89 sorteia ingressos para o Lollapalooza 2015

Willian Maier

89 sorteia ingressos para o Lollapalooza 2015 imagem divulgação

Um público de quase 150 mil pessoas marcou presença neste último fim de semana no autódromo de Interlagos, em São Paulo, para curtir uma infinidade de atrações do Lollapalooza, um festival internacional que levou promoção exclusiva da 89.

A parceria da Rádio Rock com a organização do evento proporcionou um prêmio incrível: convites para a edição do ano que vem do Lolla.

Para realizar essa ação promocional, a 89 posicionou quatro infláveis gigantes em pontos estratégicos do autódromo e pediu para que seus ouvintes colocassem seus nomes e tirassem uma foto para ser postada nas redes sociais com a hashtag #lollpalooza 89.

A promoção foi um sucesso com engajamento gigantesco dos ouvintes, gerando imagens muito bem humoradas do pessoal que foi curtir o festival e interagiu com os infláveis.

A foto escolhida entre milhares de participantes foi a da ouvinte Giuliana Shimada Terra que mostrou bem como é o clima de quem participa de um evento musical gigantesco.

Com esta foto incrível, ela garantiu presença em todos os dias da edição 2015 do Lollapalooza…

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Os melhores momentos do Lollapalooza 2014 foram muitos. O Muse encerrou o dia 5 de abril, já entrando no domingo, com a competência de costume. E apesar de não permitir a transmissão do show ao vivo pela TV (A exemplo do Pearl Jam, no ano passado), os ingleses se recuperaram da mancada com um belo tributo a Kurt Cobain, relembrando os 20 anos de sua morte. A faixa escolhida foi “Lithium” (a terceira do setlist), um dos singles de maior sucesso da banda grunge.

Já no repertório básico para festivais (17 músicas, duas a menos do que no ano passado – por conta, visivelmente, de problemas com a voz de Matthew Bellamy), o furor do público veio com “Madness”, do mais recente disco “The 2nd Law” – arrancando o mesmo (ou até mais) entusiasmo mostrado no último Rock In Rio.  A ausência foi “Supremacy”, do mesmo CD, tocada no festival carioca.

Imagine Dragons

O Muse era a (aguardada) grande atração de hoje no Autódromo de Interlagos. Só que nem sempre a teoria acompanha a prática. A exemplo do ano passado, o Pearl Jam era “o Muse de hoje”, e o The Killers roubou a cena. A história se repetiu com outra banda de Las Vegas, o Imagine Dragons. Com empenho e muito suor na camisa, o grupo americano deixou a galera rouca de tanto cantar hits como “Radioactive” e “It’s Time”.

No total, apenas 13 músicas – incluindo cover caprichada de “Song 2”, do Blur. Mas o bastante para deixar um sabor de “quero mais”.  Por falar em quero mais, o Imagine Dragons prometeu descansar um pouco (Dan Reynolds garantiu que “seria o último show, por um bom tempo”) a partir de agora para se recuperar da estrada (desde 2009 fazendo shows) e finalizar o segundo disco.

Nine Inch Nails 

Deu para notar que o Nine Inch Nails de Trent Reznor atraiu uma boa legião de fãs ao Autódromo.  Os veteranos do dia mostraram porque são ainda os reis do bom Rock industrial. E quem esperou se deu bem. No total, 19 faixas, com destaque para as performances de “The Great Destroyer”, “Wish” e Santicfied”.

Já, de volta, ao time dos iniciantes, a neozelandesa Lorde dividiu opiniões. No entanto, muita gente cantou junto “Royals” – maior hit da garota de 17 anos. Até Bruce Springsteen virou fã dessa música.

Agora entramos no domingo e ficou quase impossível apontar um destaque entre as bandas que receberam a bandeirada final na segunda volta roqueira no Autódromo De Interlagos.

Vamos conferir quem subiu no pódio, não necessariamente na ordem de preferência:

Soundgarden – DNA clássico, à toda prova. E uma performance, digamos “bullshit proof”. Nunca foi badalada como um Pearl Jam ou Nirvana. Apesar disso, Chris Cornell foi sinônimo de competência e fidelidade no mix do som do Seattle com Rock pesado tradicional. A recente “Been Away For Too Long” foi um dos exemplos de como a banda pode soar como Led Zeppelin e ainda ser original. A mesma receita aplicada nas maravilhosas “Outshined” e “Jesus Christ Pose” fizeram valer o ingresso para o primeiro show do grupo no Brasil (Chris Cornell já havia passado por aqui como artista solo em com o Audioslave).

Vampire Weekend – Provavelmente, o melhor entre os indies do line-up (na segunda vez dos americanos em SP). Confesso que não me impressionava muito com esta banda, apresentada a mim em 2012 por ninguém menos que Jorge Garcia, o Hugo de “Lost” (risos). Mas no Lolla eles se mostraram mais maduros e com Rock na veia. Até tiveram um tempo para puxar um pouco o saco da galera, comparando São Paulo a Nova York. As melhores foram “A-Punk” e “Giving Up The Gun”. Ambas conseguiram vencer a luz do dia e o calor da capital, inimigos número 1 do Rock and Roll.

Johnny Marr – Com direito até a Smiths, o guitar hero de Manchester mostrou porque sempre será um dos mais criativos do planeta.. O maior ídolo de Noel Gallagher comprovou todo seu profissionalismo, deixando para trás os traumas normais de quem quebrou a mão recentemente. Fez e aconteceu. E chamou ao palco o baixista Andy Rourke, velho parceiro dos Smiths, para emendar a maravilhosa “How Soon Is Now?” Mesmo sem Morrissey, a galera teve orgamos com “There’s A Light That Never Goes Out”. Queremos mais Johnny Marr por aqui em breve.

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New Order – Mais uma vez, a velha guarda da festa bem representada com o grupo que nasceu da morte do Joy Division. Os ingleses também foram bastante simpáticos, arriscando palavras dificílimas em português, como “Obrigado”. Ah… Ninguém sequer notou quando alguns vocais saíram desafinados. Festival vale tudo. De qualquer forma, como resistir ao som daqueles tecladinhos “cheesy” oitentistas em “World”, e que fez a rampa para Bernard Sumner emendar a icônica “Bizzarre Love Triangle”.

Você se lembra que falei do Joy Division? Foi emocionante o biz no palco Interlagos, com “Love Will Tear Us Apart”, que fechou a cortina dance do Lolla para o New Order. Pena que eles competiam com ouro show gigante, simultâneo.

Equanto isso, no palco principal…

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Arcade Fire – Aquele mix de Canadá, Taiti e rock inglês que você esperava fechou a lista de atrações principais do Lolla 2014. Para começar a festa multicultural, duas das melhores do álbum mais recente do sexteto: “Reflektor” e “Flashbulb Eyes”. Mas foram “Ready To Start” e “The Suburbs” que fizeram a galera entrar na dança. Dança que ficou ainda mais predominante com “Afterlife” e “It’s Now Over”, com direito a uma espécie de urso metálico robótico dando clima de balada ao show. E como Arcade é banda que não está nem ai para rótulo cultural, eles arriscaram alguns trechos de clássicos brasileiros, como “Aquarela do Brasil” (Win e fã da fase Tropicalista, vale lembrar).

Resumo: Arcade pós-moderno até demais para meus apetites roqueiros, mas um show que valeu o ingresso do Lolla (ainda teve todo o carisma e “todo-sorrisos” dos vocalistas e casal Win Butler e Regine Chassagne como faixa-bônus).

Ah… Não dá para esquecer: “Wake Up” cruzou a linha de chegada de Interlagos, ao estilo do também canadense – o competentíssimo Gilles Villeneuve… me enchendo de nostalgia. Afinal, foi a música de abertura usada pelo U2 antes de entrar no palco da Vertigo Tour em 2006.

A galera que foi ao Lolla concordou, e continuou cantando as harmonias da música mesmo depois do gran finale. Será que o Arcade curtiu a vibração dos fãs brasileiros?

Win até prometeu: se o Brasil ganhar a Copa, eles voltam.



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