O Lobo do Rock and Roll

Willian Maier

O Lobo do Rock and Roll imagem divulgação

Scorsese capricha na trilha de longa sobre a bolsa de NY – Por Claudio Dirani

 
Se existe um homem que poderia ser apelidado de “Diretor Rock And Roll”, o nome dele é Martin Scorsese. Não que o cineasta seja o único em Holllywood que domina essa combinação com a sétima arte. Quentin Tarantino, sem dúvida, seria um rival à altura. Mas Scorsese leva alguma vantagem por ter dado vida a excelentes filmes sobre rock, como “Shine A Light”, dos Rolling Stones e “The Last Waltz”, que registra a despedida da The Band em 1976, com participações de Neil Young, Bob Dylan, Ronnie Wood e outros mitos.
 
Em “O Lobo de Wall Street” – mais recente produção assinada por Marty – a trilha do filme que conta os detalhes sórdidos dos bastidores do mercado financeiro nova-iorquino regados a sexo, drogas e Rock and Roll é, por si só, uma atração que vale o ingresso.
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Blues Rock
 
Entre as mais de 70 faixas mixadas ao filme (sendo 16 apenas no CD), um dos destaques é “Dust My Broom”, do bluesman Elmore James. Não é segredo que Martin Scorsese é um fã do gênero. Em 2003, ele produziu “The Blues”, série que conta a história de uma das raízes do Rock. “Lobo de Wall Street”, ainda tem “Spoonful”, da lenda do blues elétrico Howlin’ Wolf e “Boom Boom”, de John Lee Hooker.
 
Depois do Blues, o Rock vem bem representado a seguir com “Everlong”, do álbum do Foo Fighters “The Color of The Shape” de 1997, a releitura do hit “Mrs. Robinson” de Simon And Garfunkel que também fez grande sucesso em single dos Lemonheads, “Insane In The Brain”, do disco “Black Sunday” (1993), do Cypress Hill, a faixa “Uncontrollable Urge”, do álbum de 1978 “Are We Not Me? We Are Devo”, do Devo. 
 
Outras gemas da trilha incluem o single de 1983 “Double Dutch”, de Malcom McLaren e “Movin’ Out” (Anthony’s Song”), de Billy Joel, lançada em seu clássico LP “Stranger” (1977).
 
“O Lobo de Wall Street” estreia dia 24 de janeiro em grande circuito nacional.

 



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