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R.E.M. completa 40 anos de seu primeiro show

Redação 89

R.E.M. completa 40 anos de seu primeiro show imagem divulgação

Há exatos 40 anos, em 5 de abril de 1980, o R.E.M. realizava sua primeira apresentação ao vivo. O evento que iniciaria uma das histórias mais bem-sucedidas de uma banda de rock de todos os tempos ocorreu na abandonada Igreja de St. Mary, na cidade universitária de Athens, na Geórgia.

O trabalho do vocalista Michael Stipe, o guitarrista Peter Buck, o baixista Mike Mills e o baterista Bill Berry envolveria presença de palco marcante, sonoridade ímpar e letras sensíveis. Algo que serviria de inspiração para adolescentes prontos para replicar essa essência em um mercado alternativo que ganharia destaque dez anos mais tarde com o surgimento de grupos como Pavement, Radiohead e Nirvana.

Daquele show inicial até o lançamento de seu primeiro single “Radio Free Europe”, em julho de 1981, as letras de Stipe já dialogavam com o elemento melódico das músicas – carregado em grande parte pelo baixo de Mills – criando uma atmosfera tradicional e ao mesmo tempo moderna. Abriram-se, então, as portas da gravadora I.R.S. para a gravação do EP Chronic Town e em 1983, com produção de Don Dixon e Mitch Easter, os caras colocavam no mercado Murmur, seu primeiro álbum.

De um início de carreira arrebatador, ganhando elogios da crítica especializada, passando por um segundo e consolidador disco de estúdio, Reckoning, e emplacando trabalhos que lhe renderam um público fiel em suas apresentações, o R.E.M. encerraria a década de 80 firmando-se como a maior referência da música alternativa dos Estados Unidos.

O grupo atingiu seu auge artístico no final dos anos 80 – abraçando temas políticos – e iniciaria uma nova década ainda mais influente ao lançar Out of Time, em 1991, e Automatic For the People, em 1992, que lhe renderiam hits globais como “Losing My Religion”, “Shine Happy People”, “Everybody Hurts” e “Man on the Moon”.

Mesmo lançando álbuns  a partir da virada do milênio que podem ser considerados regulares pela crítica especializada, a vasta discografia do R.E.M. é um verdadeiro tesouro no qual as letras de Michael Stipe tornam-se vívidas e sugestivas para quem as ouve, enquanto a sonoridade da banda proporciona um mergulho na memória para buscar respostas para diversas questões.

Prova disso é a canção “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”, faixa do álbum Document, de 1987. Ao abordar a questão das mudanças globais e o impacto delas na sociedade, voltou às paradas recentemente no meio da pandemia do novo coronavírus. Inclusive, a quarentena imposta ao mundo acabou rendendo uma publicação de Michael Stipe nas redes sociais do R.E.M. há alguns dias. Ele revelou aos fãs uma versão demo de uma nova canção chamada “No Time for Love Like Now” e como não deu muitos detalhes, ficou no ar se é um material de sua carreira solo ou trata-se de um novo trabalho para o R.E.M., que oficialmente encerrou suas atividades em 2011.

Como o nome da banda é uma referência a Rapid Eye Moviment, o movimento rápido dos olhos que ocorre em um estágio do sono geralmente associado ao sonho, não custa nada sonhar! Quem sabe não vem por aí um retorno do R.E.M.

Aqui a primeira aparição do R.E.M. na TV:

E aqui a publicação da banda comemorando os 40 anos do seu primeiro show:



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