ENTREVISTAS

Pamela Espindola

Exclusivo: 89 fala com Mike Kerr, do Royal Blood

A 89 conversou com o Mike Kerr, vocalista  e baixista da banda Royal Blood. Eles vão abrir o show do Pearl Jam no Rio de Janeiro dia 21 de março,  na sequência tocam no Cine Joia em São Paulo no dia 22 e se apresentam no Lollapalooza Brasil dia 23, com promoção da 89 A Rádio Rock.

A dupla britânica já se apresentou no Brasil no Rock In Rio 2015. Mike lembrou que se divertiu bastante e conta que tinha tudo que ele queria, praias, montanhas, pessoas legais  e boas músicas.

Sobre shows, Mike revelou qual é a diferença entre tocar para o seu público em um lugar menor e em um festival como o Lollapalooza.

Outro destaque da nossa entrevista, foi sobre a turnê que os caras fizeram com o Foo Fighters e o Queens Of The Stone Age, o músico contou como foi essa experiência.

Além disso, Mike falou sobre  backing vocals no palco, novos formatos de banda de rock, os próximos projetos do Royal Blood e muito mais.

Utilize o player abaixo e ouça a entrevista completa. Quem trocou uma ideia com o artista foi o nosso produtor Wendell Correia:


Transcrição da entrevista:

89FM: O que você lembra da passagem pelo Brasil quando tocaram no Rock In Rio 2015??
MIKE KERR: Eu lembro de ter me divertido bastante. Tinha tudo o que eu queria: praias, montanhas, um tempo bom, pessoas legais e boas músicas.

89FM: Agora vocês vão fazer dois shows em São Paulo, um no Cine Jóia e outro no Autódromo de Interlagos no Lollapalooza Brasil, além de abrir o show do Pearl Jam no Rio de Janeiro. Qual é a diferença entre tocar para o seu público em um lugar menor e em um festival como o Lollapalooza?
MIKE KERR: Das duas formas vamos tocar para pessoas, então não nos importamos com isso se é um público de mil ou dez mil. É divertido para nós termos a oportunidade de tocarmos das duas formas. Temos sorte por ter as duas experiências.

89FM: Na atual turnê vocês tem backing vocals no palco. Por quê tiveram essa ideia?
MIKE KERR: Decidimos que queríamos ter backing vocals cantando com a gente e faz quatro meses que estamos com elas.

89FM: Recentemente vocês fizeram uma turnê com o Foo Fighters e o Queens Of The Stone Age. Como foi essa experiência?
MIKE KERR: Foi incrível! Nós amamos essas bandas. Tocar com as suas bandas favoritas é muito legal.

89FM: Agora no Brasil vocês vão tocar com o Pearl Jam no Rio de Janeiro e no mesmo dia do Red Hot Chili Peppers no Lollapalooza. Qual é a sua ligação com essas bandas?
MIKE KERR: Estamos muito empolgados! São uma das maiores bandas do mundo. Quero muito conhecê-los, será legal.

89FM: Na sua opinião o Rock está morto?
MIKE KERR: Não, o Rock está vivo.

89FM: Nos últimos anos surgiram muitas bandas de rock com apenas dois integrantes, como o White Stripe, Black Keys, The Kills. Esse tipo de formação é o futuro do Rock na sua opinião?
MIKE KERR: Eu acho que nós somos o futuro do Rock N’ Roll. Somos os mais novos.

89FM: Tem alguma outra banda que você considera a nova geração do Rock junto com o Royal Blood?
MIKE KERR: Não, nós somos a melhor banda do mundo.

89FM: Você postou no Instagram que quebrou a costela em um show. Isso é verdade?
MIKE KERR: Tudo no Instagram é verdade, exceto isso.

89FM: Sobre o futuro do Royal Blood, você já tem algo planejado? Pensam em ser uma banda que faz grandes shows em estádios como o U2, por exemplo?
MIKE KERR: A gente ainda não sabe até onde vamos, mas parece que estamos entrando nessa montanha-russa maluca do Rock.

89FM: Qual é o próximo projeto do Royal Blood?
MIKE KERR: Vamos gravar um DVD em breve perto de Londres.

89FM: O som do seu baixo é muito característico, alguns até pensam que é guitarra. Como você desenvolveu esse som, que é diferente do que geralmente fazem no baixo?
MIKE KERR: Eu nunca tinha tocado baixo antes, eu tocava piano. Então quando decidi parar de tocar piano e peguei o baixo, não tinha nenhuma referência de baixista que guiou a forma como eu queria tocar. Queria tocar como se fosse guitarra. Foi assim que descobri e desenvolvi a maneira que eu toco.

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Pamela Espindola

Conversamos com Jesse Rutherford, do The Neighbourhood

A 89 conversou por telefone com o Jesse Rutherford, vocalista da banda The Neighbourhood, que se apresenta no dia 25 de março no Lollapalooza Brasil, com promoção da 89 A Rádio Rock.

Jesse está animado com esse show e com um motivo especial, essa é a primeira vez da banda no Brasil, ele falou sobre sua expectativa para essa apresentação e prometeu fazer o show com mais amor e um toque especial.

Sobre o Brasil, além de saber que tem pessoas muito bonitas, o músico conta que infelizmente não sabe de muita coisa, mas ele tem certeza que os brasileiros gostam do The Neighbourhood e isso já é um bom começo.

Jesse ainda revelou o significado das músicas “Scary Love” e Stuck With Me”, lançadas no mais recente disco da banda “To Imagine”.

Curiosidades sobre os próximos projetos dos caras e inspirações do The Neighbourhood, são alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com o artista foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: É a primeira vez do Neighbourhood no Brasil. Como está a expectativa?
JESSE RUTHEFORD: Eu acho que vai ser muito louco! Incrível! Faremos com mais amor, vamos dar um toque especial.

89FM: O que você sabe sobre o Brasil?
JESSE RUTHEFORD: Além de saber que têm pessoas muito bonitas, infelizmente não sei muita coisa. O que sei com certeza é que gostam de nós, então isso já é um bom começo!

89FM: O que as novas músicas “Scary Love” e “ Stuck With Me” significam para você?
JESSE RUTHEFORD: “Scary Love” é sobre relacionamentos. É sobre quando você se sente dependente de alguém ou algo que você gosta, que se torna tão importante, que você não consegue seguir em frente, ou fazer algo sem aquilo ou aquela pessoa. E “Stuck With Me” fala sobre a não importância de o quanto duas pessoas podem discordar, no final estamos todos juntos, e temos que fazer tudo isso funcionar, deixando o orgulho de lado. Enfim, as músicas são sobre as realidades da minha vida. De um modo geral, o Neighbourhood sempre fala de assuntos da realidade de uma perspectiva bastante sombria. É a verdade nua e crua.

89FM: Quais são os próximos projetos do Neighbourhood?
JESSE RUTHEFORD: Estamos com grandes expectativas para este ano, preparando músicas novas, videoclipes. Esperamos que os lançamentos sejam um sucesso! Vamos arrasar esse ano!

89FM: Vocês têm tocado em muitos festivais grandes em vários países. Quando vocês começaram a banda, imaginavam que estariam em eventos tão grandes com menos de dez anos de banda?
JESSE RUTHEFORD: Eu achei que estaríamos fazendo ainda mais shows! Definitivamente, é exatamente onde queríamos estar. Acho que isso faz parte da nossa geração, nos encaixamos muito bem nela. Faz parte do sonho. Crescer na California e tocar no Coachella é como abrir um presente de Natal que você quer muito quando criança. É inacreditável. Nossa apresentação no Lollapalooza na América do Sul será a realização de um sonho. É incrível como temos fãs, principalmente do Brasil. Nunca estivemos aí, e esse momento não poderia ser mais perfeito. Não poderíamos estar mais ansiosos. Mal posso esperar. Vai ser incrível.

89FM: Qual é a diferença do Lollapalooza em relação aos outros festivais na sua opinião?
JESSE RUTHEFORD: O grande diferencial do Lollapalooza, além de ser uma viagem distante para um lugar com uma cultura bastante diferente, será finalmente estar frente a frente com nossos fãs brasileiros. É um festival único. Assisti o show do Strokes no Lollapalooza Brasil ano passado e acho que é uma boa expectativa de apresentação. Vocês têm uma expectativa alta sobre nós. Finalmente é a hora de nos conhecermos.

89FM: Quem são os artistas e as bandas que te inspiraram a querer ser músico?
JESSE RUTHEFORD: Bom, eu amo música Pop. Qualquer coisa desde N’Sync ou Justin Timberlake até 50 Cent, Eminem ou Dr. Dre me influenciam e me inspiram muito. É claro que bandas são muito importantes também. Mas na verdade eu entrei nisso por causa de quem eu sou. Eu nasci com isso. Onde eu cresci as pessoas não fazem rap e quando você faz as pessoas acham engraçado. Eu sempre quis fazer parte da música de alguma forma. Meus amigos são músicos. Eu comecei tocando bateria, tive algumas bandas com amigos, sempre estive envolvido com isso. E é assim que rolou comigo.

89FM: Por quê o nome ‘The Neighbourhood’?
JESSE RUTHEFORD: Acho que é um nome com o qual todos podem se identificar, é um nome muito universal. Qualquer um faz parte de uma vizinhança, não importa qual tipo seja. Qualquer um pode se identificar com isso. Independentemente da cor da pele, da classe, nós estamos unidos, fazendo músicas juntos sempre tentando atingir algo novo juntos. ‘Neighbourhood’ tem tudo a ver com essa ideia.

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Redação 89

Exclusivo: 89 conversa com Michael Poulsen, do Volbeat

A 89 conversou com o Michael Poulsen, vocalista e guitarrista da banda Volbeat, que se apresenta no dia 23 de março no Lollapalooza Brasil, com promoção da A Rádio Rock.

Essa vai ser a primeira vez do Volbeat no Brasil, ele falou um pouco sobre sua expectativa para esse show e revelou que é um país que a banda queria muito conhecer.

Ainda sobre o Brasil, o músico lembrou que tem muitos amigos brasileiros que moram na Dinamarca e falou que por aqui tem boas bandas de thrash metal, como o Sepultura. Ele ressaltou também o talento das mulheres roqueiras e elogiou a banda Nervosa.

Michael está muito animado para tocar no Lollapalooza e conta que a banda irá preparar algo muito especial em breve.

Curiosidades sobre a família de Michael e a experiência de viver uma vida Rock N’ Roll, são alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com o artista foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: É a primeira vez do Volbeat no Brasil. O que vocês esperam para essa primeira vez?
MICHAEL POULSEN: Primeiro de tudo, estamos muito ansiosos para isso, porque como você disse, é a nossa primeira vez. Fazemos turnês e shows há muitos anos e ainda há alguns países que não tivemos oportunidade de visitar. E o Brasil é um país que queríamos muito conhecer! Eu tenho alguns amigos brasileiros que vivem aqui na Dinamarca, conheço um pouco do país por isso. Sei que são pessoas maravilhosas. Espero que captem uma boa energia de nós, porque nós, definitivamente, teremos um alto nível de boas energias quando estivermos no palco.

89FM: O que você sabe sobe o Brasil?
MICHAEL POULSEN: Tenho alguns amigos brasileiros que moram aqui na Dinamarca. Falando sobre música, sei que o Brasil tem boas bandas “thrash”, como por exemplo o Sepultura. Até as garotas são boas nisso. Conheço a banda Nervosa e gosto muito delas, são muito boas! É claro que sei sobre a parte difícil e assustadora do Brasil, mas o país tem muitas coisas maravilhosas, além das garotas, que são muito bonitas. Nós estamos muito animados e ansiosos para o show no Brasil.

89FM: Vocês estão preparando algo especial para o Lollapalooza Brasil?
MICHAEL POULSEN: Ainda não. Mas quando estivermos mais perto da data, com certeza pensaremos em algo especial porque é para o Brasil. Agora ainda não preparamos nada. Estamos aproveitando nossas famílias, filhos, esposas e namoradas. Mas quando for a hora de fazer a setlist para o Brasil nós provavelmente faremos algo dedicado a nossos fãs brasileiros.

89FM: Agora que você é pai, o que mudou na sua vida pessoal e profissional?
MICHAEL POULSEN: Bom, começamos com a banda muito jovens e há bastante tempo. Estivemos longe de casa durante muito tempo. Nos dedicamos muito nas turnês. Mas cheguei em um ponto em que eu precisava de outras fontes de energia na minha vida além de música e o trabalho. Eu amo o que faço e sou muito dedicado. O Volbeat é como meu filho. Hoje já sabemos o que iremos fazer porque nossa agenda é fechada antes do início do ano, e senti que precisava de algo além disso. Eu estava muito a fim de ter meu primeiro filho com minha namorada. Conversamos sobre isso e eu queria uma menina. E conseguimos uma menina! Ela está com sete meses agora. Meu foco não é mais a banda e os negócios o tempo todo, agora tenho esse pequeno ser humano que depende de mim e precisa da minha atenção. Eu gosto disso. É muito bom porque consigo desconectar um pouco e relaxar em relação a Volbeat. Ao mesmo tempo eu consigo trabalhar muito bem com a banda, tem feito muito bem para mim. Ainda não sei o que mudou nas minhas composições. Ainda queremos fazer algo que não fizemos antes. Ter um filho é algo que me trouxe muitas mudanças boas na vida e uma nova fase.

89FM: O que o Rock te ensinou?
MICHAEL POULSEN: O Rock não é algo que se aprende ou se compra, é algo que está no seu DNA. É sacrificar coisas em sua vida, como amigos, namorada, família, e dedicar sua vida à estrada da música porque tem certeza que nasceu para fazer isso. Eu tive e tenho a experiência de viver uma vida Rock N’ Roll. Isso é o que eu sou, eu vivo isso. O Eock é um estilo de vida, é algo emocional e quando você vive, você não pensa. É apenas o que você é. Não é algo para todo mundo. Quem tem isso no sangue está constantemente na estrada, fazendo música. As pessoas que se vendem e chegam ao mainstream facilmente, somem rapidamente, pois não tem o Rock e todo o seu significado correndo em suas veias. Estamos fazendo o Rock no Volbeat.

89FM: É verdade que você não é muito fã das redes sociais?
MICHAEL POULSEN: Eu cresci sem a internet, acho que a forma que tínhamos para nos promover tinha mais verdade e alma, não era tão fácil. Antes, para conseguir gravar seu trabalho, você tinha que rodar a cidade inteira com sua bicicleta para conseguir isso, tinha de ir atrás disso com toda a força. Para se promover era necessário distribuir muitos flyers, a essência desse esforço era muito legal. Era como se fosse Natal toda semana, ficar esperando o correio chegar com respostas das demos e das gravações que a gente enviava. Tinha mais alma e espírito nisso. Toda essa magia meio que desaparece quando você migra para a promoção na internet. Mas temos que aceitar que estamos em 2018 e é assim que a nossa geração é agora e se transforma cada vez mais. Tudo está a um clique de distância. Isso para mim é um pouco vazio. As pessoas estão perdendo a chance de sentir o que eles estão comprando ou assistindo. Agora todos dão opiniões sem nem antes pensar no que estão dizendo. Antes, se você tinha algo a dizer para algum artista que admirava você tinha de ir até a pessoa, conhecer de fato. Eu não sou fã dessa forma rápida de se promover. Mas tenho que admitir que economiza muito tempo também. Tem suas vantagens e desvantagens. O que quero dizer é que sinto falta quando as pessoas conversavam de forma humana, com mais respeito. Mas é assim agora e temos que saber como se comunicar com os fãs e se promover. A parte mais triste é que agora as pessoas se escondem atrás de uma tela, e antes tinha mais comunicação, mais respeito. O que eu mais sinto falta é a paixão de fazer as coisas de uma forma não tão fácil.

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Redação 89

Conversamos com Britt Daniel, do Spoon, atração do Lollapalooza

A 89 conversou com o Britt Daniel, vocalista e guitarrista da banda Spoon, que se apresenta no Lollapalooza Brasil 2018, no dia 23 de março, com promoção da A Rádio Rock.

O Spoon já tocou em São Paulo em 2015, no Popload Festival e no Beco em 2013, Britt disse que se divertiu bastante com alguns amigos e que “a comida é muito boa”.

O músico ressaltou a diferença de tocar nesses shows menores e tocar em festivais grandes, como o Lollapalooza e garantiu que a galera vai gostar da performance do grupo esse ano.

Sobre lançamentos, Britt revelou detalhes sobre o processo de produção do mais novo álbum da banda “Hot Thoughts”, e ainda confirmou que o disco teve uma grande influência do David Bowie.

Ouça a entrevista completa abaixo.Quem trocou uma ideia com o músico foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:
89FM: Vocês tocaram em São Paulo em 2015 no Popload Festival e no Beco 2013. O que lembra desses shows?
BRITT DANIEL: Eu me diverti com alguns amigos em São Paulo. Foi muito legal, a comida é muito boa! Nós nos apresentamos duas vezes: um show fez parte de um festival que Iggy Pop também estava no line up, e o outro aconteceu em um espaço menor, um show só nosso. E como sempre, nós tocamos muito melhor no show menor.

89FM: Qual é a diferença entre tocar nesses shows menores e tocar em festivais grandes, como o Lollapalooza?
BRITT DANIEL: Nós ganhamos mais para tocar em shows maiores, mas eu acho que é mais fácil de se conectar com o público em um espaço menor. Acho que o público também se conecta mais facilmente à nós.

89FM: Na sua opinião, qual é a importância de um festival como o Lollapalooza?
BRITT DANIEL: É como se fosse um grande buffet. Você entra e pode experimentar um pouco de tudo, o quanto você quiser. Pode não ser da melhor qualidade, mas você pode experimentar várias coisas em um curto período de tempo. Festivais são legais, é apenas uma experiência diferente, um dia diferente. Eu prefiro os shows menores, mas tenho que admitir que já vi muitos festivais incríveis.

89FM: Vocês estão preparando algo especial para o show do Lollapalooza Brasil e na América do Sul?
BRITT DANIEL: Não terminamos de prepará-lo, ainda temos alguns meses para isso. Estamos de folga no momento. Mas vamos fazer o show que temos feito desde o lançamento do álbum Hot Thoughts. Nunca fizemos shows tão bons quanto esses, então acho que a galera vai gostar.

89FM: O que o Rock te ensinou?
BRITT DANIEL: Primeiro, foi o ritmo. O Rock N’ Roll te faz sentir e ser o melhor que você pode ser.

89FM: Qual é a sua música favorita?
BRITT DANIEL: “Back in Black” do AC/DC provavelmente é a minha música favorita. Gosto bastante de “Be-Bop-A-Lula” também.

89FM: Na sua opinião, o Rock está morto ou não?
BRITT DANIEL: Com certeza, o Rock está prestando um papel diferente na cultura atual. Não acho que esteja morto. Muitas crianças têm naturalmente a vontade de tocar baixo ou bateria e isso é Rock N’ Roll. O Rock é muito democrático, é fácil de “fazer você mesmo”. E esse é o espírito Do it Yourself.

89FM: Em 2017, vocês lançaram o álbum Hot Thoughts. Como foi o processo de gravação e composição?
BRITT DANIEL: Foi um bom momento para mim. Toda vez que estou compondo, acho importante entrar naquele estado em que as coisas fluem e apenas acontecem. Uma boa ideia leva à outra, e as coisas vêm naturalmente. As vezes isso acontece, as vezes não. Mas sinto que para essa gravação isso aconteceu. Nós atingimos um ritmo legal, tivemos muito mais opções de músicas do que nos trabalhos anteriores. Tivemos umas quarenta ideias diferentes, e pudemos escolher exatamente o que queríamos colocar nesse álbum.

89FM: É verdade que o álbum teve grande influência do David Bowie?
BRITT DANIEL: Sim, claro! Ele morreu poucas semanas antes de começarmos a gravar o álbum, então o tínhamos em nossa mente enquanto escrevíamos as letras e toda vez que entrávamos em estúdio para gravar cada música. Com certeza ele é uma grande influência para todos os músicos.

89FM: Você teve a oportunidade de conhecer o David Bowie?
BRITT DANIEL: Não, nunca o conheci. O mais perto que cheguei dele foi em um show que fomos, mas não falei com ele. Ele tinha alguns seguranças em volta.

89FM: O clipe da música “Do I Have to Talk You Into It?” é uma foto sua sendo tratada no Photoshop. Quem teve a ideia do vídeo?

BRITT DANIEL: O diretor teve a ideia. O nome dele é Brook Linder. Ele é muito bom. Trabalha rápido e de forma eficiente. Ele disse que estava assistindo tutoriais do Photoshop no YouTube e que apesar de os vídeos terem a intenção de serem instrutivos, por algum motivo ele se divertia. Então foi disso que ideia surgiu.

89FM: Vocês já tem planos para o futuro? Já sabem o que vão fazer depois dessa turnê?
BRITT DANIEL: Ah não. Acabei de chegar em casa entende? Estamos trabalhando para a banda o tempo todo, mas não temos nada programado por enquanto.

89FM: Quando você está de folga em casa, o que você gosta de fazer?
BRITT DANIEL: Eu comecei a andar de bicicleta. Gosto de ouvir músicas country, ir ao cinema… Coisas normais.

89FM: Você gostaria de dizer algo para os seus fãs brasileiros?
BRITT DANIEL: Olá fãs do Spoon. Nós estaremos no Lollapalooza Brasil em março. Vai ser um grande show! Esperamos ver cada um de vocês lá! Até!

 

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Willian Maier

Exclusivo: 89 conversa com Orishas

A 89 conversou com o Youtel Romero, da banda cubana Orishas, que se apresenta nesta sexta, dia 1º de dezembro, no Tropical Butantã com a nova turnê.

Eles são a atração principal do festival “Te Quiero”, que ainda vai ter a participação especial do grupo Tropikillaz e outras atrações.

Nosso produtor, Wendell Correia, conduziu a entrevista. Ouça no Player abaixo:

Transcrição da entrevista:

O Orishas está voltando de uma pausa depois de sete anos. A gente quis saber do Youtel como é estar de volta.

Ele disse que começou a produzir e trabalhar com outros artistas e que a indicação do álbum “Emigrante” para o Grammy em 2003 abriu muitas portas para ele. Contou ainda sobre os outros integrantes: o Roldan não estava mais trabalhando muito com música e o Ruzzo começou uma banda com um amigo. O Youtel ganhou muito dinheiro trabalhando com artistas como Ricky Martin, Shakira, Jennifer Lopez, entre outros. Com essa grana, ele abriu a própria gravadora. Queria ter uma gravadora inspirada na Island Record, que chegou a assinar com o U2 e Bob Marley. Ele acredita em gravadoras menores porque podem dar oportunidades para outros artistas. Em Cuba, ele tentou buscar artistas que misturasse algo como hip hop com bolero e outros ritmos cubanos, mas não achou ninguém que estava fazendo isso. Então em Miami ele ligou para o Roldan e o Ruzzo e disse que era hora de eles ‘acordarem de novo’ e perguntou se eles queriam fazer parte disso. Os dois responderam que estavam esperando por isso. E então, começou essa nova era e novo álbum dos Orishas. Isso deixa o Youtel muito feliz, porque agora são dirigidos por ele mesmo. É o primeiro álbum da gravadora dele e ele está colocando toda a energia no Orishas.

Pedimos para ele falar um pouco sobre o novo álbum do Orishas

Ele falou que novo álbum está maravilhoso e que foram muitos anos esperando para isso. O que eles tentaram fazer foi trazer o som de Cuba, porque na opinião do Youtel, muitos artistas cubanos perdem a essência do país, como o bolero e o mambo.

Essa vai ser a terceira passagem do Orishas no Brasil. Perguntamos o que ele lembra do país

Ele disse que é um país maravilhoso e que amam o Brasil. Fica feliz em saber que os brasileiros amam os Orishas e são muito gratos por isso. Disse ainda que Cuba tem muita semelhança com o Brasil e que até acham que ele é brasileiro quando está em Miami. Aí ele responde em português: “Sim, sou carioca. Obrigado”.

Ele falou sobre o show que vão fazer no Brasil

O Youtel falou que será maravilhoso. Quer apresentar os sucessos antigos, mas também mostrar o novo álbum para as pessoas conheceram o que eles estão fazendo agora.

A gente quis saber qual é a melhor música do Orishas na opinião do Youtel

Ele disse que é difícil escolher. Sente que é um pai em relação à banda e as músicas, então é impossível escolher uma favorita. Todas as músicas que criam têm seu significado especial. Mas destacou “A Lo Cubano”, “Nací Orishas” e “Represent Cuba” por serem músicas que todos conhecem e representam bem o que é os Orishas.

Esse foi o bate papo exclusivo que a 89 teve com o Youtel Romero, da banda cubana Orishas, que se apresenta nesta sexta, dia 1º de dezembro, no Tropical Butantã com a nova turnê.

Eles são a atração principal do festival “Te Quiero”, que ainda vai ter a participação especial do grupo Tropikillaz e outras atrações. Garanta o seu ingresso em ticketbrasil.com.br

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Redação 89

89 Entrevista: Ian Astbury, do The Cult

A 89 conversou com o Ian Astbury, vocalista do The Cult, que se apresenta em São Paulo no dia 21 de setembro junto com o Alter Bridge e o The Who no São Paulo Trip.

Os caras já tocaram no Brasil em outras oportunidades, o que mais marcou o Ian foram o espírito, a energia, a paixão e como os brasileiros valorizam a vida.

O vocalista também falou sobre as músicas favoritas para cantar ao vivo e os próximos planos do The Cult.

Ian ainda lamentou a morte dos músicos Chris Cornell e Chester Benningnton e revelou detalhes do seu último encontro com Chris Cornell.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Ian Astbury:

Transcrição da entrevista:

Eles já tocaram no Brasil em outras oportunidades. Perguntamos o que ele lembra do país.
Ele achou a pergunta diferente, porque geralmente perguntam sobre o que sentem e não o que lembram. Disse que o Brasil é muito diferente entre uma cidade e outra, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Brasilia. O que mais marcou o Ian foram o espírito, a energia, a paixão e como os brasileiros valorizam a vida. Passa a sensação que o Brasil é um país muito vivo, vibrante e cheio de alma, o que empolga. Ama tocar no Brasil e não vem com mais frequência devido a questões financeiras que envolve trazer uma banda como o The Cult. Quando vem, gostam de fazer vários shows e aproveitar o lugar.

A gente quis saber se eles estão preparando algo especial para o show em São Paulo.
O Ian lembrou que eles têm dez álbuns de estúdio e pretende tocar todos os hits do The Cult. Como vão tocar com o The Who, provavelmente terão cerca de uma hora de show. Diz que a banda está bem preparada, mas tudo também depende da produção e do cronograma. No último um ano e meio fizeram cerca de 150 shows, então estão em forma. Lembrou de um show muito bom que fizeram em um festival de Portugal com o Foo Fighters para cerca de 50 mil pessoas. Então para ser bom, também depende do comportamento do público. Eles têm a intenção de criar uma mágica especial nesse show.

O Ian também falou sobre as músicas favoritas para cantar ao vivo.
Ele tem muitas e destacou as do novo álbum, como “Deeply Oredered Chaos”, “Dark Energy”, “Sound And Fury” e “Birds Of Paradise”, que tem sido bem recebida pelo público. Lembrou ainda de “She Sells Sanctuary”, “Phoenix” e o novo arranjo que fizeram para a música “Sweet Soul Sister”.

Ele também falou sobre os próximos planos do The Cult.
Para o Ian, o foco principal continua sendo o álbum “Hidden City”, que eles lançaram em 2016. Contou que a intenção era a turnê começar na Argentina porque a ideia do nome surgiu quando viu uma camiseta que o jogador Carlos Tevez usou durante um jogo que estava escrito o nome do bairro onde ele cresceu. O Ian se identificou com essa paixão e respeito por onde ele veio e que mesmo com o sucesso não esqueceu da família e dos amigos. O que mostra que ele é um bom caráter e se move pela emoção, pois na camiseta não estava escrito “sou o melhor” ou uma marca de roupa. O Ian pensou que seria interessante se preocupar menos com o mundo externo e pensar em nós mesmos. Acha que “Hidden City” representa o coração dos sentimentos mais profundos, pois tudo que pensamos está no coração. Fala ainda que mesmo que você vendesse seu coração por 1 bilhão de dólares, de nada valeria o dinheiro, já que você morreria.

Ele também falou sobre o Chris Cornell e Chester Benningnton.
O Ian acha que são mortes simbólicas que mostram os tempos que estamos vivendo. Conta que conheceu o Chris em 1990 no começo da carreira quando o The Cult e o Soundgarden tocaram no Festival “Gathering Of The Tribes”. Na época ainda assistiu um show do Soundgarden para 100 pessoas em Los Angeles. No começo da carreira, segundo o Ian, o Chris era um jovem muito apaixonado, incrivelmente talentoso e bonito. Acompanhou toda a carreira dele e lembrou que sempre fazia cada vez mais sucesso. O Ian também teve amigos que se suicidaram. Acha que é algo muito íntimo você se apresentar para outras pessoas e há muitas coisas envolvidas em uma turnê, como hotel e ônibus, onde você sente falta da sua família e amigos. E isso pode ser um desafio psicológico difícil. O Ian se encontrou com o Chris no dia 06 de maio, pouca antes da morte dele, quando tocaram juntos, e disse que ele estava bem. Chegaram a conversar sobre ir para a Índia para começar algo novo com a ideia de rejuvenescer as músicas. Ele achou que ele tinha gostado da ideia e ele era um cara muito bom. O Ian não conheceu o Chester pessoalmente, mas é sempre triste uma pessoa jovem tirar a própria vida.

Esse foi o bate papo que a 89 teve com o Ian Astbury, vocalista do The Cult, que se apresenta em São Paulo no dia 21 de setembro junto com o Alter Bridge e o The Who no São Paulo Trip. Garanta o seu ingresso em ingressorapido.com.br

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Redação 89

Conversamos com Alison Mosshart, do The Kills, atração do SP Trip

A 89 conversou com a Alison Mosshart, vocalista do The Kills, que se apresenta em São Paulo no dia 23 de setembro, junto com o Bon Jovi no SP Trip,  que vai rolar no Allianz Parque. O evento leva promoção da A Rádio Rock.

Eles já tocaram no Brasil em 2005 e 2011, Alison disse que é um país bonito e que o público foi maravilhoso.

Sobre tocar com o Bon Jovi, a cantora está empolgada, ela revelou que gosta de tocar para outros públicos que não necessariamente conheçam o The Kills, Alison encara isso como um desafio bom.

A cantora ainda revelou como surgiu a pareceria com os caras do Foo Fighters, Alison canta a música chamada “La Dee Da”, que faz parte do novo álbum deles.

As curiosidades como, planos da banda, detalhes sobre o processo de produção da dupla atualmente e a participação das mulheres no rock. São alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com a artista  foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: O The Kills já tocou no Brasil em 2005 e 2011. que você lembra do país?

ALISON MOSSHART: Lembro que é um país bonito e que o público foi maravilhoso.

 89FM: Como você se sente por ter a oportunidade de tocar com o Bon Jovi no São Paulo Trip?

ALISON MOSSHART: Nós temos tocado com grandes bandas e isso me empolga. Gosto da oportunidade de tocar para outros públicos que não necessariamente conheçam o The Kills. É um desafio bom.

89FM: Vocês estão preparando algo especial para esse show em São Paulo?

ALISON MOSSHART: Nós estamos em turnê há um ano e meio divulgando nosso novo disco, o Ash & Ice, que temos tocado inteiro. Agora que vamos ao Brasil temos várias músicas para tocar. Vamos ver como vamos nos sentir na noite do show dependendo de quanto tempo vamos ter no palco também.

89FM: O The Kills também vai tocar no Rock In Rio. Como se sente tocando num festival como esse?

ALISON MOSSHART: Eu gosto de tocar em festivais. É algo parecido com o sentimento de tocar com o Bon Jovi porque também vamos tocar para muitas pessoas que não conhecem o The Kills. E temos a oportunidade de tocar para várias pessoas que vem de outros lugares. Não só do Brasil, mas do mundo. Isso me empolga bastante.

89FM: Quais são os próximos planos para o The Kills?

ALISON MOSSHART: Vamos estar em turnê até o final do ano. Não temos certeza o que faremos depois, mas espero voltar para o estúdio assim que pudermos e começarmos a compor de novo.  Mas é difícil saber exatamente porque lançamos um álbum ano passado e ainda há muitos lugares que ainda não tocamos. Vamos tentar tocar o quanto conseguirmos indo para o máximo de lugares possíveis e depois disso voltar para o estúdio e gravar um novo álbum.

89FM: Atualmente como funciona o processo de gravação do The Kills atualmente?

ALISON MOSSHART: O processo é diferente a cada canção. Às vezes compomos juntos, as vezes separados. Eu e o Jamie somos de países diferentes. Os arranjos finais das músicas trabalhamos juntos. Ficamos escrevendo bastante, depois tocamos juntos e aí escolhemos as músicas que queremos trabalhar e fazemos as mudanças necessárias, como drum beats, guitarras, teclados e o que for precisar para ficar melhor. Geralmente é a forma que fazemos na maioria das vezes. A gente se fala e escreve bastante antes de gravar.

89FM: Você canta uma nova música no novo álbum do Foo Fighters, chamada “La Dee Da”. Como surgiu essa parceria?

ALISON MOSSHART: Eu conheço o Dave Grohl há bastante tempo. Já tocamos juntos várias vezes nos últimos dez anos. Eu estava na mesma cidade que eles estavam gravando e então ele me pediu para ir ao estúdio para cantar em uma das músicas e eu fui. Foi muito divertido. Fiquei feliz por ter participado.

89FM: Você teve a oportunidade de ouvir o novo álbum do Foo Fighters, o Concret And Gold?

ALISON MOSSHART: Sim, e está ótimo! Realmente está muito bom.

89FM: Você também faz parte do Dead Weather. Tem algum plano com eles?

ALISON MOSSHART:Eu não sei se faremos alguma coisa com o Dead Weather. O Dean Fertita está lançando um novo álbum com o Queens Of The Stone Age. Acho que ele ficará em turnê pelo resto da vida (risos). Eu também vou fazer isso. Todos estão em turnê. O Jack White continua ocupado e louco pelo que está fazendo (risos). Nós trabalhamos todos ao mesmo tempo e depois damos uma pausa nos nossos outros trabalhos. É assim que funciona. Então estamos esperando acontecer de todos estarem disponíveis ao mesmo tempo. Ficaremos felizes quando isso acontecer, mas nunca fazemos planos.

89FM: Você acha que atualmente as mulheres tem mais espaço no rock comparado a outras épocas?

ALISON MOSSHART: Com certeza poderiam ter mais mulheres. Não sei dizer quantas bandas tem mulheres. Mas fico feliz quando tem. Muitas mulheres estão tocando músicas maravilhosas, mas com certeza poderia ter mais. Sempre terá espaço para termos mais.

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Redação 89

89 Entrevista: Scott Phillips, do Alter Bridge

A 89 conversou com o Scott Phillips, baterista do Alter Bridge, que está muito empolgado para tocar no Brasil. Os caras se apresentam ainda este ano, dia 21 de setembro, junto com as bandas The Cult e The Who no São Paulo Trip.

O baterista revelou como se sente tocando com essas bandas e o que os fãs podem esperar deste grande show.

Sobre os trabalhos do Alter Bridge, a banda lançou em 2016 o álbum “The Last Hero”, ele contou um pouco como tem sido a turnê desse disco e revelou que foi muito bem recebido pelos fãs.

As curiosidades do lançamento do “Live At The O2 Arena + Rarities”, entre outros projetos como o Creed e Projected, são alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com o músico foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: Como tem sido a turnê?

SCOTT PHILLIPS: Nós estamos em turnê desde o ano passado. No momento estou em casa, aproveitando meus dias de folga. Mas a turnê tem sido incrível. O álbum foi muito bem recebido pelo público. Estou muito empolgado para tocar para os fãs sul-americanos do Alter Bridge.

89FM: Em São Paulo vocês vão tocar com o The Who e The Cult. Como se sente tocando com essas bandas?

SCOTT PHILLIPS: São duas bandas icônicas do planeta. Nós já tocamos com The Cult antes. O baterista John Tempesta é um grande amigo. Nós temos conversado por mensagens para tentar nos encontrar.

89FM: O que podemos esperar dos shows do Alter Bridge no Brasil?

SCOTT PHILLIPS: Nós vamos fazer o que sabemos fazer. Temos orgulho dos nossos shows. Nós sentimos que todos nossos cinco álbuns foram bem sucedidos. Vai ser muito divertido. Nós sabemos que os fãs da América do Sul são apaixonados, estou ansioso para tocar para eles. E ao mesmo tempo estamos ansiosos para tocar com o The Cult e especialmente o The Who.

89FM: Você já tocou no Brasil com o Creed em 2012. O que você lembra do Brasil?

SCOTT PHILLIPS: Aquela turnê foi uma das minhas favoritas. Tivemos a chance de conhecer os fãs que acompanhavam a banda há 17 anos. Os fãs são muito apaixonados. Na própria turnê do Creed conhecemos também pessoas que são fãs do Alter Bridge e imploravam para que também tivesse shows da banda. Estou empolgado pela oportunidade disso acontecer.

89FM: Você prefere estar em estúdio ou fazendo shows?

SCOTT PHILLIPS: Entre tocar ao vivo e estar em estúdio eu curto os dois. São processos diferentes. No estúdio você cria as músicas e gosto de tocar depois para o mundo. Acredito que não só eu, mas todos da banda adoramos tocar para o público mantendo o som o mais fiel possível ao que foi feito no álbum.

89FM: Em setembro o Alter Bridge vai lançar um trabalho ao vivo, o “Live At The O2 Arena + Rarities”.  O que você pode nos falar sobre esse trabalho?

SCOTT PHILLIPS: Para nós como banda é muito bom estarmos fazendo nosso próprio show em um lugar como a Arena O2 em Londres. É algo grande. É um prédio famoso da cidade, que tem um dos nossos maiores públicos. Fico empolgado de saber que todos vão ter a oportunidade de ouvir essa apresentação. Estamos orgulhosos e esperamos que todos curtam.

89FM: Vocês também vão fazer um show com uma orquestra em Londres. Como estão os preparativos para esse dia?

SCOTT PHILLIPS: Sendo honesto, eu estou nervoso (risos). Provavelmente vai ser um dos maiores shows que nós vamos fazer. Não em termos de público, porque o local tem capacidade para cerca de seis mil pessoas. É um prédio muito importante. Por muitos anos, várias bandas que nos influenciaram tocam no Royal Albert Hall. Tocar com uma orquestra é muito diferente de tudo que já fizemos. Estou muito empolgado para ver qual vai ser o resultado.

89FM: Você também vai lançar um novo álbum com o Projected. Como vai ser esse álbum?

SCOTT PHILLIPS: O álbum acabou de sair nos Estados Unidos. Estou muito empolgado para todos poderem ouvir. Sou fã do nosso primeiro disco. Nós nunca tivemos uma chance como banda de fazer um show ao vivo. Tocamos apenas uma vez por vinte minutos. Então é muito bom ter a chance de lançar todo esse material novo. São vinte e uma músicas ao todo neste novo disco. Estamos trabalhando para conseguir tocar. Vai ser muito divertido. Nós quatro da banda somos amigos há muito tempo. Sou um grande fã do Sevendust. E o Eric, um dos guitarristas, eu conheço desde 1999. Quando estivemos com o Creed na turnê na América do Sul ele foi um dos guitarristas de suporte para a banda. Então nós já viajamos muito juntos. Estou empolgado para sair em turnê com o Projected quando surgir a oportunidade.

89FM: Como você se organiza para conseguir cumprir todos os seus compromissos com todos esses projetos que tem feito?

SCOTT PHILLIPS: Não é fácil. Nós pegamos o calendário e tentamos organizar tudo o que for possível. O Myles Kennedy tem compromissos maiores como o trabalho solo do Slash há alguns anos. O Mark Tremonti tem seu próprio projeto solo que é um sucesso. Eu também tenho o Projected, que também faz parte da minha agenda. Desde 2009 temos que planejar no calendário quando é o momento do Alter Bridge, do Slash, Tremonti, Creed. Até o momento tem dado certo essa organização.

89FM: Vocês já têm novos planos para o Creed?

SCOTT PHILLIPS: Por enquanto não temos planos. O Scott Stapp está com o seu projeto solo e também com a banda Art Of Anarchy, que está em turnê. Então não temos planos para nada por enquanto. Todo mundo está bem no que está fazendo agora. Estamos indo e voltando desde 2003, quando estávamos no auge. Mas provavelmente vamos fazer alguma coisa no futuro. Qualquer coisa é possível, então nunca se sabe o que pode acontecer.

89FM: Como você sentiu as perdas do Chris Cornell e do Chester Bennington e na sua opinião por quê essas mortes trágicas estão acontecendo no rock?

SCOTT PHILLIPS: Essa é uma pergunta difícil de responder. Eu sou muito fã do Soundgarden. Nós tocamos com eles em maio em Memphis, Tenesse, dez dias antes do Chris cometer o suicídio. Todos nós ficamos muito mal. Para o Mark, Brian e eu, o Soundgarden foi uma das grandes influências. E o Chris era um compositor que realmente era uma inspiração. Acho que ninguém percebeu que isso iria acontecer, foi um choque para todos. E com o Chester foi a mesma coisa. Nós tivemos oportunidades de tocar em alguns shows com ele. Fizemos um quando ele estava com o Stone Temple Pilots no lugar do Scott Weiland. Eu nunca tive a oportunidade de conversar com o Chester, mas conheci a equipe dele e tínhamos muitos amigos em comum. Ele parecia ser um cara ótimo. Os dois foram uma grande perda para a música e para o mundo.

O São Paulo Trip ocorrerá entre os dias 21 e 26 de setembro no Allianz Parque. O evento leva promoção da 89. Fique ligado em nossas redes sociais!

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Redação 89

Entrevista: Dean Fertita, do Queens Of The Stone Age

A 89 conversou por telefone com o Dean Fertita, guitarrista do Queens Of The Stone Age, que está preparando com seus colegas de banda o lançamento do novo álbum “Villains”.

Esse trabalho está programado para ser lançado no dia 25 de agosto. O guitarrista falou sobre o processo de produção e composição do disco.

“Villains” é o segundo álbum com essa formação atual do Queens Of The Stone Age, ele contou um pouco como foi trabalhar novamente com a banda, “Sinto que é uma família agora”.

Outro destaque da nossa entrevista é sobre a banda trabalhar com o produtor musical Mark Ronson (já trabalhou com grandes nomes da música como Amy Winehouse, Paul McCartney, Bruno Mars, entre outros). Dean fala que Mark é incrível, a conexão entre eles foi tão completa que é como se tivesse outro integrante na banda.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Dean Fertita:

Transcrição da entrevista:

89FM: Como foi o processo de gravação e composição do novo álbum Villains?

DEAN FERTITA: Em alguns aspectos foi parecido com o último, o …Like Clockwork, em outros foi o oposto. O tempo foi igual entre compor as músicas e finalizar o disco. A grande diferença é que todos se entregaram bastante. Estávamos todos melhores emocionalmente para este álbum..

89FM: Já é o segundo álbum com essa formação atual do Queens Of The Stone Age. Como foi trabalhar novamente com a banda?

DEAN FERTITA: Sinto que é uma família agora. Esse na verdade é o primeiro álbum completo que fazemos com essa formação, já com o Jon Theodore na bateria. No último ele só participou de uma música, mas fez toda a turnê com a gente. Mas agora que passamos os últimos anos juntos, sinto que estamos bem sólidos. Sinto que “é isso aí”. É uma conexão muito forte entre todos nós e não acho que haverá mudanças por um tempo.

89FM: Qual é a sua opinião sobre o produtor musical Mark Ronson (já trabalhou com grandes nomes da música como Amy Winehouse, Paul McCartney, Bruno Mars, entre outros) e como foi trabalhar com ele?

DEAN FERTITA: Ele foi incrível. O que eu mais gostei de trabalhar com ele foi o fato que nos deixava criar. Ficava assistindo do outro lado do estúdio e toda vez que tinha uma sugestão ou ideia, realmente melhorava o que estávamos fazendo. Ele se encaixou perfeitamente. Foi como se tivéssemos outro integrante da banda com a gente. Ele também é um cara muito engraçado, então foi ótimo estar com ele.

89FM: Como vocês decidiram quais músicas fariam parte do Villains?
DEAN FERTITA: Pensamos de forma coletiva, foi decidido em grupo. Decidimos por colocar músicas que tivessem certa coerência do começo ao fim.

89FM: Qual é a sua música favorita?
DEAN FERTITA: Acho que no momento a minha favorita é a “The Evil Has Landed”.

89FM: Algum motivo particular para escolher essa música?

DEAN FERTITA: Não sei se tem um motivo particular. É um som muito único. Não volta para o mesmo lugar duas vezes. A música vai mudando constantemente. É uma forma divertida de lidar com o processo de composição. Totalmente não convencional.

89FM: Vocês já lançaram a música “The Way You Used To Do”. Por quê escolheram ela para ser o primeiro single?
DEAN FERTITA: Desde o primeiro dia que tocamos essa música, sentimos que seria a primeira para mostrar para o mundo deste trabalho. Então nem questionamos isso. Sabemos que seria ela e confiamos nossos instintos nisso.

89FM: Por quê o nome Villains?

DEAN FERTITA: Eu acho que o Josh Homme e todo mundo precisa de um vilão para lutar. Então generalizando, eu acho que é um termo que todos podem se relacionar e precisar para a vida.

89FM: E quem é o seu vilão?

DEAN FERTITA: No momento, provavelmente é o tempo. Eu sinto que não tenho tempo suficiente para as coisas e fico rezando para ter mais.

89FM: Qual é a melhor e a pior coisa de trabalhar com o Josh Homme?

DEAN FERTITA: Me sinto abençoado de estar com esse cara o tempo todo. Ele tem uma perspectiva única para as coisas. Eu sinto confiança para segui-lo e que vai me levar para um bom lugar. Se eu fico questionando o que eu estou fazendo, ele sempre sabe o que dizer ou fazer a coisa certa para que tire mais de mim como músico. E o lado negativo é que eu sou o único da banda que não mora na Califórnia. Então tenho que ficar muito tempo longe da minha família. Mas todos entendem, então não é um grande problema.

89FM: Na sua opinião, o rock está morto?

DEAN FERTITA: Não está morto na minha vida, então o rock não morreu. Sempre foi importante para mim e ainda me empolgo com isso. Então enquanto for importante para mim e para as pessoas que estão a minha volta, o rock não está morto. Acho que tem muitas pessoas fazendo boas músicas. Isso sempre vai durar. Eu acho que vamos ver um dia que o rock vai voltar a estar em evidência. Eu não odeio do jeito que está. Como disse, tem muitas pessoas fazendo grandes músicas de rock que inspiram. Eu quero manter contato com essas pessoas.

89FM: Alguma chance de virem ao Brasil nesta turnê?

DEAN FERTITA: Eu acho que as pessoas podem contar com isso. Ainda não temos uma data definida. Nossa última turnê nós começamos e também terminamos na América do Sul. É um lugar muito importante para nós. Com certeza vamos passar por aí em algum momento, espero que em breve.

89FM: O que você lembra do Brasil?

DEAN FERTITA: Eu sempre adorei os shows que fizemos na América do Sul. Eu tive a oportunidade de tocar com duas bandas diferentes no Brasil. É um país muito bonito e tem muitos lugares que ainda não vi. Espero que da próxima vez a gente tenha a oportunidade de sair com mais frequência. Quero conhecer o máximo que eu puder. Mal posso esperar para estar no Brasil.

89FM: Como músico, como você se sente em relação ao terrorismo que tem acontecido em alguns shows (os mais recentes em Manchester no show da Ariana Grande em maio e em Paris durante uma apresentação do Eagles Of Death Metal em 2015)?

DEAN FERTITA: É obvio que é horrível. Eu não sei que tipo de fé faz injustiças, mas toda vez que alguma coisa dessa acontece, é muito importante lutar contra isso, não ter medo, viver sua vida, se preocupar com os outros. Temos que continuar fazendo isso. Provavelmente mais coisas assim vão acontecer nos próximos anos. Mas sempre tento olhar o lado bom desses cenários ruins para ter confiança que as pessoas vão ser mais próximas. Na última década vi pessoas afastadas de diversas formas. Coisas assim podem aproximar as pessoas e espero que isso aconteça. Espero que seja um fator positivo que pode acontecer desses atentados horríveis que vem ocorrendo.

89FM: O quanto você acha que o seu estilo de tocar acrescentou ou mudou no som do Queens Of The Stone Age desde quando entrou para a banda?
DEAN FERTITA: Eu sempre vejo as coisas num sentido mais amplo. Não penso se o que eu vou fazer vai mudar alguma coisa, mas sim na combinação do que podemos fazer para um ajudar ao outro. Toda vez que alguém novo toca com a gente, a dinâmica muda um pouco. E acho que temos uma conexão muito boa como banda. Cada um tem uma vibração própria e isso acontece por causa da outra pessoa e assim nos conectamos. É assim que eu espero que as coisas aconteçam. Minhas contribuições, sejam elas quais forem, inspira alguém de alguma forma.

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Redação 89

89 conversa com Brad Wilk, do Prophets Of Rage

A 89 conversou por telefone com Brad Wilk, baterista do Prophets of Rage, que está preparando com seus colegas de banda um disco homônimo de estreia.

Esse trabalho está programado para chegar em 15 de setembro e já teve dois singles disponibilizados, “Unfuck The World” e “Living on the 110”.

Brad fala que a banda está muito orgulhosa pelo disco, comenta a produção do primeiro videoclipe deles com o diretor Michael Moore e fala sobre os próximos passos do Prophets Of Rage para promover o álbum.

Outro destaque da nossa entrevista é a morte de Chris Cornell, que foi citada por Brad como uma lembrança importante pelos momentos compartilhados enquanto tocaram juntos no Audioslave.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Brad Wilk:

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