CONCURSO CULTURAL

/ ENTREVISTAS

Redação 89

Rodrigo Suricato revela realizar sonho ao tocar no Lollapalooza

Rodrigo, líder do Suricato, conversou com a 89 A Rádio Rock por telefone para falar sobre o show que a banda dele fará neste sábado, às 14h15, no palco Skol do Lollapalooza.

A realização de tocar num grande evento de música, os novos projetos do Suricato e a entrada de Rodrigo no Barão Vermelho para substituir Frejat são alguns outros temas abordados neste bate papo.

Utilize o player abaixo e ouça a entrevista conduzida pelo produtor da 89 Wendell Correia.

compartilhe
Comente

Redação 89

Lollapalooza: Criolo é um dos destaques e fala com a 89

Criolo conversou com a 89 A Rádio Rock por telefone para falar sobre o show que vai fazer no Lollapalooza, carreira e planos para o futuro.

A entrevista foi conduzida pela produtora Beatriz Sato.

Confira no player abaixo:

compartilhe
Comente

Willian Maier

Lollapalooza: ouça entrevista com Glass Animals

A 89 conversou com o Drew MacFarlane, guitarrista do Glass Animals, que vai tocar no Lollapalooza Brasil 2017, que acontece nos dias 25 e 26 de março do Autódromo de Interlagos.

Esta é a primeira vez que a banda pinta aqui no Brasil, então, fique sabendo da expectativa do grupo sobre o país:

Aqui a transcrição da entrevista:

89FM: É a primeira vez do Glass Animals no Brasil. O que você espera do show?
DREW MACFARLANE: Eu nunca estive na América do Sul, então não sei o que esperar. Eu ouvi muitas coisas boas sobre a música brasileira, as pessoas dançando, a cultura, então eu espero que todos dancem muito.

89FM: Você tem tocado em muitos festivais com o Glass Animals. Qual é a maior vantagem de tocar em festivais?
DREW MACFARLANE: O que eu realmente gosto em festivais é a energia e a atmosfera que são superintensas, todo mundo está alto ou bêbado, “ficando louco”. Você sente quando a plateia está interagindo com a gente. A energia consegue ser muito contagiosa e você nunca sabe o que vai acontecer. Uma vez, na Austrália, tivemos que parar o show porque um cara louco escalou um poste no meio de uma tenda. Ele estava pendurado a mais de 30 metros de altura e se divertindo. Acho que o mais legal em festivais é não saber o que vai acontecer.

89FM: Vocês também tocaram no Lollapalooza Berlin e Chicago. Como foi tocar em um Lollapalooza?
DREW MACFARLANE: O Lollapalooza de Chicago foi em um grande parque ao lado de um lago, foi um “grande festival americano”. Lá, o Paul McCartney ia tocar depois da gente, e foi o show mais louco de todos, com fogos de artifícios e todas essas coisas. Todos os músicos subiram no palco quando ele tocou “Blackbird” e a plataforma em que ele estava se ergueu e “flutuou” no ar, era como se ele estivesse voando. Foi assim o Lolla em Chicago. Eu não sei como vai ser na América do Sul, estou ansioso para descobrir.

89FM: E você conheceu o Paul McCartney?
DREW MACFARLANE: Eu tentei mas ele estava ocupado (risos).

89FM: E tem algum outro artista que você gostaria de conhecer?
DREW MACFARLANE: Eu gostaria muito de conhecer o Alabama Shakes. Eu fumei um cigarro uma vez próximo da vocalista (Brittany Howard) quando tocamos em um festival com eles. Mas eu não cheguei a conhecê-los de verdade. Seria muito bom, eu gosto deles.

89FM: Qual é a diferença entre tocar em um festival e em um show só do Glass Animals?
DREW MACFARLANE: É bem diferente. Acho que a maior diferença é que em um show nosso, tocamos para nossos fãs, você estabelece uma conexão com eles, algo muito pessoal, porque a maioria deles conhece as músicas muito bem. Nós temos uma boa ideia de como tudo vai parecer, vai soar, nós temos mais controle. A gente consegue conectar o show com o álbum, os vídeos que fizemos, e isso é muito legal.
Já nos festivais, você nunca sabe quem vai estar. Pode ter uma multidão de pessoas que nunca ouviram suas músicas antes e isso é bem legal, porque você é forçado a mostrar algo novo para eles e trabalhar bastante para que se divirtam. Eu acho que ver pessoas descobrindo sua música é um sentimento muito bom para um artista porque você quer dar o melhor que conseguir e fazê-los gostar do que estão ouvindo, é muito diferente.

89FM: Como foi o processo de composição e gravação do novo álbum How To Be A Human Being?
DREW MACFARLANE: Foi muito bom! Nós ficamos em turnê em um ônibus durante três anos, e quando ela terminou, nós já começamos a escrever as músicas. O Dave Bayley (vocalista) começou a escrever as letras no estúdio na primeira semana depois do final da turnê. Então, eu, o Joe (baterista) e o Ed (baixista) locamos um estúdio para ensaio e ficamos trabalhando, gravando algumas demos, fizemos várias coisas diferentes, improvisamos…tudo aconteceu muito rápido. Nos primeiros dois meses tínhamos dez demos e a gente estava muito feliz com elas. Em cerca de três semanas gravamos tudo. Foi muito rápido e divertido, não tivemos muito tempo para “repensar” as coisas, fomos espontâneos.

89FM: E por que o nome How To Be A Human Being?
DREW MACFARLANE: Essa é uma boa pergunta, não tenho certeza o porquê do nome, mas acho que as músicas são todas sobre uma pessoa diferente ou personagem. Em uma parte foi inventado e a outra foi inspirada em uma pessoa que talvez conhecemos ou uma história que nos contaram ou talvez até algo de nossa vida pessoal. Acho que são histórias sobre várias pessoas, que não estão tentando provar algo. E isso é parte de ser uma pessoa, ninguém sabe como, mas todos estamos tentando entender, fazendo coisas estranhas, tendo uma filosofia de vida esquisita, viajando, usando drogas, todas essas coisas. E eu acho que é uma visão geral sobre todas as coisas estranhas que as pessoas fazem tentando se encontrar.

89FM: Você tem uma faixa favorita no How To Be A Human Being?
DREW MACFARLANE: Sim, gosto muito da última faixa, que se chama “Agnes”.

89FM: O Glass Animals é uma banda nova. Vocês têm objetivos para os próximos anos?
DREW MACFARLANE: Seria legal lançar mais alguns álbuns e continuar fazendo turnês para lugares novos, como a América do Sul. Se conseguirmos fazer isso, eu fico feliz.

89FM: Quais são os planos após o final da turnê?
DREW MACFARLANE: Nós temos algumas ideias, tem muitas coisas que podemos fazer. Existem sempre coisas interessantes, como repensar músicas de formas diferentes, fazer parcerias com outras pessoas. Sempre mantemos nossas mentes abertas para novas possibilidades.

89FM: Algumas pessoas comparam o Glass Animal com o Radiohead. O que você acha disso?
DREW MACFARLANE: É uma grande comparação! Todos crescemos ouvindo Radiohead, eles são uma de nossas bandas favoritas, uma das melhores do mundo. Se as pessoas acham isso, é muito legal.

89FM: Você já conheceu os integrantes do Radiohead?
DREW MACFARLANE: Eu conheci o Colin Greenwood (baixista do Radiohead). Ele é muito interessado em ajudar a música local de Oxford e bandas novas do Reino Unido. Há alguns anos, ele promoveu um evento e escolheu as bandas do lineup e nós fomos escolhidos para ser a atração principal. Isso foi muito legal! Conhecemos o Colin nessa oportunidae e saímos com ele. Foi muito bom, ele é ótimo.

89FM: Quais são as suas influências como músico?
DREW MACFARLANE: Nós ouvimos muito rap e hip hop. Dave Bayley (vocalista) foi um dos produtores do disco e foi muito influenciado pelas músicas que ouvia no rádio quando morava no Texas como Dr Dre, Jay Z e artistas desse estilo. E acho que essa é uma grande influência. Gostamos de Soul Music, como Nina Simone e artistas da Motown e outras bandas, como os Beatles. Mas nós não ouvimos a música de algum artista e tentamos imitar. É mais o conjunto de coisas que amamos que influenciou de alguma forma como pensamos em música.

89FM: Você gostaria de fazer um convite para os fãs brasileiros?
DREW MACFARLANE: Olá, eu sou o Drew do Glass Animals. Toco guitarra e teclados. Iríamos amar se puder ir ao nosso show. Será um momento bom, com muita dança e festa. Então vá e se divirta! Obrigado! Tchau!

compartilhe
Comente

Willian Maier

Guitarrista do Korn fala sobre 5ª passagem da banda pelo Brasil

A 89 conversou com James Shaffer, o guitarrista Munky do grupo Korn, que se apresenta em São Paulo no dia 19 de abril, no Espaço das Américas.

Essa será a quinta passagem dos caras pelo território tupiniquim e o músico lembrou do calor do público local, além de um show com Ozzy Osbourne.

Curiosidades sobre o mais recente trabalho do Korn, “The Serenity of Suffering” e uma parceria com Corey Taylor, do Slipknot, são alguns dos tópicos abordados na entrevista.

Utilize o player abaixo e ouça o papo da Rádio Rock com Munky:

A Transcrição da entrevista está aqui:

89FM: Korn está voltando para o Brasil em Abril e esta vai ser sua quinta vez no país. O que você mais lembra do Brasil e o que você espera ver desta vez?

 

Munky: A primeira coisa que vem na minha cabeça é um show que fizemos com o Ozzy. Foi um show gigantesco há um tempo atrás e eu lembro do meu nervosismo na van, demoramos muito para chegar no local, pois tinha muito trânsito. Lembro dos fãs enlouquecendo antes da gente entrar no palco e de uma boa vinda calorosa do público. A adrenalina antes do show e a galera indo a loucura, essa é primeira coisa que vem na minha cabeça. Desta vez será mais especial, porque não estamos abrindo o show para ninguém. O público é 99% de fãs do Korn e isto significa muito. Tantos fãs nos prestigiando por algo que nós criamos há tanto tempo em uma cidadezinha da Califórnia. Se pararmos para pensar que a música atravessa continentes e que a mensagem se espalha, é muito inspirador depois de tanto tempo.

 

89FM: Sobre o novo álbum. Como foi o processo de criação e gravação do “Serenity of Suffering”?

 

Munky: Levou um bom tempo. Nós precisamos passar pelo processo de escrever os riffs de guitarra em um lugar de ensaios pequeno em Hollywood. Depois disso, nós precisávamos encontrar um produtor para gravar, alguém com foco para nos direcionar e transformar nossa métrica e melodias em músicas e foi aí que conhecemos Nick Raskulinecz (produtor).

Então ele ouviu as demos, nós gravamos muitas demos.

Criamos os riffs com a guitarra de 8 cordas e quando nós tocamos para o Nick a reação foi “Yeah, isso é muito legal”. Mas ai o Jonathan (vocalista) ouvia e falava

“Ah não sei não”, ele não tinha certeza se o tom e o conjunto musical estava bom.

Ele estava meio que descartando o uso da guitarra de 8 cordas.

Isso era algo que estávamos testando como um experimento, um jeito de achar inspiração. Ai começamos com o processo de escrever as músicas e atualizamos a maioria dos riffs para 7 cordas, voltando para o estilo tradicional do Korn e gravamos assim. Fizemos uma demo e quando Jonathan ouviu, ficou feliz.

Foi preciso permitir que o processo acontecesse naturalmente e deixar a criatividade rolar. Ai depois disso foi bem divertido, nós tinhamos direção, uma pessoa nos ajudando, moldando nossos riffs em músicas, um senso real de direcionamento.

 

 

89FM: Você e o Head (guitarrista) gravaram as guitarras ao mesmo tempo, algo que nunca tinham feito. Como foi a experiência?

 

Munky: Nos divertimos muito e isso nos forçou a tocar melhor.

Na verdade, foi uma ideia do nosso produtor Nick, ele quis fazer isso para ganharmos tempo enquanto Jonathan escrevia algumas músicas.

Nós testamos e foi muito divertido e produtivo, foi algo que trouxe muita energia para as músicas. Aí decidimos que deveríamos fazer isso no álbum todo, foi muito legal.

89FM: E por que o nome “The Serenity of Suffering”?

 

Munky: É uma boa pergunta. O nome reflete bem o que o Jonathan tenta passar com todas as músicas do álbum. É sobre uma situação confortável, você se sente bem e quando você sai dessa zona de conforto você se sente estranho.

Acho que muitas pessoas se sentem assim, em um minuto se sentem bem, ai acontece algo inesperado e elas se sentem mal.

 

89FM: Corey Taylor colaborou na faixa “Different World”. Como aconteceu essa parceria e como foi trabalhar com ele?

 

Munky: A parceria já existia, fizemos shows juntos, já tínhamos uma amizade.

E Nick trabalhou com ele no Stone Sour, acho que ele produziu um ou dois álbuns dos caras. Quando houve uma sessão no estúdio dessa música “Different World”, na época o Jonathan nem tinha escrito a letra ainda, Nick veio com a ideia de gravar com o Corey. Nós concordamos, aí o Nick já pegou o telefone e disse “Vamos ligar para ele e perguntar”.

Foi simples assim e Corey respondeu “Com certeza, estou dentro. Vamos nessa”.

Três dias depois ele voou até o estúdio e começamos a trabalhar na música e foi demais, ele arrebentou. É uma das minhas favoritas do álbum.

 

89FM: Qual o significado da capa do álbum “The Serenity of Suffering” e como ela está relacionada com a capa do álbum “Issues”?

 

Munky: Meio que representa a inocência, a boneca é o fator comum em ambos os discos. Ela se tornou uma espécie de mascote da banda, muitos fãs trazem a boneca para autografar nos encontros no camarim e eles meio que adotaram ela. E a ideia era essa mesma, adotar esta mascote, reformular e resgatar ela nessa nova arte de capa e eu achei ótimo. O artista Ron English pegou essa “boneca espantalho” e deu um ar sombrio, ela não é mais tão inocente. É como se ela tivesse se transformado em um monstro através das experiências.

 

89FM: O que você acha que mudou desde o primeiro álbum do Korn e o que continua a mesma coisa? Qual o segredo da longevidade da banda?

 

Munky: Bem, o que mudou é que temos família agora e pensamos no dia de amanhã. Quando você é jovem, só vivemos o momento e para as festas. Agora eu acho que estamos em um momento mais focado na carreira, em tomar decisões, pensar sobre coisas, de ser gente grande. Mas ainda adoramos nos divertir, isso é uma das coisas que não mudaram, nós ainda adoramos sair e se zuar. Nós nos divertimos fazendo isso e essas são algumas das razões por estarmos há tanto tempo juntos e na ativa.

Amamos fazer shows, conhecer os fãs e cumprimentá-los. Ouvir histórias de como nossa música mudou a vida deles, da influência que elas têm sobre eles em tempos difíceis ou como elas os motivam também.

É muito inspirador saber disso, que nossa música toca as pessoas de formas que nunca imaginávamos. Nós éramos jovens, escrevendo músicas, fazendo algo por nós mesmos para nos expressar artisticamente e não tínhamos ideia de que as músicas se tornariam algo tão grandioso.

 

89FM: O que podemos esperar dos shows do Korn no Brasil este ano?

 

Munky: Nós sempre queremos dar o nosso melhor nos shows.

Não importa como nos sentimos, damos 110% do que podemos e sempre com muita energia. Tocamos o máximo de músicas para deixar todos satisfeitos, é isso que fazemos no mundo todo. E sempre tentamos recriar as músicas antigas e as novas, e isso é legal porque as coisas muitas vezes dão errado e essa é a parte engraçada disso. Você comete erros, mas tocar ao vivo é isso, tudo pode acontecer.

Nem sempre as músicas soam como a versão de estúdio, nós mudamos algumas coisas para inovar e surpreender o público.

 

89FM: Você gostaria de deixar um convite para os seus fãs brasileiros?

 

E aí pessoal, aqui é o Munky do Korn e mal podemos esperar para ir tocar para vocês. Por favor, não perca essa oportunidade porque não vamos para aí com muita frequência e nós estamos muito ansiosos por isso.

Vamos fazer um show matador, junte-se a nós e vamos quebrar tudo.

 

 

compartilhe
Comente

Redação 89

89 entrevista Tom Linton, guitarrista do Jimmy Eat World

O Jimmy Eat World é uma banda veterana dos Estados Unidos, os caras estão na estrada desde 1993 e têm nove discos lançados.

No entanto, eles nunca tocaram aqui no Brasil. Mas vão acertar as contas com os fãs brasileiros com sua apresentação agendada para às 15h25 do domingo 26 de março, no Palco Skol, do Lollapalooza.

Pra saber sobre a expectativa do Jimmy Eat World de tocar num festival importante em solo tupiniquim, a 89 procurou o guitarrista da banda, Tom Linton.

Por telefone ele contou pra gente curiosidades sobre a carreira, o tempo de pausa entre os integrantes, o álbum “Integrity Blues”… Confira no player abaixo:

Transcrição da entrevista, produzida por Wendell Correia aqui:

89FM: É a primeira vez do Jimmy Eat World no Brasil. Quais são as expectativas?

TOM LINTON: Estamos muito animados! Eu lembro quando estávamos fazendo um show na Califórnia em 1996 e aí alguns jovens brasileiros nos falaram que precisávamos ir ao Brasil porque tínhamos fãs. E isso foi há muito tempo. Estamos muito animados por ser um lugar onde nunca estivemos. Será divertido!

 

89FM: O que você sabe do Brasil?

TOM LINTON: Parece ser muito legal, conheço um pouco. Tem muitas coisas que queremos fazer quando chegar no Brasil, como ir aos mercados, comer algumas frutas e fazer coisas de turistas que provavelmente deve ser chato para quem mora no país, mas para nós será divertido (risos). Estamos animados!

 

89FM: Estão preparando algo especial para o show no Lollapalooza Brasil?

TOM LINTON: Nós lançamos um novo álbum em outubro. Como é recente, não vamos tocar apenas as novidades. Vamos tocar músicas de todos os nossos discos. Acredito que os fãs ficarão felizes com o show que vamos fazer.

 

89FM: Na sua opinião, qual é a importância de um festival como o Lollapalooza?

TOM LINTON: Acho que é algo bom ter um festival como o Lollapalooza. Principalmente para os fãs, que têm a chance de ver bandas que já ouviram falar, mas nunca tinham visto tocar. E para nós, músicos, dá a oportunidade de nos apresentarmos para pessoas que não conhecem muito o nosso trabalho e podem começar a gostar.

 

89FM: Musicalmente falando, qual é a diferença entre o novo álbum Integrity Blues e os outros do Jimmy Eat World?

TOM LINTON: O Integrity Blues é um pouco mais positivo que o anterior. Nós demos um tempo maior no Jimmy Eat World entre os álbuns Damage e Integrity Blues. Foi um ano de pausa onde paramos totalmente e não fizemos nada juntos como músicos. Sempre saíamos em turnê, voltávamos para casa, gravávamos um novo disco e depois viajávamos novamente. Foi bom ter um intervalo maior. Quando nos encontramos no estúdio, focamos em fazer um novo som que ficasse diferente de tudo que já tínhamos feito. Acho que ele ficou mais positivo, talvez um pouco mais eletrônico, com teclados e tudo mais (risos). O álbum anterior ficou com menos detalhes.

 

89FM: O que você fez nesse ano de pausa da banda?

TOM LINTON: Fiquei com a minha esposa e foi bom. Também comecei a lutar boxe três vezes por semana. Mas continuei tocando música pela casa, como piano, guitarra, e tudo mais. Foi ótimo dar um tempo! Todos nós precisávamos disso.

 

89FM: Por quê o nome Integrity Blues?

TOM LINTON: Integrity Blues é o nome de uma das faixas do álbum e pareceu muito bom, combinou com todo o disco. É algo como deixar de lado as expectativas, fazer o que quer fazer na sua vida, viver o momento, e coisas assim. Então é uma coisa boa e um bom título.

 

89FM: Para você, o que significa as músicas “Get It Right” e “Sure And Certain”?

TOM LINTON: “Get It Right” seria algo como achar um ponto na sua vida, talvez em um momento que está para baixo, e se levantar, continuar na luta e melhorar. E não focar em uma culpa que vai te deixar mal. Continue lutando contra isso e tudo vai melhorar. E “Sure And Certain” tem a mesma ideia.

 

89FM: Vocês costumam lançar um álbum a cada três anos. É algo planejado ou apenas coincidência?

TOM LINTON: É uma coincidência até engraçada, tentamos ficar trabalhando cerca de dois anos em cada álbum que lançamos. Mas algumas coisas tomam muito tempo, como turnês, que duram cerca de um ano e meio. O processo de composição dura cerca de oito meses e depois tem a gravação. Leva muito tempo fazer tudo isso. E depois que finalizamos o disco, temos que esperar de seis a oito meses para ser lançado e divulgado e também depende da gravadora para isso acontecer. Então é por isso que demoramos esse tempo.

 

89FM: A música “The Middle” é um grande sucesso. A maioria das pessoas já ouviram em algum lugar. O que significa essa música para você?

TOM LINTON: Significa muito! É uma música importante para a banda. Até hoje vemos muitas pessoas, até crianças, se identificando de alguma forma com ela. E escrevemos há quase 20 anos. Então realmente significa muito para nós e amamos tocar.

 

89FM: Vocês já têm planos para o que fazer depois da turnê do Integrity Blues?

TOM LINTON: Vamos estar em turnê até 2018. Depois disso, já conversamos sobre gravar cerca de quatro músicas e lançar um EP. Então entre os intervalos desses três anos entre um álbum e outro, os fãs vão ter algo para escutar. Vamos estar ocupados tocando a nossa música. Nos divertimos e somos felizes, então vamos continuar.

 

89FM: Como você se prepara antes do show?

TOM LINTON: Nada muito louco. Eu relaxo e faço aquecimentos vocais que parecem estúpidos (risos). Às vezes temos guitarras no backstage e ficamos praticando um pouco ou ensaiando algo que precisamos melhorar. Basicamente é isso. Não fazemos nada louco como sacrifícios de animais ou algo do tipo (risos).

 

89FM: Nestes quase 20 anos de banda, tem alguma história engraçada que aconteceu e você possa nos contar?

TOM LINTON: Há muito tempo, estávamos fechando um contrato com a Capitol Records, e entramos no escritório deles em Nova York e ninguém sabia quem éramos e nos ficavam perguntando o que era ‘Jimmy Eat World’, até que uma moça nos recebeu e foi simpática com a gente. Quando estávamos indo embora, entramos no elevador e ouvimos uma voz dizendo: “lembrem-se: vocês são a prioridade número um!”. Nós começamos a rir, pois pelo jeito estava claro que isso era uma mentira. Éramos prioridade, mesmo sem saber quem nós éramos (risos). É a primeira coisa que eu lembrei agora, mas com certeza tem mais histórias.

 

89FM: As pessoas usarem os celulares durante os shows é algo que te incomoda?

TOM LINTON: Não, nós deixamos usarem os celulares nos nossos shows. Só não gostamos se for uma câmera profissional grande no meio do público. Se as pessoas tiram fotos e filmam enquanto tocamos, tudo bem. Às vezes é um pouco esquisito quando começam a fazer selfies. Mas não tenho nada a ver com isso. Elas pagaram para estar lá com o próprio dinheiro, então não me importo. É sempre divertido.

 

89FM: Quer deixar um recado para os fãs brasileiros do Jimmy Eat World?

TOM LINTON: Olá Brasil, aqui é o Tom do Jimmy Eat World. Pedimos desculpas por ter demorado tanto, mas finalmente vamos tocar no país no final de março. Estamos muito animados! Sabemos que temos alguns fãs que querem nos ver ao vivo há um tempo. Não vemos a hora de nos divertirmos com vocês, será muito bom! Nos vemos em breve.

compartilhe
Comente

Redação 89

Silversun Pickups: baterista revela para a 89 que vem disco novo por aí

A 89 trocou uma ideia com Christopher Guanlao, baterista da banda californiana Silversun Pickups, que é uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2017.

Guanlao adiantou para a 89 que no final do ano o grupo iniciará os trabalhos de produção de seu quinto álbum de estúdio, e que espera que o público brasileiro curta bastante os sons do mais recente álbum da banda Better Nature, que tem o sucesso “Cicadian Rhythm (Last Dance)”.

Figurinha carimbada das edições do Lolapalooza Chihcago, nos Estados Unidos, o Silversun Pickups vai se apresentar pela primeira vez no Brasil. O show dos caras está programado para rolar às 16h do domingo 26 de março, no Palco AXE.

Utilize o player abaixo e ouça a entrevista:

Aqui a transcrição da entrevista com Christopher Guanlao:

89FM: É a primeira vez do Silversun Pickups no Brasil. Quais são as suas expectativas?

CHRISTOPHER: Estamos muito empolgados que finalmente vamos ao Brasil. Estamos há muito tempo na correria, mas nunca fizemos uma turnê na América do Sul. É algo que precisamos fazer! Então quando surgiu a oportunidade, ficamos aliviados. Nos perguntávamos por que ainda não tínhamos ido ao Brasil e outros países sul-americanos. Achamos que deveríamos ter ido antes. Então estamos felizes. Honestamente, não temos uma expectativa específica.

 

89FM: O que você conhece do Brasil?

CHRISTOPHER: Não conheço muito…lembro que assisti a Copa do Mundo no Brasil em 2014 e foi muito divertido (risos). E também as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Mas honestamente não conheço muito do Brasil, nunca estive no país e acredito que nenhum dos meus companheiros de banda esteve. Então vai ser uma experiência totalmente nova para nós.

 

89FM: O Silversun Pickups já tocou em três edições do Lollapalooza em Chicago (Estados Unidos). Na sua opinião, qual é a importância de um festival como o Lollapalooza?

CHRISTOPHER: Acho que o Lollapalooza tem muita história. Eu era uma criança quando o festival começou nos Estados Unidos e foi muito inovador. Não existiam muitos eventos como esse naquela época no país. E agora tem praticamente um festival de música por semana durante o verão no hemisfério norte. Então eu acho que o Lollapalooza abriu muitas portas para os outros festivais como vemos atualmente e tenho conhecimento disso. Sei que foi um dos primeiros festivais de música nos Estados Unidos e eu lembro de frequentar quando eu era criança. Fui na terceira edição. Então hoje eu ter a oportunidade de tocar no festival em Chicago algumas vezes é algo muito importante para mim. E acho ótimo que tenha saído dos Estados Unidos e hoje também acontecer na América do Sul.

 

89FM: Vocês estão preparando algo especial para a apresentação no Lollapalloza Brasil 2017?

CHRISTOPHER: Como nunca tocamos no Brasil, qualquer coisa vai ser especial e novo (risos). Vamos tocar algumas músicas do nosso mais recente álbum, o Better Nature e com certeza nossas músicas mais antigas e vamos ter tudo misturado. É uma forma de mostrar o catálogo musical da banda.

 

89FM: Como você se prepara antes de um show? Tem algum tipo de ritual?

CHRISTOPHER: (risos) Da banda, eu sou o único que tem uma forma de ritual. Faço muitos alongamentos e Ioga. Acho que ajuda a criar uma energia melhor. Eu sou um pouco supersticioso: se eu não fizer alguns alongamentos específicos, se eu não me aquecer para o show de determinada forma, bagunça a minha cabeça. Então eu tenho um pequeno ritual. Os outros integrantes da banda fazem as coisas deles. A Nikki também tem um pequeno ritual. Ela gosta de arrumar o cabelo e se maquiar quinze minutos antes do show (risos).

 

89FM: Como que foi a turnê com o Muse e quais são as expectativas para a turnê que vão fazer com o Third Eye Blind?

CHRISTOPHER: Nós tivemos ótimos momentos com o Muse. Eles são muito legais! Era uma das bandas que queríamos conhecer. Foi muito bom ter a oportunidade de abrir as apresentações deles. Os shows deles são incríveis! Todas as noites eu achava maravilhoso. Não ficam cansativos. Em relação ao Third Eye Blind, nós não sabemos muitas coisas, mas temos muito respeito por eles. Estão na estrada há muito tempo. Meu sentimento por eles é algo parecido com o que eu senti pelo Lollapalooza. Escutava com frequência as músicas deles no rádio quando eu era mais jovem. Então ter a oportunidade de abrir o show é algo que me emociona bastante. É muito bom e também estamos empolgados para isso.
89FM: Para você o que significa o mais recente álbum do Silversun Pickups, o Better Nature, e a música “Cicadian Rhythm (Last Dance)”?

CHRISTOPHER: O álbum em geral é basicamente o que diz o título: uma natureza melhor. É tentar encontrar a melhor parte de você e tentar fazer isso aparecer mais que a parte não tão boa. É como deixar a sua melhor parte na frente e demonstrar e inspirar isso. Isso é muito importante, principalmente agora com o que está acontecendo na política dos Estados Unidos. Acho que agora, como americanos, todos precisamos usar a nossa melhor parte e deixar de lado a nossa pior. Essa é a ideia geral do Better Nature. “Cicadian Rhythm (Last Dance)” é uma música muito especial para nós porque é dedicada para um fã nosso que faleceu há uns dois anos. Ele nos incentivava muito, ia aos nossos shows e era um bom amigo. Quando estávamos escrevendo a letra da música, resolvemos dedicar a ele. Então a música é um pouco sobre seguir em frente. É triste, mas todas as vezes que tocamos a música pensamos no nosso amigo. Isso é bom.

 

89FM: Quais são os próximos planos do Silversun Pickups?

CHRISTOPHER: Com certeza neste ano a turnê vai ser longa (risos). Talvez nos intervalos entre os shows a gente pode começar a pensar em um novo álbum e também a compor e pensar com quem a gente quer trabalhar e o que vamos fazer desta vez. Então pode ser que no fim do ano a gente comece a trabalhar em um novo álbum.

 

89FM: O que mudou na sua vida depois que você entrou para o Silversun Pickups?

CHRISTOPHER: Acho que muitas coisas mudaram. Sair bastante em turnê e viajar pelo mundo é muito bom para mim e para todos nós. Antes da banda, eu conhecia poucos lugares. Então agora viajar pelo mundo e conhecer lugares que eu nunca pensei que um dia iria estar é maravilhoso! Agora eu praticamente conheço o mundo por conta disso. Nunca fui intolerante, mas isso só me ajudou a saber que existem outros mundos além do meu. Outras culturas, outros tipos de vidas que eu não sabia que existiam. Acho que isso mudou minha vida e me deixou com a mente mais aberta. E me fez perceber o quão pequena é a minha vida (risos). Todos têm sua própria vida e o seu próprio mundo e faz pensar em quem você é. Falando novamente sobre o álbum, é um jeito de encontrar sua melhor natureza, a melhor parte de você.

 

89FM: Você é um grande fã de Star Wars, certo?

CHRISTOPHER: Sim, muito fã (risos)! Eu e o Brian somos nerds nisso.

 

89FM: Qual é a sua opinião sobre os novos filmes? E tem alguma história engraçada envolvendo Star Wars?

CHRISTOPHER: Eu amei Rogue One! É maravilhoso! E gostamos muito do Star Wars VII – O Despertar da Força. A expectativa está no filme do Han Solo (risos). Vai ser difícil ver outra pessoa interpretando o Han Solo sem ser o Harrisson Ford. Isso será interessante. Mas eu acredito que vai ser bom. Rogue One foi maravilhoso e mostra que eles conseguiram fugir da história principal dos filmes e fazer algo muito legal com isso. Estou empolgado para ver o Último Jedi. Será incrível. Uma história engraçada sobre Star Wars é que se você falar com o Brian ele vai dizer que não aconteceu. Mas vamos assistir The Phantom Anus no fim de semana. Temos um amigo que tem tudo de Star Wars e sempre chega uma hora que infelizmente temos que assistir Star Whores – The Phantom Anus (risos).

 

89FM: Se você pudesse escolher um personagem para ser no Star Wars, quem você escolheria?

CHRISTOPHER: Eu gostaria de ser o Chewbacca! Ele é ótimo. Eu adoro o fato que as pessoas têm medo dele, mas ele é tranquilo e legal. Então eu adoraria ser o Chewbacca.

 

compartilhe
Comente

Redação 89

Nasi: projeto “Ira! – Folk” pode ganhar versão em DVD

A 89 trocou uma ideia com Nasi, vocalista da banda Ira!, que prepara uma apresentação do projeto “Ira! – Folk”, no próximo dia 11 de março no Citibank Hall, em São Paulo.

O músico explicou na entrevista para a Rádio Rock que essa performance é muito especial, porque vai buscar a verdadeira raiz do Ira!, já que todas as músicas do grupo nasceram de voz e violão.

Como a turnê já está há mais de um ano na estrada, os caras também acharam que este é o momento de fazer um registro para ser disponibilizado, futuramente, nas plataformas digitais ou em DVD físico.

Utilize o player abaixo e saiba um pouco mais sobre “Ira! – Folk”:

compartilhe
Comente

Redação 89

Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran fala com exclusividade para a 89

Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran, bateu um papo com a 89 por telefone para falar sobre o show que vão fazer no Lollapalooza Brasil, turnê comemorativa dos 40 anos da banda, o álbum “Paper Gods”.

Sobre o Brasil, o músico lembrou de um show do grupo que aconteceu no Estádio do Morumbi em 1988, os lugares que conheceu e citou a música “Breath After Breath” que fizeram com a parceria de Milton Nascimento.

O vocalista ainda revelou detalhes sobre as participações dos músicos como Nile Rodgers e John Frusciante no disco “Paper Gods”, lançado em 2015.

Simon falou também sobre as perdas recentes, David Bowie, Prince e George Michael: “é muito triste que eles foram embora. Mas eles deixaram um grande legado”.

A entrevista foi conduzida por Wendell Correia e a tradução está na voz da Marina Valsechi. Acesse o player abaixo e ouça:

Leia abaixo a transcrição completa da entrevista:

89FM: O Duran Duran já esteve no Brasil. O que você lembra do país?
Simon: Lembro de momentos maravilhosos! Estivemos por aí em 1988 e nos apresentamos para o maior público que já tivemos na nossa vida. Foi no Estádio do Morumbi. Cem mil pessoas! Duzentas mil mãos no ar! Foi incrível! Tocamos no Rio de Janeiro no mesmo ano e também foi ótimo. Na década de 1990, com o nosso álbum chamado The Wedding Album, fizemos uma música com participação do Milton Nascimento chamada “Breath After Breath”. Fomos para Foz do Iguaçu e gravamos um vídeo e fizemos ótimos shows novamente! Teve um em São Paulo que foi incrível! Sempre vivemos ótimos momentos no Brasil. E agora que estamos voltando ao país para tocar no Lollapalooza vai ser maravilhoso.

89FM: Falando mais especificamente dos lugares que visitou no Brasil, algum especial que te marcou?
Simon: Eu lembro de um restaurante em São Paulo que tinha uma árvore enorme no meio dele. Acho que o nome do lugar era Damiano ou algo do tipo, não lembro exatamente. Mas era muito bom! E, claro, lembro muito bem das cataratas do Iguaçu. Foi incrível! E no Rio de Janeiro tem um lugar onde você dirige e encontra uma pedra gigante no meio da estrada próximo à praia.

89FM: Alguma outra música do Duran Duran além de “Rio” foi inspirada no Brasil?
Simon: Teve essa música com participação do Milton Nascimento chamada “Breath After Breath” que não necessariamente foi inspirada no Brasil como país, mas sim pela música brasileira.

89FM: Você costuma escutar músicas brasileiras?
Simon: Não estou familiarizado com a música brasileira atual. Conheço mais as antigas, artistas da Bossa Nova. Tem ótimos músicos brasileiros que fazem shows em Londres e eu vou, como o Gilberto Gil e o Caetano Veloso. Grandes ídolos da música brasileira clássica.

89FM: Sobre o show do Duran Duran no Lollapalooza Brasil, estão preparando algo especial?
Simon: Sim, queremos fazer um show voltado para pessoas que não necessariamente são fãs do Duran Duran. Então vamos tocar muitos hits e músicas dos anos 1980 que vão agitar a galera. Vai ser muito divertido! Não vamos ter muito tempo no palco, então vai ser algo rápido e furioso.

89FM: E como músico, qual é a importância de um festival como o Lollapalooza na sua opinião?
Simon: Eu acho que é uma forma maravilhosa de pensar! A música manda. Acho que é como viver uma vida alternativa.

89FM: Em 2018 o Duran Duran completa 40 anos. Estão planejando algo especial?
Simon: Nós vamos fazer uma turnê, shows, camisetas, restaurantes, artes, cosméticos, fotografias, tudo! Faremos a navegação, o barco, as praias, o Sol e a Lua.

89FM: Pretendem vir ao Brasil com essa turnê comemorativa?
Simon: Sim! Vamos tentar fazer novos amigos nesta nossa passagem no Lollapalooza para podermos voltar com a nossa própria turnê.

89FM: Quais são as principais diferenças do Duran Duran de hoje em relação ao início da banda?
Simon: Acho que a grande coisa agora é a gente permitir a música tomar conta de tudo. Antes tinha um pouco de egoísmo, envolvendo o ego de cada um, mas agora isso não acontece mais. Agora a música é a chave de tudo nas nossas vidas.

89FM: Recentemente tivemos a perda de grandes nomes da música como David Bowie, Prince e George Michael. Qual foi a importância deles na sua carreira?
Simon: Eles são artistas contemporâneos. Eu era um grande fã do David Bowie na minha adolescência. Somos da mesma época do Prince e do George Michael. É muito triste que eles foram embora. Mas eles deixaram um grande legado e muito material do trabalho deles. Deixaram alguns buracos na música, mas alguém novo vai se encaixar nesses buracos. Alguém novo e diferente.

89FM: Paper Gods, o mais recente álbum do Duran Duran, tem participações de outros músicos como o Nile Rodgers (guitarrista da banda Chic e também conhecido pelos trabalhos com o Daft Punk, como a música “Get Lucky”) e John Frusciante (foi guitarrista dos Red Hot Chili Peppers e hoje segue em carreira solo). Como foi trabalhar com eles?
Simon: Primeiro eu fiquei preocupado para não perdermos o controle, mas assim que eu ouvi a linha de guitarra que o John Frusciante gravou, percebi um novo tipo de vida que isso poderia trazer para o Duran Duran. E a partir desse ponto, realmente abraçamos isso. E o Mr Hudson (cantor e compositor inglês) colaborou muito em termos de composição, gravação e produção. Todas essas participações realmente deram uma nova vida. Soa como Duran Duran, mas também vai melhor na rádio junto com outras músicas modernas. Eu amo o álbum Paper Gods e estou muito empolgado para tocá-lo no Brasil.

89FM: Tem algum outro artista com quem você também gostaria de trabalhar?
Simon: Com certeza com muitos outros artistas! Eu gostaria de fazer alguma coisa com a PJ Harvey. Ela está no topo da minha lista no momento.

89FM: Você se incomoda com as pessoas que ficam com celulares na mão filmando e tirando fotos durante o show?
Simon: Não faz muita diferença se eu me incomodo ou não. As pessoas fazem isso e é difícil parar as pessoas (risos). Sabe o que eu gosto? Que as pessoas olhem para a banda com seus próprios olhos, não através da tela do celular. O problema que acontece quando as pessoas usam o celular é que elas ficam de olho na tela e não para o palco. E eu gostaria que as pessoas olhassem para o palco.

89FM: Você gostaria de deixar um convite para os seus fãs brasileiros?
Simon: Eu sou o Simon Le Bon, do Duran Duran, e eu convido todos vocês que amam música para o Lollapalooza 2017.

 

 

compartilhe
Comente

Redação 89

89 conversa com Matthew Schultz, vocalista do Cage The Elephant

A 89 conversou com o Matthew Schultz, vocalista do Cage The Elephant, a banda  se apresenta no Lollapalooza Brasil no dia 25 de março no Autódromo de Interlagos.

Matthew falou que todos estão animados de voltar ao Brasil pela terceira vez  com novas músicas. Os caras se apresentaram aqui em 2012 e 2014.

Sobre o novo álbum “Tell I’m Pretty”, o músico revelou o significado do nome e  ressaltou detalhes sobre o processo de produção.

Matthew ainda falou sobre  receber o Grammy 2017 e deixou um recado especial para os fãs brasileiros!

A entrevista foi conduzida por Beatriz Sato e a tradução está na voz da Marina Valsechi. Acesse o player abaixo e ouça:

Veja abaixo a transcrição completa da entrevista:

89FM: Esta vai ser sua terceira vez no Lollapalooza Brasil, vocês estiveram aqui em 2012 e 2014. O que você acha que vai ser diferente desta vez e o que mais você lembra do Brasil?
Matt: Não acho que posso pensar exatamente em algum aspecto que vai ser diferente, além do fato de estarmos indo com novas músicas. Vamos tentar manter o espirito, não importa o que aconteça. Estamos muito felizes em voltar para o Brasil pela terceira vez. Eu recebo lindas mensagens dos fãs brasileiros e da América do Sul e eu sempre mostro para o meu empresário e falo “Olha aqui…Nós temos que voltar o quanto antes.”

89FM: O Cage The Elephant levou o Grammy 2017 de melhor álbum de rock. Como foi a experiência? Vocês imaginavam que isso poderia acontecer?
Matt: Não…Se você tiver a oportunidade de assistir a premiação, você vai ver claramente que nós nem imaginávamos. Não sabíamos o que fazer, pensar, falar, a quem agradecer…nós deveríamos ter preparado algo, mas sei la, o sentimento que fica é de que tudo é possível e que qualquer um pode ganhar . Pode ter soado um pouco arrogante da nossa parte não ter um texto pronto, mas da próxima vez vamos escrever um discurso, ganhando ou não.

89FM: Vocês gravaram as faixas desse novo álbum em apenas um ou dois takes. Você acha que essa forma de gravacão ajudou a captar a energia do show ao vivo?
Matt: Sim, e provavelmente foi um dos grandes objetivos desse álbum. Eu acho que se pensar no passado, as gravações em estúdio tentavam premeditar o que ia acontecer,tudo era calculado. E essa última produção foi talvez menos calculada, crua e energética, o que é muito interessante.

89FM: O Dan Auerbach do Black Keys produziu o álbum Tell I’m Pretty. Conte um pouco como foi essa parceria e o processo de produção.
Matt: Passamos um bom tempo no estúdio, construindo e reconstruindo as musicas, riffs e tudo mais, aí surgiu o Dan. Ele levou bastante tempo preparando o estúdio, mas as gravações aconteceram super rápido e em um curto espaço de tempo. Nós gravávamos faixa por faixa e o Dan nos chamava para ouvir. Nem sempre nós mudávamos o que havíamos feito, pois queríamos manter o espirito de deixar a música empolgante mesmo com as pressões externas. Se eu trabalhasse com o ele novamente, provavelmente sempre seria diferente de alguma forma, mas com certeza fecharia novos projetos.

89FM: Você já declarou que as musicas em Tell I’m Pretty são muito pessoais e que contam uma história. Você acha que o sucesso do penúltimo álbum, permitiu que vocês pudessem ir mais afundo no aspecto emocional deste novo álbum?
Matt: Sim, nós pudemos ter um controle total neste aspecto. Nós sempre tentamos ter uma conexão pessoal, profunda e completa com nossas músicas, mas hoje isso é mais forte. Antes nos preocupávamos mais com a bagagem musical mas para mim, todos os nossos álbuns são honestos e transmitem uma experiência emocional.

89FM: Qual o significado do nome Tell I’m Pretty?
Matt: Nós escolhemos Tell I’m Pretty porque vivemos em uma época em que tudo gira em torno de ser obsessivo com as redes sociais e quantos likes você tem. O nome reflete o fato das pessoas estarem famintas em serem reconhecidas e amadas. E nós como astistas também buscamos esse tipo de aceitação e o título expressa exatamente isso.

89FM: E o que podemos esperar do show do Cage The Elephant no Lollapalooza? Estão preparando algo especial?
Matt: Nós nunca preparamos nada. O que o público pode esperar do show são as músicas de Tell I’m Pretty e como sempre vamos manter o espirito e a energia. Com certeza vai ser muito louco.

89FM: Quais os planos do Cage The Elephant para o futuro?
Matt: Começar a escrever novas músicas, já temos algumas que me agradam muito. Depois é recomeçar todo o processo de gravação e turnê.

89FM: Você gostaria de deixar um convite para os seus fãs brasileiros?
Matt: Aqui é o Matt do Cage The Elephant e nós estamos super ansiosos em ver todo mundo no Lollapalooza Brasil. Espero vocês lá!

compartilhe
Comente

Redação 89

Nando Reis bate um papo com a 89 em Nova York

Em passagem por Nova York, onde realizou um show na última sexta-feira, dia 10, Nando Reis bateu um papo com a 89 FM. Falou sobre o novo trabalho inédito, Jardim Pomar, cuja primeira música de trabalho “Só Posso Dizer”, já está na programação da 89. Contou também sobre as participações especiais de músicos americanos, suas influências musicais e os filhos, que começam a seguir seus passos na música.

 Você ficou quatro anos sem gravar um CD de inéditas, desde Sei. É uma emoção diferente voltar a gravar e apresentar ao público músicas novas?
Talvez a parte que eu mais gosto na minha profissão é entrar em estúdio e gravar discos. Porque é a partir disso que tudo se movimenta. No disco eu levo as músicas que compus, os arranjos que faço com a banda e de onde eu reúno material para fazer os shows. Acontece que o mercado mudou muito, então há uma necessidade, uma atenção de minha parte de cuidar porque são poucos os que compram discos. Na verdade, a ideia de um disco não é simplesmente a realização de uma vaidade, mas sim, uma necessidade de apresentar uma obra artística que se reporta a quem se interessa por ela, a quem ela pode alcançar. O intervalo de quatro anos, diferente do que muita gente pode imaginar, não é por falta de repertório nem de vontade. É uma maneira de administrar. Primeiro porque é frustrante fazer um disco e não poder cuidar. Na verdade, a maneira como o mercado se transformou exige uma transformação na forma de divulgar e eu sou um artista independente, o que é bastante diferente dos 30 anos de Titãs e mais 10 de carreira solo que fiquei vinculado a outras gravadoras. Isso significa que eu custeio tudo o que faço. Então gravar um disco custa dinheiro, lançar e divulgar um disco custa dinheiro. Então, esse também foi o período necessário para me organizar, produzir e pagar esse disco da maneira como eu quis, porque é um disco que foi lançado não só em CD, mas também em dois vinis, em cassete e em todas as plataformas musicais. Esse é um trabalho que exige cuidado e tempo. Eu costumo dizer que levei 54 anos para fazer esse disco.

Em Jardim Pomar, seu trabalho mais recente, você trabalhou com Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, com Jack Endino, que foi produtor do Nirvana e com quem você já havia trabalhado antes, e com Barrett Martin, baterista do Screaming Trees. O que você tinham em mente quando buscou essas parcerias e o que você acha que elas acrescentaram ao novo disco?
Eu gosto de trabalhar em equipe, coletivamente. Na hora que eu entro no estúdio e chamo os músicos, a participação deles é importantíssima. Ao longo da minha experiência, eu tive conhecimento e contato com músicos com os quais eu tive muita afinidade e admiração pela qualidade do trabalho musical deles. O Jack Endino é um amigo antigo, que produziu discos dos Titãs, meu segundo disco solo e esse é o terceiro disco que eu faço com ele como produtor. O Barrett é baterista e produtor e, como os outros, também mora em Seattle e foi quem me apresentou ao Peter Buck do REM. Tem o Mike McCready, do Pearl Jam, que também toca no disco. Enfim, eu gosto de buscar essa junção. A minha formação como músico se dá basicamente com música brasileira, mas há também grande influência de música de língua inglesa. Ou seja, é natural para mim que o que eu vá produzir conte com essa participação. Quando eu pude viajar e conhecer músicos norte-americanos, era isso que eu queria: que a minha música tivesse todos esses elementos. Por exemplo: tem um tecladista que toca comigo há muitos anos, o Alex Veley, que é norte-americano. Há algo que só ele pode tocar graças à sua formação. A música que eu faço é resultado dessa somatória. E eu preciso trabalhar com gente que eu gosto, porque a produção acaba envolvendo a afinidade, a relação pessoal. Eu não sei trabalhar se não for dessa forma.

Tem alguém em quem você se inspira? Quais são seus ídolos?
A inspiração vai além da parte musical. Tem a ver com a forma como é feito, a posição dessas pessoas em relação ao mundo. Para você ter uma ideia, eu estou lendo uma coleção de livros muito interessantes, chamada 33 1/3. São pequenos volumes e cada um aborda um disco específico. Eu acabei de ler o que fala de Let it Be, dos Beatles e comecei a ler Songs in the Key of Life, do Steve Wonder. Anteriormente, eu já tinha lido sobre o Harvest, do Neil Young e sobre o Live, disco ao vivo do Donny Hathaway. São quatro artistas fundamentais, maravilhosos, especialmente o Stevie Wonder. O Donny Hathaway eu conheci mais recentemente, embora ele tenha produzido seus discos nos anos 70. Mas a banda que eu mais gosto certamente é o Led Zeppelin.

Em suas composições, você faz muitas referências à sua família. Agora seus filhos Theodoro e Sebastião estão chegando com a banda Dois Reis. Como pai e músico, o que você está achando de eles seguirem seu caminho na música?
É claro que há muitas coisas que eu observo e posso dizer que tenho medo, porque pais sempre têm medo do futuro dos filhos. Mas é uma coisa natural. Não tenho nenhuma dúvida da capacidade deles, mas em primeiro lugar eu quero que eles se realizem. Eu não me meto muito. Eu espero que eles me perguntem, mas obviamente eu tenho minha opinião. Acho que agora, depois de 3 anos de banda, o trabalho deles chegou a uma linguagem própria. Eles já estão gravando seu primeiro disco e é claro que como pai eu fico orgulhoso e torcendo. Como músico, eu tenho consciência de que ser filho de um pai famoso mais atrapalha do que ajuda. Tem a comparação, a maneira preconceituosa com que as pessoas acham que tudo o que eles fazem é devido ao prestígio emprestado de mim. Isso é uma idiotice. Ninguém conquista nada na vida se não for por méritos próprios.

Em seu novo disco, uma única música não é inédita: Concórdia, que foi gravada por Elza Soares há muitos anos. Depois que outro artista grava uma composição sua, o que o leva a também querer gravá-la?
É estranho porque essa decisão não se dá por uma avaliação crítica. É bastante subjetiva e acompanha algo circunstancial dentro do que aquele disco se configura. Essa música é bem antiga.  Eu sempre achei que ela tinha uma beleza e que um dia eu iria gravá-la. Não sei dizer o porquê, mas chegou a hora dela. Eu, felizmente, tenho muitas músicas gravadas por outros artistas e gosto de todas elas porque acho que cada artista dá um ângulo diferente à composição. De alguns eu tenho mais afinidade, proximidade. A Cássia Eller, por exemplo, foi quem mais gravou músicas minhas, me convidou para produzir os discos dela. Quando eu saí dos Titãs e comecei a fazer meus shows solo, aconteceu uma coisa curiosa: eu repatriei muitas músicas porque, de certa maneira, eu estava precisando ter maior clareza de qual era a minha identidade musical. As pessoas comentavam que eu estava cantando a música da Marisa Monte, da Cássia Eller. É natural, porque é o intérprete que dá voz à música. Mas em um determinado momento eu senti vontade e necessidade de as pessoas reconhecerem a minha autoria.

A entrevista foi produzida por Rogéria Vianna, correspondente da 89 em Nova York.

compartilhe
Comente