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Andreas Kisser fala sobre preconceito musical e como o Sepultura também atrai os “kids”

Redação 89

Andreas Kisser fala sobre preconceito musical e como o Sepultura também atrai os “kids” imagem divulgação

Falar em “música brasileira” é abrir um enorme e diverso guarda-chuva de sonoridades e expressões artísticas. Em entrevista ao canal  Papo de Música, apresentado por Fabiane Pereira. Andreas Kisser, falou sobre o Heavy Metal nacional, Sepultura e refletiu sobre barreiras por preconceito musical e linguístico.

“Tudo é Brasil”, afirma antes de declarar a existência de um preconceito do grande público com o Heavy Metal. “Ficam presos em estereótipos, dizem que o Brasil tem uma certa imagem e ritmo. Sim, tem, mas tem muito mais. O Brasil é muito mais amplo”, diz. As premiações musicais também não ficam de fora da problematização feita por Andreas por não incluirem grupos do estilo nas competições. “Por que não juntar Zeca Pagodinho com Sepultura?”, questiona, prestes a contar a dificuldade de entrar em premiações brasileiras por cantarem em inglês e também de entrar em eventos no exterior por serem estrangeiros em outros territórios.

Apesar de compreender o choque causado por alguns elementos da cultural metaleira – como a predominância de roupas pretas, os vocais gritados e os famosos mosh pits -, ele ressalta como muitas vezes o público musical escolhe enxergar somente o lado negativo da expressão do estilo. “As pessoas se matam no Carnaval e tá tudo bem, porque é a expressão da cultura e festa brasileira”, aponta.

Estes estereótipos parecem não ser levados em conta por crianças, o Sepultura “tem uma pegada com os kids”. A afinidade com o ritmo, segundo o guitarrista, é uma relação importante por ensinar harmonia, a se relacionar com outras pessoas por meio da música, entre outras habilidades culturais, sociais e, no futuro, até de negócios.

“O Theo [filho da Sandy] realmente curte música, mas ele gosta da coisa mais pesada da guitarra. Muito bem educado (risos)”, brinca, lembrando ser ídolo do filho da cantora.

Com o disco Quadra lançado pelo grupo neste ano, o artista revela estar se sentindo no auge do conhecimento musical e, por isso, vê no trabalho a melhor obra do Sepultura. Mesmo com a banda indo “muito bem, obrigado”, ele confessa planos de dar continuidade aos experimentos sonoros solo, caminho iniciado em 2009 com o disco duplo “HVBRIS I & II”. “Eu tenho uma demo, que seria um segundo disco-solo. É uma coisa um pouquinho mais pra frente, vamos ver”, conclui.

A conversa ainda fluiu por outros tópicos, como a influência da banda norte-americana Kiss na trajetória do músico. Utilize o player abaixo e assista:



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