assim, quando uma pessoa vaia, todos, então, começam a vaiar. E quando alguém aplaude, todos começam a aplaudir”.



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