Redação 89

Lollapalooza: 89 conversa com Two Door Cinema Club

A 89 conversou com os caras do Two Door Cinema Club no segundo dia do Lolapalooza Brasil 2017, que rolou nos dias 25 e 26 de março no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O Sam Halliday, guitarrista da banda, contou sobre o mais  novo álbum “Gameshow” e disse que se orgulha da banda. Sobre o Brasil e o Lollapalooza Brasil, o músico falou que o público é sempre incrível: “Somos muito sortudos por ter a chance de tocar este ano”.

Os caras relevaram quais foram as influências musicais que tiveram ao longo da vida, Sam disse que foi o Nirvana, quando ouviu o disco “Nervermind”.

Curiosidades como o processo criativo da banda, um novo álbum, turnê e como foi tocar nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, são outros temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo:

A transcrição da entrevista está aqui:

89FM: O que vocês esperam do público brasileiro no Lollapalooza?
SAM: Estamos com um novo álbum, uma banda nova no palco, está tudo muito novo.
A plateia é sempre incrível. Somos muito sortudos por ter a chance de tocar este ano, estamos muito ansiosos para tocar.

89FM: O mais recente álbum, o Gameshow, tem um som único. Como vocês descreveriam o disco?
SAM: Eu nunca tive a capacidade de descrever a nossa música, mas eu vejo isso como uma coisa boa. Obrigado por falar que nosso som é único, também concordo com você e é uma das coisas que tenho mais orgulho desta banda, temos uma característica própria. Não ficamos pensando muito, não saímos por aí tentando achar um som diferente, a gente simplesmente tem um e eu quero dizer que é uma coisa que eu sempre tive orgulho e gosto muito. Mas se você quiser classificar em um estilo é música pop.

89FM: Os brasileiros são conhecidos por sua musicalidade, os irlandeses também. Quando vocês eram pequenos, já planejavam se tornar músicos e vocês foram influenciados por algo?
SAM: Sim.

KEVIN: Está na história da banda, nós começamos a tocar juntos aos 15 anos. Individualmente sempre tivemos interesse pela música, seja ouvindo ou tocando desde criança. Eu e o Alex aprendemos a tocar instrumentos clássicos quando tínhamos entre 6 e 7 anos. Então sim, sempre foi parte de nossa vida seja ouvindo ou tocando alguma música.

89FM: Vocês poderiam comentar sobre as influências de quando estavam crescendo?
SAM: Uma das bandas que me afetou foi o Nirvana, acho que nessa época eu tinha uns 11 anos quando eu ouvi “Nervermind” e aquilo foi tão emocionante que fez com que eu comprasse a minha primeira guitarra, escrevesse a primeira música e me fez juntar a primeira banda. Nada disso teria acontecido se não fosse o Nirvana.

89FM: Como é o processo criativo da banda?
SAM: A gente não tem um processo criativo, cada coisa aconteceu em um lugar diferente. Nós transitamos por cada zona, tocamos nosso próprio instrumento, conseguimos ter controle de cada área e do que acontece na banda. A maioria do que acontece vem do refrão das músicas, ideias de vocais, da guitarra. Juntamos tudo quando estamos no estúdio hoje em dia. Quando começou ficávamos junto em um quarto e costumávamos tocar ao vivo, porque ensaiávamos todos os dias e não temos mais esse tempo. Então, nós escrevemos alguns fragmentos quando estamos na estrada, quando temos algum tempo livre e depois nos juntamos no estúdio e juntamos tudo como um todo.

89FM: O que os seus fãs podem esperar para o futuro? Algum álbum novo?
ALEX: Nós voltamos a fazer turnês em abril do ano passado e não acredito que já passou um ano. Acho que estamos retomando os shows e vamos dar um passo para trás para pensar na próxima coisa que vamos fazer. Eu não sei…

89FM: O que você gosta mais de fazer: escrever músicas ou sair em turnê?
ALEX: Para mim, a melhor parte que eu faço é escrever as músicas, ser capaz de experimentar. Não tem nada que seja igual ao sentimento de terminar uma música nova. Antes, honestamente, eu odiava sair em turnê, tudo o que queria fazer era ficar no estúdio. Mas de uns tempos para cá, tenho aproveitado esse tempo de shows e saindo mais do estúdio. Balancear tudo isso é importante, mas se você me perguntar qual eu prefiro ainda vou falar que é estar no estúdio.

89FM: Como foi tocar nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012?
SAM: Foi inacreditável. E, quando eu olho para trás e penso nas Olimpíadas ainda não parece que foi real, parece que foi um sonho, tudo aconteceu muito rápido.
Foi muito importante para nós fazer parte deste momento e também foi uma grande honra. É algo que eu jamais vou esquecer.

89FM: O que faz o álbum Gameshow ser único para vocês se comparado com os outros trabalhos a banda?
KEVIN: Esse disco se destaca, por ter muito tempo entre ele e o nosso último álbum, de ser totalmente diferente. Conforme a gente cresceu como banda, envelhecemos/ amadurecemos, foi uma evolução para nós, musicalmente. E, eu acho, que se não tivéssemos feito o álbum nesses 4 anos que ficamos “fora”, talvez ele não fosse tão diferente. Então, para mim, é por isso que ele parece tão diferente dos outros discos. Nós continuamos descobrindo coisas novas e velhas e eu acho que isso complementa o que você está fazendo.

89FM: QuTem alguma música de vocês que surpreendeu pelo jeito que as pessoas reagiram ou o jeito que ela ficou?
ALEX: Muitas músicas quase não “aconteceram”. Muitas vezes, você se atrai por coisas que funcionam muito fácil e muito bem, mas as vezes não. Você precisa de algo ou alguém para “reviver” isso das cinzas e tem algumas músicas em que posso pensar. Uma das músicas do nosso álbum chamada “Lavender”, era totalmente diferente, a gente meio que separou em pedaços e juntou tudo várias vezes, isso irritava muito. Parecia que não era para acontecer, ainda mais porque tem outras músicas mais populares no álbum, especialmente ao vivo. Então acho que essa é uma.

89FM: Vocês querem deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
SAM: Sim, amamos nossos fãs brasileiros. Faz muito tempo que a gente não vem para cá e estamos muito ansiosos para subir no palco e mostrar tudo o que a banda tem.

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