Plataformas de blockchain começam a revolucionar o mercado da música

Redação 89

Plataformas de blockchain começam a revolucionar o mercado da música imagem divulgação

Desde que a internet surgiu, a indústria da música tem tentado adaptar a concepção de seus produtos. A forma como as músicas são distribuídas e comercializadas mudou muito a partir da popularização das plataformas de streaming. Mas este parece ser apenas o início de uma revolução nesse setor, porque novas tecnologias começam a ser descobertas pelo mercado, como blockchain, que nada mais é do que um registro usado principalmente no campo das criptomoedas. O Directivos y Empresas explica que o sistema funciona como um lugar onde as informações são colocadas e depois distribuídas para computadores que desejam acessar os dados. É uma forma de transmitir informações com segurança, evitando fraudes e golpes.

Mas qual é a relação entre blockchain e música? Essa tecnologia é capaz de dizer ao artista onde sua música está sendo consumida, a fim de obter lucro. O processo facilita a maneira de identificar os direitos autorais do criador de conteúdo, para que ele possa ser devidamente recompensado pelo que produz. Isso permite que a música possa ser distribuída diretamente do compositor para os consumidores, sem perder dinheiro e protegendo a arte ao mesmo tempo. Ou seja, plataformas como Spotify ou Youtube terão que compensar músicos e compositores de maneiras mais justas para utilizar seu material.

Atualmente já existem algumas plataformas de blockchain e música que permitem que os artistas tenham uma melhor remuneração por seu trabalho. Uma recente matéria da Forbes destacou a atuação no mercado da Audius, que trabalha com um protocolo de streaming de música totalmente descentralizado.  Mas há outros bons exemplo, como o Emanate, rede que fornece recompensas instantâneas para cada canção que é tocada. Outra plataforma nesse sentido é a Musicoin, que caracteriza-se por sua transparência e segurança. Já o AnoteMusic é um projeto que permite que transações descentralizadas sejam feitas com músicas de artistas e proteção de direitos autorais. Também há organizações sem fins lucrativos que exigem um protocolo de código aberto na indústria musical, como a Open Music Initiative. Recentemente, o site Biultin.Com atualizou sua lista das empresas que utilizam blockchain na música (AQUI).

A chegada desses serviços tem relação direta com a revolução na forma como as músicas passarão a ser vendidas, sem a necessidade de intermediários se apropriarem da maioria dos royalties. Compositores e artistas musicais poderão ver a partir de um painel todos os lugares onde sua música está sendo consumida em tempo real, e serão capazes de obter lucros imediatos. Fundos de investimento já se ligaram nessa possibilidade e começaram a adquirir catálogos de artistas como Red Hot Chili PeppersPaul SimonBeach BoysNeil YoungLindsey Buckingham e Stevie Nicks. No final do ano passado, surgiu a informação de que Bob Dylan tinha vendido seu catálogo musical pela bagatela de um bilhão e meio de reais.



COMPARTILHE


NOTÍCIAS RELACIONADAS