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A 89 ouviu com exclusividade o novo álbum dos Strokes! O disco traz referências aos anos 80

Redação 89

A 89 ouviu com exclusividade o novo álbum dos Strokes! O disco traz referências aos anos 80 imagem divulgação

A Rádio Rock ouviu com exclusividade e em primeira mão The New Abnormal, o novo lançamento da banda The Strokes. É o sexto álbum de estúdio dos caras, que será lançado oficialmente nesta sexta (10/04). Com nove faixas e cerca de quarenta e cinco minutos ao todo, é o primeiro de inéditas desde o Comedown Machine de 2013 e do EP Future Present Past de 2016.

As gravações aconteceram na Califórnia e conta com o renomado produtor musical Rick Rubin, que já trabalhou com grandes nomes do rock, como Red Hot Chili Peppers, System Of A Down, Beastie Boys, Black Sabbath, entre muitos outros. É a primeira vez que ele trabalha com os nova iorquinos, que mantém a mesma formação original há mais de vinte anos: Julian Casablancas (vocais), Nikolai Fraiture (baixo), Albert Hammond Jr (guitarra), Nick Valensi (guitarra) e o brasileiro/americano Fabrizio Moretti (bateria). A arte da capa do disco é uma pintura do artista Jean-Michel Basquiat, que também era de Nova Iorque.

Arte de capa do álbum The New Abnormal

The New Abnormal tem nove faixas que combinam muito bem entre si, fazendo com que o disco tenha um conceito de álbum de fato. Há muitas referências à década de 1980 ao mesmo tempo que traz um som moderno. Os Strokes acertaram em cheio nisso. Há um uso maior de sintetizadores pela banda, principalmente se lembrarmos que estamos acostumados a ouvir o “rock cru” com guitarras, baixos e bateria nos hits mais famosos que marcaram época no começo dos anos 2000. É uma evolução como banda que funcionou muito bem e que será lançado num ótimo momento já que o mundo está em quarentena, o que inevitavelmente nos leva a termos vários momentos de reflexão, que é o acontece nesse trabalho. Inclusive, o próprio nome coincidentemente tem tudo a ver no momento. Em uma tradução livre, significa “o novo anormal”.

Os Strokes tem show marcado no Brasil em dezembro, onde se apresentam como headliners do Lollapalooza no Autódromo de Interlagos e devem tocar as novidades. Eles se apresentariam no dia 5 de abril, mas o evento foi adiado para dezembro (ele tocam no dia 6) devido a pandemia do novo coronavírus. A mais recente apresentação dos caras por aqui foi exatamente no Lolla em 2017, também com promoção e transmissão da Rádio Rock.

Confira a análise faixa por faixa feita pelo apresentador Wendell Correia:

1. THE ADULTS ARE TALKING (5’09”)
Tocaram “The Adults Are Talking” pela primeira vez em um show em Los Angeles em maio de 2019 e já faz parte do set list dos shows. Começa com uma batida eletrônica e o baixo acompanhando. Julian canta de uma maneira suave a maior parte, com alguns falsetes no final, quando a música vai crescendo. Os solos e riffs de guitarra do Albert e Nick conversam entre si, como já é característico no som da banda. Música dançante e com uma essência indie, terminando com fade aos 4’47” para depois retomar com um som que parece ser momentos antes de um ensaio de qualquer banda, com barulhos aleatórios de bateria, baixo e outros instrumentos, além de uma conversa.

2. SELFLESS (3’42”)
Começa com um riff bem marcante que aparece na maior parte da música, que também tem bons solos de guitarra. É uma balada, com Julian cantando versos questionando e implorando para a pessoa a quem quer se referir na canção. Depois de uma crescida e aumento de velocidade no final, acaba com uma guitarra suave.

3. BROOKLYN BRIDGE TO CHORUS (3’56”)
Lançada alguns dias antes do álbum completo, começa com sintetizador, entrando logo na sequência bateria, baixo e guitarra, lembrando bastante as músicas da década de 1980. Inclusive na letra o próprio Julian faz referência para as músicas dessa época (“And the eighties bands? Where did they go?”). Bem dançante, com um refrão marcante e solo de guitarra. É a música mais provável de se tornar mais um grande hit dos Strokes, com potencial pra fazer sucesso nas pistas de dança das baladas que tocam rock.

4. BAD DECISIONS (4’53”)
Típica música dos Strokes, com riffs de guitarras, bateria e baixo fáceis de identificar e que conduzem o caminho que a canção vai tomar. Foi inspirada no clássico “Dancing With Myself” do Billy Idol, tanto que o cantor divide os créditos da faixa com os integrantes nova iorquinos. Como o próprio título diz, “Bad Decisions” fala sobre más decisões tomadas no que parece ser um relacionamento. Tem tudo pra funcionar muito bem nos shows, tanto que eles já vêm tocando nas apresentações que fizeram ao longo desse ano antes da pausa mundial por conta da pandemia do novo coronavírus. Também tem grandes chances de se tornar um hit dos Strokes. Outra faixa que a música acaba, mas volta com trechos de ensaios da banda.

5. ETERNAL SUMMER (6’15”)
“Eternal Summer” diminui o ritmo das duas faixas anteriores, mas continua dançante. Mais uma que lembra os anos 80. O vocal varia de falsete para um canto mais forte, no que parece que são dois cantores diferentes. Em alguns momentos, lembra bastante os trabalhos do David Bowie. A canção tem uma pegada que se encacharia bem em grandes momentos de filmes e séries, onde também temos visto várias referências a década que passou há quase quarenta anos. Na faixa, a música acaba, mas depois volta por trinta segundos “abafada”.

6. AT THE DOOR (5’10”)
Lançado em fevereiro de 2020 acompanhada de um clipe, é o primeiro single de The New Abnormal. Começa com teclado/sintetizador e o Julian cantando com a voz mais sofrida que o comum. A guitarra, bateria e baixo não são tão marcantes como costumam ser nas músicas dos Strokes. A letra é um momento reflexão e lamentação. Eles tocaram a música em público pela primeira vez também em fevereiro (dia 11) no show que fizeram para demonstrar apoio ao Bernie Sanders, candidato a presidência dos Estados Unidos. Nesse mesmo dia, foi anunciado oficialmente o novo álbum.

7. WHY ARE SUNDAY SO DEPRRESING (4’35”)
Começa animada, com uma batida de bateria e as guitarras conversando entre si, com o baixo entrando aos poucos depois. Julian começa a cantar com a característica voz “cansada”, contrastando com a animação da música e variando com alguns falsetes ao longo da canção. Bem dançante, também tem alguns solos de guitarra. Mais uma música que acaba e volta com barulhos de ensaio.

8. NOT THE SAME ANYMORE (5’37”)
Música com um tom triste com uma letra que lamenta o jeito que a pessoa narrada na música está, refletindo sobre erros e desabafando com a outra parte do relacionamento. Como o próprio título diz, a lamentação é pelo fato da pessoa não ser mais a mesma, descrevendo o porque acha isso. Também há solos de guitarra.

9. ODE TO THE METS (5’51”)
Começa com sintetizador que vai sumindo aos poucos. Também há um riff de guitarra no início. Ótima música de encerramento, que passa a ideia de ser a conclusão final de tudo o que foi falado nas faixas anteriores, além de fazer uma referência ao New York Mets, que é um time de baseball do Queens na cidade de Nova Iorque que tem uma torcida fanática que lota o estádio, apesar de ter menos destaque no esporte ao ser comparado com o famoso New York Yankees. Depois dos primeiros versos, entra a bateria. Tocaram a música no Réveillon em Nova Iorque para celebrar a chegada de 2020.



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