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Supla, NFTs e um novo caminho para a música

Redação 89

Supla, NFTs e um novo caminho para a música imagem divulgação

Mike Shinoda, vocalista e rapper do Linkin Park, lançou no início de fevereiro a música “Happy Endings”, que se tornou o primeiro single de rock a ser disponibilizado no formato NFT, em tokens não fungíveis, ou seja, objetos que não podem ser trocados por outros iguais. No mês seguinte foi a vez do Kings of Leon fazer história com o álbum When You See Yourself, que se transformou no primeiro trabalho de rock a ser comercializado em formato de ativo virtual.  A coleção intitulada “NFT Yourself” foi lançada em parceria com a startup de criptomoedas Yellowheart e conseguiu gerar uma receita de US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões).

Na verdade, o que o KOL fez foi abrir um novo caminho de receita para artistas que vivem da música. De uma forma geral, singles e álbuns podem ser emitidos como um token de criptomoeda exclusivo. Eles usam blockchain – rede transparente e acessível ao público – para provar que são escassos ou até mesmo únicos, portanto, podem ser comercializados por grandes quantias. Esse ativo digital pode representar uma fatia importante da receita dos artistas num futuro não muito distante.

Bandas de rock como o Megadeth e artistas pop como Calvin Harris já se ligaram nessa parada e já surfam na onda dos NFTs. Mas e aqui no Brasil? Nosso rock nacional poderia se aproveitar disso? Poderia, mas nem todo mundo ainda se ligou nesse mercado. Pioneiro em lançamentos NFTs em solo brasileiro, Supla conta que foi alertado por uma amigo que vive nos Estados Unidos sobre essa novidade. “Meu amigo que mora em Los Angeles Frederico Lapenda (produziu filmes com Nicolas Cage e Pamela Anderson) me alertou do NFT. No começo eu não tinha entendido muito bem, mas logo me informei e fui pra cima. Me tornei o primeiro roqueiro do Brasil que autenticou algumas artes nesse formato”, contou o músico.

Supla se uniu no início de março à plataforma Rarible e disponibilizou para venda em NFT um videoclipe e seis artes digitais relacionadas a seus trabalhos. O objetivo dessa ação no mundo virtual vai muito além da venda dos ativos digitais, explica Supla. “Além de representar uma boa possibilidade de aumentar a sua receita, o músico ganha em exposição, mostra que está ligado em novas tendências e atinge um novo público”, ressalta o cantor, que é um especialista em reinvenção da carreira. Logo após o lançamento de seu mais recente álbum, Supla Ego, em dezembro, abriu uma caixa de perguntas e respostas no Instagram e viu seus fãs se multiplicarem muito rapidamente, além de se tornar um dos nomes mais comentados da internet brasileira.

Com o mercado de NFTs não é diferente, Supla acredita que a junção de arte digital com música é uma receita certeira para chamar a atenção do público e, posteriormente, realizar negócios. “Sou um artista que utiliza muito a imagem, trabalho as capas de meus singles e discos e dou atenção especial aos videoclipes. Isso resulta em uma identidade muito grande com o público”, diz ele sobre a essência de seus NFTs.

À medida que a emissão dos NFTs está ficando mais fácil, novos tipos de ativos são criados todos os dias. Então, este é o momento do rock nacional embarcar nesse universo? Supla alerta que a hora é agora. “Eu acho que ainda é bem nova esta ideia do NFT, mas os caras do rock nacional e outros artistas de outras áreas deveriam começar a se movimentar. Essa tecnologia está ai para ser usada e pode ajudar muito”, comentou.

A criação de NFTs exclusivos para música tem tudo para descentralizar a indústria e colocar na mão dos criadores, gravadoras e investidores a chance de juntos lucrarem com a valorização e divulgação de conteúdo relacionado aos artistas. É uma revolução que está por vir e quem ganha com isso, lógico, é quem sai na frente, como o Supla.



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