Graffitis mostram que calçadas sem rampas se tornam muros para quem é cadeirante

Redação 89

Graffitis mostram que calçadas sem rampas se tornam muros para quem é cadeirante imagem divulgação

De acordo com o último censo demográfico, publicado pelo IBGE em 2010, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. O estudo também revela que em São Paulo, maior cidade do Brasil, apenas 9% das calçadas possuem acessibilidade. Desde então, melhorias aconteceram, mas as pessoas com deficiência física ainda não vivem em uma sociedade adaptada, tendo que enfrentar problemas de mobilidade urbana diariamente. Para jogar luz nessa questão, a ONG Movimento SuperAção deu início ao projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”, idealizado pela agência Z+.

Ao convidar num primeiro momento artistas como Chivitz, Minhau, Negritoo, Tito Ferrara, Mazola Marcnou e Apolo Torres, a iniciativa leva os graffitis das paredes da cidade para obstáculos que se tornam muros para os cadeirantes, com o objetivo de provocar uma reflexão e fazer um alerta. Até agora, tratam-se de sete obras espalhadas por calçadas que por lei deveriam ter rampas de acesso. Elas estão localizadas em regiões como Mooca, Chácara Santo Antônio, Liberdade, Pinheiros, Campo Belo e Embu das Artes.

“Num mundo onde há uma infinidade de informações para chamar a nossa atenção, o projeto direciona a atenção do cidadão, de forma lúdica e artística, para um importante ponto que é a acessibilidade arquitetônica da cidade. A arte é uma das mais belas fontes de contato entre o ser humano e ele mesmo. Estamos fomentando a inclusão de uma forma que só a arte é capaz. Precisamos acessar a emoção dos cidadãos, pois só a razão não tem sido suficiente”, ressalta Billy Saga, presidente da ONG Movimento SuperAção.

“A ideia nasce da premissa de que para o cadeirante uma calçada é um muro. E, se é um muro, cabe um graffiti. Dessa forma, não estamos somente chamando atenção para o problema como também mapeando os pontos que precisam ser adaptados para garantir acessibilidade a todos”, explica Alexandre Vilela (Xã), CCO da agência Z+.

Utilize o player abaixo e veja o vídeo que promove a campanha do projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”:

Saiba mais sobre o projeto seguindo o perfil @calcadaemuro no Instagram e utilizando nas redes sociais #calçadaémuro:

 

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Apenas 9% das calçadas de SP são acessíveis. Para um cadeirante, calçada sem rampa é muro. Nós levamos os graffitis das paredes da cidade para esses muros que só os cadeirantes conheciam. A arte saturada que abre espaços é do @felipe.b.palacio , ali no cruzamento da rua Artur Prado com a rua Santa Madalena, na Liberdade/SP. A partir de um novo ponto de vista, vamos juntos promover a reflexão. Sua calçada também é muro? Se engaje, faça sua arte, compartilhe! Baixe o stencil #calçadaémuro (link na bio). #graffiti #SPlovers #SP #cidadania #artederua #acessibilidade #cidade #pintura #movimentosuperacao #billysaga #cadeirante #tinta #arteurbana #spray #trending #calçada #streetart #urban #urbanart #Reflita #Revele

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