ENTREVISTAS

Redação 89

89 Entrevista: Ian Astbury, do The Cult

A 89 conversou com o Ian Astbury, vocalista do The Cult, que se apresenta em São Paulo no dia 21 de setembro junto com o Alter Bridge e o The Who no São Paulo Trip.

Os caras já tocaram no Brasil em outras oportunidades, o que mais marcou o Ian foram o espírito, a energia, a paixão e como os brasileiros valorizam a vida.

O vocalista também falou sobre as músicas favoritas para cantar ao vivo e os próximos planos do The Cult.

Ian ainda lamentou a morte dos músicos Chris Cornell e Chester Benningnton e revelou detalhes do seu último encontro com Chris Cornell.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Ian Astbury:


Transcrição da entrevista:

Eles já tocaram no Brasil em outras oportunidades. Perguntamos o que ele lembra do país.
Ele achou a pergunta diferente, porque geralmente perguntam sobre o que sentem e não o que lembram. Disse que o Brasil é muito diferente entre uma cidade e outra, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Brasilia. O que mais marcou o Ian foram o espírito, a energia, a paixão e como os brasileiros valorizam a vida. Passa a sensação que o Brasil é um país muito vivo, vibrante e cheio de alma, o que empolga. Ama tocar no Brasil e não vem com mais frequência devido a questões financeiras que envolve trazer uma banda como o The Cult. Quando vem, gostam de fazer vários shows e aproveitar o lugar.

A gente quis saber se eles estão preparando algo especial para o show em São Paulo.
O Ian lembrou que eles têm dez álbuns de estúdio e pretende tocar todos os hits do The Cult. Como vão tocar com o The Who, provavelmente terão cerca de uma hora de show. Diz que a banda está bem preparada, mas tudo também depende da produção e do cronograma. No último um ano e meio fizeram cerca de 150 shows, então estão em forma. Lembrou de um show muito bom que fizeram em um festival de Portugal com o Foo Fighters para cerca de 50 mil pessoas. Então para ser bom, também depende do comportamento do público. Eles têm a intenção de criar uma mágica especial nesse show.

O Ian também falou sobre as músicas favoritas para cantar ao vivo.
Ele tem muitas e destacou as do novo álbum, como “Deeply Oredered Chaos”, “Dark Energy”, “Sound And Fury” e “Birds Of Paradise”, que tem sido bem recebida pelo público. Lembrou ainda de “She Sells Sanctuary”, “Phoenix” e o novo arranjo que fizeram para a música “Sweet Soul Sister”.

Ele também falou sobre os próximos planos do The Cult.
Para o Ian, o foco principal continua sendo o álbum “Hidden City”, que eles lançaram em 2016. Contou que a intenção era a turnê começar na Argentina porque a ideia do nome surgiu quando viu uma camiseta que o jogador Carlos Tevez usou durante um jogo que estava escrito o nome do bairro onde ele cresceu. O Ian se identificou com essa paixão e respeito por onde ele veio e que mesmo com o sucesso não esqueceu da família e dos amigos. O que mostra que ele é um bom caráter e se move pela emoção, pois na camiseta não estava escrito “sou o melhor” ou uma marca de roupa. O Ian pensou que seria interessante se preocupar menos com o mundo externo e pensar em nós mesmos. Acha que “Hidden City” representa o coração dos sentimentos mais profundos, pois tudo que pensamos está no coração. Fala ainda que mesmo que você vendesse seu coração por 1 bilhão de dólares, de nada valeria o dinheiro, já que você morreria.

Ele também falou sobre o Chris Cornell e Chester Benningnton.
O Ian acha que são mortes simbólicas que mostram os tempos que estamos vivendo. Conta que conheceu o Chris em 1990 no começo da carreira quando o The Cult e o Soundgarden tocaram no Festival “Gathering Of The Tribes”. Na época ainda assistiu um show do Soundgarden para 100 pessoas em Los Angeles. No começo da carreira, segundo o Ian, o Chris era um jovem muito apaixonado, incrivelmente talentoso e bonito. Acompanhou toda a carreira dele e lembrou que sempre fazia cada vez mais sucesso. O Ian também teve amigos que se suicidaram. Acha que é algo muito íntimo você se apresentar para outras pessoas e há muitas coisas envolvidas em uma turnê, como hotel e ônibus, onde você sente falta da sua família e amigos. E isso pode ser um desafio psicológico difícil. O Ian se encontrou com o Chris no dia 06 de maio, pouca antes da morte dele, quando tocaram juntos, e disse que ele estava bem. Chegaram a conversar sobre ir para a Índia para começar algo novo com a ideia de rejuvenescer as músicas. Ele achou que ele tinha gostado da ideia e ele era um cara muito bom. O Ian não conheceu o Chester pessoalmente, mas é sempre triste uma pessoa jovem tirar a própria vida.

Esse foi o bate papo que a 89 teve com o Ian Astbury, vocalista do The Cult, que se apresenta em São Paulo no dia 21 de setembro junto com o Alter Bridge e o The Who no São Paulo Trip. Garanta o seu ingresso em ingressorapido.com.br

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Redação 89

Conversamos com Alison Mosshart, do The Kills, atração do SP Trip

A 89 conversou com a Alison Mosshart, vocalista do The Kills, que se apresenta em São Paulo no dia 23 de setembro, junto com o Bon Jovi no SP Trip,  que vai rolar no Allianz Parque. O evento leva promoção da A Rádio Rock.

Eles já tocaram no Brasil em 2005 e 2011, Alison disse que é um país bonito e que o público foi maravilhoso.

Sobre tocar com o Bon Jovi, a cantora está empolgada, ela revelou que gosta de tocar para outros públicos que não necessariamente conheçam o The Kills, Alison encara isso como um desafio bom.

A cantora ainda revelou como surgiu a pareceria com os caras do Foo Fighters, Alison canta a música chamada “La Dee Da”, que faz parte do novo álbum deles.

As curiosidades como, planos da banda, detalhes sobre o processo de produção da dupla atualmente e a participação das mulheres no rock. São alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com a artista  foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: O The Kills já tocou no Brasil em 2005 e 2011. que você lembra do país?

ALISON MOSSHART: Lembro que é um país bonito e que o público foi maravilhoso.

 89FM: Como você se sente por ter a oportunidade de tocar com o Bon Jovi no São Paulo Trip?

ALISON MOSSHART: Nós temos tocado com grandes bandas e isso me empolga. Gosto da oportunidade de tocar para outros públicos que não necessariamente conheçam o The Kills. É um desafio bom.

89FM: Vocês estão preparando algo especial para esse show em São Paulo?

ALISON MOSSHART: Nós estamos em turnê há um ano e meio divulgando nosso novo disco, o Ash & Ice, que temos tocado inteiro. Agora que vamos ao Brasil temos várias músicas para tocar. Vamos ver como vamos nos sentir na noite do show dependendo de quanto tempo vamos ter no palco também.

89FM: O The Kills também vai tocar no Rock In Rio. Como se sente tocando num festival como esse?

ALISON MOSSHART: Eu gosto de tocar em festivais. É algo parecido com o sentimento de tocar com o Bon Jovi porque também vamos tocar para muitas pessoas que não conhecem o The Kills. E temos a oportunidade de tocar para várias pessoas que vem de outros lugares. Não só do Brasil, mas do mundo. Isso me empolga bastante.

89FM: Quais são os próximos planos para o The Kills?

ALISON MOSSHART: Vamos estar em turnê até o final do ano. Não temos certeza o que faremos depois, mas espero voltar para o estúdio assim que pudermos e começarmos a compor de novo.  Mas é difícil saber exatamente porque lançamos um álbum ano passado e ainda há muitos lugares que ainda não tocamos. Vamos tentar tocar o quanto conseguirmos indo para o máximo de lugares possíveis e depois disso voltar para o estúdio e gravar um novo álbum.

89FM: Atualmente como funciona o processo de gravação do The Kills atualmente?

ALISON MOSSHART: O processo é diferente a cada canção. Às vezes compomos juntos, as vezes separados. Eu e o Jamie somos de países diferentes. Os arranjos finais das músicas trabalhamos juntos. Ficamos escrevendo bastante, depois tocamos juntos e aí escolhemos as músicas que queremos trabalhar e fazemos as mudanças necessárias, como drum beats, guitarras, teclados e o que for precisar para ficar melhor. Geralmente é a forma que fazemos na maioria das vezes. A gente se fala e escreve bastante antes de gravar.

89FM: Você canta uma nova música no novo álbum do Foo Fighters, chamada “La Dee Da”. Como surgiu essa parceria?

ALISON MOSSHART: Eu conheço o Dave Grohl há bastante tempo. Já tocamos juntos várias vezes nos últimos dez anos. Eu estava na mesma cidade que eles estavam gravando e então ele me pediu para ir ao estúdio para cantar em uma das músicas e eu fui. Foi muito divertido. Fiquei feliz por ter participado.

89FM: Você teve a oportunidade de ouvir o novo álbum do Foo Fighters, o Concret And Gold?

ALISON MOSSHART: Sim, e está ótimo! Realmente está muito bom.

89FM: Você também faz parte do Dead Weather. Tem algum plano com eles?

ALISON MOSSHART:Eu não sei se faremos alguma coisa com o Dead Weather. O Dean Fertita está lançando um novo álbum com o Queens Of The Stone Age. Acho que ele ficará em turnê pelo resto da vida (risos). Eu também vou fazer isso. Todos estão em turnê. O Jack White continua ocupado e louco pelo que está fazendo (risos). Nós trabalhamos todos ao mesmo tempo e depois damos uma pausa nos nossos outros trabalhos. É assim que funciona. Então estamos esperando acontecer de todos estarem disponíveis ao mesmo tempo. Ficaremos felizes quando isso acontecer, mas nunca fazemos planos.

89FM: Você acha que atualmente as mulheres tem mais espaço no rock comparado a outras épocas?

ALISON MOSSHART: Com certeza poderiam ter mais mulheres. Não sei dizer quantas bandas tem mulheres. Mas fico feliz quando tem. Muitas mulheres estão tocando músicas maravilhosas, mas com certeza poderia ter mais. Sempre terá espaço para termos mais.

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Redação 89

89 Entrevista: Scott Phillips, do Alter Bridge

A 89 conversou com o Scott Phillips, baterista do Alter Bridge, que está muito empolgado para tocar no Brasil. Os caras se apresentam ainda este ano, dia 21 de setembro, junto com as bandas The Cult e The Who no São Paulo Trip.

O baterista revelou como se sente tocando com essas bandas e o que os fãs podem esperar deste grande show.

Sobre os trabalhos do Alter Bridge, a banda lançou em 2016 o álbum “The Last Hero”, ele contou um pouco como tem sido a turnê desse disco e revelou que foi muito bem recebido pelos fãs.

As curiosidades do lançamento do “Live At The O2 Arena + Rarities”, entre outros projetos como o Creed e Projected, são alguns temas abordados nesta entrevista que pode ser ouvida no player abaixo.

Quem trocou uma ideia com o músico foi o nosso produtor Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: Como tem sido a turnê?

SCOTT PHILLIPS: Nós estamos em turnê desde o ano passado. No momento estou em casa, aproveitando meus dias de folga. Mas a turnê tem sido incrível. O álbum foi muito bem recebido pelo público. Estou muito empolgado para tocar para os fãs sul-americanos do Alter Bridge.

89FM: Em São Paulo vocês vão tocar com o The Who e The Cult. Como se sente tocando com essas bandas?

SCOTT PHILLIPS: São duas bandas icônicas do planeta. Nós já tocamos com The Cult antes. O baterista John Tempesta é um grande amigo. Nós temos conversado por mensagens para tentar nos encontrar.

89FM: O que podemos esperar dos shows do Alter Bridge no Brasil?

SCOTT PHILLIPS: Nós vamos fazer o que sabemos fazer. Temos orgulho dos nossos shows. Nós sentimos que todos nossos cinco álbuns foram bem sucedidos. Vai ser muito divertido. Nós sabemos que os fãs da América do Sul são apaixonados, estou ansioso para tocar para eles. E ao mesmo tempo estamos ansiosos para tocar com o The Cult e especialmente o The Who.

89FM: Você já tocou no Brasil com o Creed em 2012. O que você lembra do Brasil?

SCOTT PHILLIPS: Aquela turnê foi uma das minhas favoritas. Tivemos a chance de conhecer os fãs que acompanhavam a banda há 17 anos. Os fãs são muito apaixonados. Na própria turnê do Creed conhecemos também pessoas que são fãs do Alter Bridge e imploravam para que também tivesse shows da banda. Estou empolgado pela oportunidade disso acontecer.

89FM: Você prefere estar em estúdio ou fazendo shows?

SCOTT PHILLIPS: Entre tocar ao vivo e estar em estúdio eu curto os dois. São processos diferentes. No estúdio você cria as músicas e gosto de tocar depois para o mundo. Acredito que não só eu, mas todos da banda adoramos tocar para o público mantendo o som o mais fiel possível ao que foi feito no álbum.

89FM: Em setembro o Alter Bridge vai lançar um trabalho ao vivo, o “Live At The O2 Arena + Rarities”.  O que você pode nos falar sobre esse trabalho?

SCOTT PHILLIPS: Para nós como banda é muito bom estarmos fazendo nosso próprio show em um lugar como a Arena O2 em Londres. É algo grande. É um prédio famoso da cidade, que tem um dos nossos maiores públicos. Fico empolgado de saber que todos vão ter a oportunidade de ouvir essa apresentação. Estamos orgulhosos e esperamos que todos curtam.

89FM: Vocês também vão fazer um show com uma orquestra em Londres. Como estão os preparativos para esse dia?

SCOTT PHILLIPS: Sendo honesto, eu estou nervoso (risos). Provavelmente vai ser um dos maiores shows que nós vamos fazer. Não em termos de público, porque o local tem capacidade para cerca de seis mil pessoas. É um prédio muito importante. Por muitos anos, várias bandas que nos influenciaram tocam no Royal Albert Hall. Tocar com uma orquestra é muito diferente de tudo que já fizemos. Estou muito empolgado para ver qual vai ser o resultado.

89FM: Você também vai lançar um novo álbum com o Projected. Como vai ser esse álbum?

SCOTT PHILLIPS: O álbum acabou de sair nos Estados Unidos. Estou muito empolgado para todos poderem ouvir. Sou fã do nosso primeiro disco. Nós nunca tivemos uma chance como banda de fazer um show ao vivo. Tocamos apenas uma vez por vinte minutos. Então é muito bom ter a chance de lançar todo esse material novo. São vinte e uma músicas ao todo neste novo disco. Estamos trabalhando para conseguir tocar. Vai ser muito divertido. Nós quatro da banda somos amigos há muito tempo. Sou um grande fã do Sevendust. E o Eric, um dos guitarristas, eu conheço desde 1999. Quando estivemos com o Creed na turnê na América do Sul ele foi um dos guitarristas de suporte para a banda. Então nós já viajamos muito juntos. Estou empolgado para sair em turnê com o Projected quando surgir a oportunidade.

89FM: Como você se organiza para conseguir cumprir todos os seus compromissos com todos esses projetos que tem feito?

SCOTT PHILLIPS: Não é fácil. Nós pegamos o calendário e tentamos organizar tudo o que for possível. O Myles Kennedy tem compromissos maiores como o trabalho solo do Slash há alguns anos. O Mark Tremonti tem seu próprio projeto solo que é um sucesso. Eu também tenho o Projected, que também faz parte da minha agenda. Desde 2009 temos que planejar no calendário quando é o momento do Alter Bridge, do Slash, Tremonti, Creed. Até o momento tem dado certo essa organização.

89FM: Vocês já têm novos planos para o Creed?

SCOTT PHILLIPS: Por enquanto não temos planos. O Scott Stapp está com o seu projeto solo e também com a banda Art Of Anarchy, que está em turnê. Então não temos planos para nada por enquanto. Todo mundo está bem no que está fazendo agora. Estamos indo e voltando desde 2003, quando estávamos no auge. Mas provavelmente vamos fazer alguma coisa no futuro. Qualquer coisa é possível, então nunca se sabe o que pode acontecer.

89FM: Como você sentiu as perdas do Chris Cornell e do Chester Bennington e na sua opinião por quê essas mortes trágicas estão acontecendo no rock?

SCOTT PHILLIPS: Essa é uma pergunta difícil de responder. Eu sou muito fã do Soundgarden. Nós tocamos com eles em maio em Memphis, Tenesse, dez dias antes do Chris cometer o suicídio. Todos nós ficamos muito mal. Para o Mark, Brian e eu, o Soundgarden foi uma das grandes influências. E o Chris era um compositor que realmente era uma inspiração. Acho que ninguém percebeu que isso iria acontecer, foi um choque para todos. E com o Chester foi a mesma coisa. Nós tivemos oportunidades de tocar em alguns shows com ele. Fizemos um quando ele estava com o Stone Temple Pilots no lugar do Scott Weiland. Eu nunca tive a oportunidade de conversar com o Chester, mas conheci a equipe dele e tínhamos muitos amigos em comum. Ele parecia ser um cara ótimo. Os dois foram uma grande perda para a música e para o mundo.

O São Paulo Trip ocorrerá entre os dias 21 e 26 de setembro no Allianz Parque. O evento leva promoção da 89. Fique ligado em nossas redes sociais!

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Redação 89

Entrevista: Dean Fertita, do Queens Of The Stone Age

A 89 conversou por telefone com o Dean Fertita, guitarrista do Queens Of The Stone Age, que está preparando com seus colegas de banda o lançamento do novo álbum “Villains”.

Esse trabalho está programado para ser lançado no dia 25 de agosto. O guitarrista falou sobre o processo de produção e composição do disco.

“Villains” é o segundo álbum com essa formação atual do Queens Of The Stone Age, ele contou um pouco como foi trabalhar novamente com a banda, “Sinto que é uma família agora”.

Outro destaque da nossa entrevista é sobre a banda trabalhar com o produtor musical Mark Ronson (já trabalhou com grandes nomes da música como Amy Winehouse, Paul McCartney, Bruno Mars, entre outros). Dean fala que Mark é incrível, a conexão entre eles foi tão completa que é como se tivesse outro integrante na banda.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Dean Fertita:

Transcrição da entrevista:

89FM: Como foi o processo de gravação e composição do novo álbum Villains?

DEAN FERTITA: Em alguns aspectos foi parecido com o último, o …Like Clockwork, em outros foi o oposto. O tempo foi igual entre compor as músicas e finalizar o disco. A grande diferença é que todos se entregaram bastante. Estávamos todos melhores emocionalmente para este álbum..

89FM: Já é o segundo álbum com essa formação atual do Queens Of The Stone Age. Como foi trabalhar novamente com a banda?

DEAN FERTITA: Sinto que é uma família agora. Esse na verdade é o primeiro álbum completo que fazemos com essa formação, já com o Jon Theodore na bateria. No último ele só participou de uma música, mas fez toda a turnê com a gente. Mas agora que passamos os últimos anos juntos, sinto que estamos bem sólidos. Sinto que “é isso aí”. É uma conexão muito forte entre todos nós e não acho que haverá mudanças por um tempo.

89FM: Qual é a sua opinião sobre o produtor musical Mark Ronson (já trabalhou com grandes nomes da música como Amy Winehouse, Paul McCartney, Bruno Mars, entre outros) e como foi trabalhar com ele?

DEAN FERTITA: Ele foi incrível. O que eu mais gostei de trabalhar com ele foi o fato que nos deixava criar. Ficava assistindo do outro lado do estúdio e toda vez que tinha uma sugestão ou ideia, realmente melhorava o que estávamos fazendo. Ele se encaixou perfeitamente. Foi como se tivéssemos outro integrante da banda com a gente. Ele também é um cara muito engraçado, então foi ótimo estar com ele.

89FM: Como vocês decidiram quais músicas fariam parte do Villains?
DEAN FERTITA: Pensamos de forma coletiva, foi decidido em grupo. Decidimos por colocar músicas que tivessem certa coerência do começo ao fim.

89FM: Qual é a sua música favorita?
DEAN FERTITA: Acho que no momento a minha favorita é a “The Evil Has Landed”.

89FM: Algum motivo particular para escolher essa música?

DEAN FERTITA: Não sei se tem um motivo particular. É um som muito único. Não volta para o mesmo lugar duas vezes. A música vai mudando constantemente. É uma forma divertida de lidar com o processo de composição. Totalmente não convencional.

89FM: Vocês já lançaram a música “The Way You Used To Do”. Por quê escolheram ela para ser o primeiro single?
DEAN FERTITA: Desde o primeiro dia que tocamos essa música, sentimos que seria a primeira para mostrar para o mundo deste trabalho. Então nem questionamos isso. Sabemos que seria ela e confiamos nossos instintos nisso.

89FM: Por quê o nome Villains?

DEAN FERTITA: Eu acho que o Josh Homme e todo mundo precisa de um vilão para lutar. Então generalizando, eu acho que é um termo que todos podem se relacionar e precisar para a vida.

89FM: E quem é o seu vilão?

DEAN FERTITA: No momento, provavelmente é o tempo. Eu sinto que não tenho tempo suficiente para as coisas e fico rezando para ter mais.

89FM: Qual é a melhor e a pior coisa de trabalhar com o Josh Homme?

DEAN FERTITA: Me sinto abençoado de estar com esse cara o tempo todo. Ele tem uma perspectiva única para as coisas. Eu sinto confiança para segui-lo e que vai me levar para um bom lugar. Se eu fico questionando o que eu estou fazendo, ele sempre sabe o que dizer ou fazer a coisa certa para que tire mais de mim como músico. E o lado negativo é que eu sou o único da banda que não mora na Califórnia. Então tenho que ficar muito tempo longe da minha família. Mas todos entendem, então não é um grande problema.

89FM: Na sua opinião, o rock está morto?

DEAN FERTITA: Não está morto na minha vida, então o rock não morreu. Sempre foi importante para mim e ainda me empolgo com isso. Então enquanto for importante para mim e para as pessoas que estão a minha volta, o rock não está morto. Acho que tem muitas pessoas fazendo boas músicas. Isso sempre vai durar. Eu acho que vamos ver um dia que o rock vai voltar a estar em evidência. Eu não odeio do jeito que está. Como disse, tem muitas pessoas fazendo grandes músicas de rock que inspiram. Eu quero manter contato com essas pessoas.

89FM: Alguma chance de virem ao Brasil nesta turnê?

DEAN FERTITA: Eu acho que as pessoas podem contar com isso. Ainda não temos uma data definida. Nossa última turnê nós começamos e também terminamos na América do Sul. É um lugar muito importante para nós. Com certeza vamos passar por aí em algum momento, espero que em breve.

89FM: O que você lembra do Brasil?

DEAN FERTITA: Eu sempre adorei os shows que fizemos na América do Sul. Eu tive a oportunidade de tocar com duas bandas diferentes no Brasil. É um país muito bonito e tem muitos lugares que ainda não vi. Espero que da próxima vez a gente tenha a oportunidade de sair com mais frequência. Quero conhecer o máximo que eu puder. Mal posso esperar para estar no Brasil.

89FM: Como músico, como você se sente em relação ao terrorismo que tem acontecido em alguns shows (os mais recentes em Manchester no show da Ariana Grande em maio e em Paris durante uma apresentação do Eagles Of Death Metal em 2015)?

DEAN FERTITA: É obvio que é horrível. Eu não sei que tipo de fé faz injustiças, mas toda vez que alguma coisa dessa acontece, é muito importante lutar contra isso, não ter medo, viver sua vida, se preocupar com os outros. Temos que continuar fazendo isso. Provavelmente mais coisas assim vão acontecer nos próximos anos. Mas sempre tento olhar o lado bom desses cenários ruins para ter confiança que as pessoas vão ser mais próximas. Na última década vi pessoas afastadas de diversas formas. Coisas assim podem aproximar as pessoas e espero que isso aconteça. Espero que seja um fator positivo que pode acontecer desses atentados horríveis que vem ocorrendo.

89FM: O quanto você acha que o seu estilo de tocar acrescentou ou mudou no som do Queens Of The Stone Age desde quando entrou para a banda?
DEAN FERTITA: Eu sempre vejo as coisas num sentido mais amplo. Não penso se o que eu vou fazer vai mudar alguma coisa, mas sim na combinação do que podemos fazer para um ajudar ao outro. Toda vez que alguém novo toca com a gente, a dinâmica muda um pouco. E acho que temos uma conexão muito boa como banda. Cada um tem uma vibração própria e isso acontece por causa da outra pessoa e assim nos conectamos. É assim que eu espero que as coisas aconteçam. Minhas contribuições, sejam elas quais forem, inspira alguém de alguma forma.

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Redação 89

89 conversa com Brad Wilk, do Prophets Of Rage

A 89 conversou por telefone com Brad Wilk, baterista do Prophets of Rage, que está preparando com seus colegas de banda um disco homônimo de estreia.

Esse trabalho está programado para chegar em 15 de setembro e já teve dois singles disponibilizados, “Unfuck The World” e “Living on the 110”.

Brad fala que a banda está muito orgulhosa pelo disco, comenta a produção do primeiro videoclipe deles com o diretor Michael Moore e fala sobre os próximos passos do Prophets Of Rage para promover o álbum.

Outro destaque da nossa entrevista é a morte de Chris Cornell, que foi citada por Brad como uma lembrança importante pelos momentos compartilhados enquanto tocaram juntos no Audioslave.

Utilize o player abaixo e ouça nosso bate papo com Brad Wilk:

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Thais Yamamoto

Entrevista: John Fred Young, do Black Stone Cherry

Hollywood traz adoráveis surpresas. Algumas semanas atrás vi que o Black Stone Cherry iria se apresentar no legendário Whisky A Go Go, palco onde artistas como The Doors, Van Halen, Guns N Roses e muito outros começaram. A primeira vez que o Black Stone Cherry tocou no Brasil foi em setembro do ano passado e também foi a primeira vez que eu entrevistei a banda.

Na ultima sexta-feira dia 02 de junho encontrei com John Fred, baterista da banda e batemos um papo super divertido no Rainbow (outro legendário bar que também foi berço de muitas bandas, mas isso é historia para outra matéria).

Ano passado foi a primeira vez do Black Stone Cherry no Brasil. O que você se lembra sobre o Maximus Festival e São Paulo?

Vou te contar, essa foi a nossa primeira vez da vida na América do Sul. Nós voamos para São Paulo e eu me lembro que eu estava tão pronto para essa experiência, para a cultura da América do Sul e para os fãs. Todos que já estiveram lá me falavam ‘você não percebe o que está fazendo tocar lá, porque a paixão dos fãs é surpreendente’. Para nós, foi um pouco estranho porque o Ben (Wells), nosso guitarrista não conseguiu ir por problemas pessoais, ele ficou muito mal com a situação, mas não pode viajar. Joe (Storm) nosso grande amigo do Halestorm substituiu ele. Então essa foi a primeira vez que fomos para a América do Sul e sem nosso guitarrista. Mas foi ótimo porque Joe fez um ótimo trabalho. Mas temos que voltar com a banda toda.  Lembro também da comida!  As vezes quando tocamos em festivais o catering não é tão bom, mas eu me lembro de ter sentado por duas horas no catering no Maximus e comido muito, porque a comida era maravilhosa! Tudo foi demais… eu fiquei muito surpreso com a quantidade de pessoas cantando as nossas músicas. É incrível como a música viaja. Lembro que nosso set era de 50 ou 45 minutos, não me lembro direito, apensar do tempo ser curto foi o suficiente.

Você acabou de falar sobre o tempo de palco que tiveram no festival. Normalmente quando fazem shows em festivais o tempo é curto e algumas músicas são entram para o setlist. Qual é a maior diferença entre tocar em um grande festival e em um show solo num lugar menor? O que você prefere?

Essa é uma pergunta muito boa e difícil de responder. Em 2007 começamos a tocar na Inglaterra e foi incrível! Foi muito importante fazer isso, porque nos Estados Unidos é muito difícil fazer Black Stone Cherry tocar no rádio. Muitas pessoas na industria gostam da nossa música, mas muitas rádios não tocam nossa música talvez por termos um estilo meio Southern, e eu conheço outras bandas assim como Blackberry Smoke e The Cadillac Three. Eles também tem esse problema. Recentemente ouvimos uma entrevista com o Iron Maiden e eles falaram que no começo deles era assim também, mas que o que importava eram os shows ao vivo. Black Stone Cherry é uma banda ao vivo, por isso que as pessoas vão aos shows ver a gente. Agora sobre a pergunta do que eu prefiro, para falar a verdade não importa, porque vamos fazer o melhor show que podemos. É claro que tocar em grandes arenas e em festivais é uma bênção pela quantidade de pessoas, mas shows pequenos são muito mais intimistas. Nós tentamos pegar essa intimidade que temos nos shows pequenos e levar para os festivais. Não importa aonde estamos tocando, sempre vamos dar o melhor de nós.

Alguns meses atrás vocês lançaram o clipe de “Cheaper to Drink Alone”. O quão divertido foi gravar isso?

Surreal! Foi o vídeo mais divertido que já gravamos! O nosso senso de humor do dia a dia está naquele vídeo. Queríamos fazer um vídeo desses há muito tempo. A pessoas sempre falam ‘vocês têm que fazer um vídeo de rock serio’. Quando estávamos na Roadrunner Records (gravadora), ficamos lá por quase uma década e eles sempre falaram que os vídeos tinham que ser sérios e nós somos! Somos uma banda de rock do sul metal stoner country fora-da-lei… mas não queremos ser sérios o tempo todo! (risos). Desde que saímos dessa gravadora temos mais controle sobre as coisas que fazemos. Estávamos numa conferencia pelo telefone conversando sobre o vídeo e pensamos que se fizéssemos algo serio com atores e tudo mais… todo mundo faz isso, sabe? Por isso que temos que fazer algo bobo e engraçado para as pessoas rirem e ficou ótimo! Eu estou uma mulher maravilhosa no vídeo! (Risos). Gravamos num bar super pequeno perto de casa chamado Spillway, e eles sempre quiseram que tocássemos lá. Como precisávamos de uma locação para o vídeo decidimos gravar lá! Depois da gravação ainda fizemos um pequeno show, não cobramos ingresso e tocamos umas 6, 7 músicas.

Quando você começou a tocar bateria e quando você percebeu que essa era a carreira que queria seguir?

Meu tio Fred, ele toca bateria na banda The Kentucky Headhunters e ele me deu um kit de bateria quando eu tinha 4 anos. Mas quando eu comecei mesmo a tocar eu tinha 13 anos. Porque Chris (Robertson – vocalista da banda) e eu estudamos juntos na pré-escola e quando tínhamos uns 13 anos ele sugeriu que a gente montasse uma banda. Jon (Lawhon), nosso baixista, ele era esse cara bronzeado da Florida e a gente não gostava e nem falávamos com ele, porque todas as meninas da escola gostavam dele, mas foi engraçado porque o dia em que descobrimos que ele tocava guitarra parecíamos abelha atrás de mel, fomos falar com ele ‘E ai cara, como vai’. Jon tocava guitarra, mas o que nós não tínhamos era um baixista. Então o Chris sugeriu que ele trocasse a guitarra pelo baixo. Ele aceitou trocar e hoje é um dos melhores baixistas do mundo. É engraçado porque tocamos blues por pelo menos um ano e meio, e eramos só nós três. Um dia fomos a essa festa num lugar isolado, não tinha aquecedor, não tinha encanamento, ficamos lá e tocamos no inverno, quase morremos. Foi muito legal porque os posters que tinham na parede eram do Cream, Zeppelin, e o conhecemos esse guitarrista (Ben Wells) muito bom lá e o convidamos para tocar com a gente no dia seguinte. Isso foi no dia 4 de junho de 2001 e começamos a banda. Foi no aniversario de 16 anos do Chris.

Você falou que vão entrar em estúdio em setembro/outubro…

Sim sim! Vamos tentar começar a gravar o novo álbum em setembro e deve sair provavelmente no primeiro dia do ano que vem.

Black Stone Cherry tem planos de tocar na América do Sul de novo?

Por enquanto não. Mas te digo que vamos estar lá antes do que você pensa. Fizemos muitas turnês distantes nos últimos anos, como Austrália, América do Sul, tem sido muito bom. Sempre tentamos voltar, porque sabe, não gostamos de ir para um lugar e não voltar! Eu conheci muitas pessoas legais na América do Sul, fomos para São Paulo, Argentina… e me surpreendeu muito. Tudo o que as pessoas falavam é realmente verdade. Acho que começamos um bom relacionamento com a América do Sul!

Foto: Camila Cara

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Thais Yamamoto

POWERFLO: supergrupo com membros do Cypress Hill e Biohazard

Eram quase onze da noite quando cheguei no West L.A Studio. Fui assistir o primeiro ensaio oficial do Powerflo. Talvez esse nome ainda não soe familiar para você, mas com certeza os membros dessa banda são. O Powerflo é um supergrupo formado por Sendog (Cypress Hill), Billy Graziadei (Biohazard), Roy Lozano (Downset), Christian Oldewolbers (Ex-Fear Factor) e pelo brasileiro Fernando Schaefer (Worst).

Banda nova + músicos experientes. Se existe alguma coisa perto de ser uma “formula do sucesso”, eu diria que é essa. Da pra sentir no ar. A banda lançou seu primeiro single, Resistence, semana passada e ensaia para o primeiro show semana que vem, dia 24 de maio em Santa Ana. O ensaio durou cerca de 3 horas, com direito a pizzas, risadas e até ideia para uma música nova. O álbum completo vai ser lançado dia 23 de junho.

Depois do ensaio conversei com SenDog e com Fernando Schaefer sobre a banda:

Quem teve a ideia de criar o Powerflo e como como isso tudo isso aconteceu?

Sendog: Começou com eu e o Roy Lozano. Um dia ele estava me dando uma carona para o aeroporto, eu ia viajar para fazer uns shows com o Cypress Hill e o Roy tocou umas musicas que ele estava fazendo para uma outra pessoa e eu gostei muito, era pesado. Então pensei, “por que você não cria algumas coisas pra mim?” E ele fez isso! Quando eu voltei da turnê ele me mostrou algumas musicas e a primeira música que fizemos juntos acabou entrando para o CD. A partir daquele ponto, nos reunimos todos os domingos e senti que estávamos fazendo coisas interessantes. Eu percebi muito rápido que precisaria de uma banda, que não seria um álbum solo do Sendog, sabe? Falei para eu e o Roy irmos atrás de algumas pessoas. O primeiro cara da lista era o Christian (Oldewolbers) porque sabíamos que ele tinha saído do Fear Factory. Então a conversa passou para bateristas, eu queria trabalhar com o Dave Lombardo porque somos amigos de infância, estudamos no mesmo colegial, mas ele estava fazendo algumas coisas diferentes e o timing não bateu. Roy então me falou sobre o Fernando Schaefer, e quando eu vi ele em uma revista no Brasil pensei “esse é o cara que o Roy me falou! “, então liguei para ele e ele topou fazer essa viagem até Los Angeles. Isso mostrou muito sobre o compromisso que ele tem com o Powerflo.

Como foi a mudança de São Paulo para Los Angeles?

Fernando: Não foi fácil. A gente sente saudade da família e dos amigos brasileiros, porque a cultura aqui é muito diferente, mas está sendo incrível. Ano passado eu vim três vezes para Los Angeles gravar o álbum. Eu conheci o Roy em 2013 na Alemanha, ele me viu tocar quando eu estava em turnê com o First Blood e me falou sobre o projeto que ele tinha com o Sendog. Depois nos falamos por email, ele acabou virando fã do Worst e falou que eu precisava me mudar para Los Angeles.

Vocês acabaram de lançar o primeiro single, Resistence, qual é a historia ou mensagem por trás dessa musica?

Sendog: A mensagem é basicamente “lute pelos seus direitos”. Você é um ser humano nesse planeta e merece o melhor, e se você não conseguir o melhor, lute por isso! Mostre sua voz! Se você ver algo que está errado, mostre sua opinião. Você não pode ficar calado nos dias de hoje, especialmente com o clima, a politica… eu acho que as pessoas têm que tomar coragem e lutar.

Como foi o processo de gravação do álbum?

Fernando: O Roy falou que íamos gravar no NRG e eu já tinha ouvido falar desse estúdio porque o Slayer tinha gravado lá. Quando eu cheguei no estúdio, eles têm uma sala com a decoração toda marroquina e som de lá é impressionante! Eles me disseram que eu precisava de um drum tech para a gravação… e eu nunca tive um drum tech (risos). Então contratamos um cara que trabalhou com Slipknot e o som ficou incrível. Eu usei uma Ludwing custom com bumbo de 24’’, ficou um som que eu nunca tirei na minha vida antes. Quando vocês escutarem o álbum vocês vão entender do que eu estou falando. Depois também fizemos algumas coisas no Fire Water Studios, do Billy (Biohazard), nosso guitarrista. Criamos umas 3, 4 musicas lá… o Billy trouxe umas melodias muito legais, porque ele também é pianista.

Você tem o Powerflo agora, o B-Real está tocando com o Prophets of Rage, isso significa alguma mudança para o Cypress Hill? Vocês vão diminuir o ritmo?

Semdog: O Cypress Hill ainda é um banda completa e 100% ativa. Eu respeito o Chuck D e o B-Real pelo o que eles estão fazendo no Profits, pois eles quiseram que eu me sentisse confortável com isso também. Eles me convidaram para os primeiros ensaios, antes mesmo do anuncio oficial. Eles queriam saber se eu estava de acordo com aquilo e queriam minha benção, e estava tudo bem por mim. Ao mesmo tempo que existe uma banda chamada Powerflo, também existe uma banda chamada Prophets of Rage e também uma chamada Cypress Hill e isso nunca vai morrer.

Eu e o B-Real temos muito respeito pelo legado que criamos e que ainda temos que continuar, não existe nenhuma conversa sobre Cypress Hill se aposentar ou parar, alias, temos um ótimo material novo, dois álbuns no processo, podem esperar.

Quais são os próximos passos de Powerflo?

Sendog: Temos algumas datas e estamos conversando com o P.O.D, datas na Califórnia e Seattle. Depois disso estou ansioso para levar a banda para Europa e América do Sul, tocar em festivais e mostrar os excelentes músicos que eu tenho comigo. Temos também nosso segundo single que sai em junho com um videoclipe.

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Redação 89

89 entrevista Hatebreed, atração do Maximus Festival

Hatebreed é uma banda americana de metalcore que já está nas estrada há mais de duas décadas com sete álbuns de estúdio e uma legião de fãs espalhados pelo mundo.

Os caras são uma das grandes atrações do Maximus Festival, que rola hoje no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Eles tocam às 14h no palco Rockatansky.

Frank Novinec, guitarrista do Hatebreed, falou via telefone com a 89 e contou um pouco sobre a expectativa do grupo para o Maximus, que será transmitido pelo RadioRock.Com.Br.

Quem trocou uma ideia com o músico foi o nosso produtor Wendell Correia:

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Willian Maier

Joe Sumner, filho de Sting, revela expectativa de abrir show do pai em SP

Neste sábado tem show internacional de altíssima qualidade no Allianz Parque. Ninguém menos que Sting marcará presença em seu único show de sua nova turnê mundial no Brasil.

Quem vai abrir a apresentação é Joe Sumner, filho de Sting, que conversou com a 89 e deu detalhes sobre a expectativa de tocar para o público brasileiro.

Utilize o player abaixo e curta o bate papo do músico com Wendell Correia:

Transcrição da entrevista:

89FM: O que você conhece do Brasil?

Conheço o futebol e acho o sotaque dos brasileiros é muito legal. Já estive no Rio de Janeiro e São Paulo. É maravilhoso. Conheci um pouco, mas não conheço o suficiente. Em breve estarei no país para aprender mais.

89FM: Quais são as expectativas para o show no Brasil?

Eu acho que vai ser louco! Vamos fazer um verdadeiro show de rock. Eu sempre quis tocar no Brasil, que tem festivais como o Rock In Rio. É sempre muito bom.

89FM: Está preparando algo especial para essa apresentação?

Estou tentando aprender um pouco do português que vocês falam no Brasil. Eu também escrevo músicas todo dia, então vou tocar algumas delas.

89FM: Quais palavras em português você já sabe falar?

Só o básico: “obrigado”, “muito prazer” e coisas como essas. Mas vou aprender mais.

89FM: Como tem sido a turnê com o seu pai (Sting)?

Tem sido muito divertido. Ele tem uma banda de abertura. E depois tem outra parte que eu participo, para no final todos tocarem juntos. E eu também sou backing vocal da banda principal do Sting. Então todos de alguma forma tocam juntos e tem sido muito bom, todos são muito legais. Ficam todos felizes e por isso que é ótimo.

89FM: Você vai tocar junto com o seu pai neste show? Como vai ser?

Vou tocar um pouco de guitarra e violão, fazer o backing vocal e também cantar algumas músicas.

89FM: Quando você decidiu que também seria músico?

Há milhares de anos, quando eu era adolescente. Minha banda favorita era o Nirvana. Quando escutei o som deles, eu formei uma banda, e foi assim que começou.

89FM: Você aprendeu a tocar guitarra com as músicas do Nirvana?

Sim, aprendi a tocar com as músicas deles. Eu fazia ‘power chords’. Também adorava Social Distortion.

89FM: Como você recebeu a notícia da morte de Kurt Cobain na época?

Foi triste. Eu era um adolescente, então fiquei bem deprimido. É uma coisa ruim que acontece com as pessoas. E você fica pensando “será que alguém o ajudou?”. Com certeza ele estava sofrendo bastante. Então eu fiquei muito triste.

89FM: Você já teve a oportunidade de conhecer Dave Grohl (baterista do Nirvana) e Krist Novoselic (baixista do Nirvana)?

Já falei com o Dave Grohl algumas vezes, mas nunca conheci o Krist. Ele parece ser um cara legal.

89FM: Você vai lançar a música “Jelly Bean” (uma expressão em inglês usada para descrever alguém que parece ser bravo, mas na verdade é calmo). O que significa essa música para você?

Fala sobre os meus filhos. Eu tive quatro nos últimos anos e eles mudaram completamente a minha vida. Então agora a maioria das minhas músicas fala sobre eles. “Jelly Bean” fala sobre a alegria em ser um pai. Ter a minha primeira filha foi perfeito. Ela era um pouco “Jelly Bean” e faz tudo ficar bem.

89FM: Você acha que os seus filhos também serão músicos?

Eles já são músicos (risos). Eu não vou ter esse trabalho porque eles já ouvem, fazem e tocam música. Eles compõem também, então podem fazer o que eles quiserem. Eles têm esse poder.

89FM: Qual foi o melhor conselho que o Sting já te deu como pai e como músico?

Como pai, ela fala que não posso ficar ansioso. Não se preocupar demais e tentar se divertir. E que qualquer coisa que você esteja fazendo, provavelmente está fazendo errado, então apenas se divirta.

89FM: Você tem algum álbum favorito dos trabalhos solos do Sting ou do Police?

O álbum“The Soul Cages” foi importante para mim. Foi quando o meu avô faleceu e eu estava muito mal com isso, e esse disco realmente me ajudou a me recuperar. Mas também gosto de várias músicas dele. Eu geralmente gosto de músicas que ele não toca mais. Acho que a minha favorita do Police é “Can’t Stand Losing You”.

89FM: Quais são os seus próximos projetos na música?

Estou fazendo um álbum solo no momento. Espero terminar até o fim do ano. Quero sair em turnê novamente, mas provavelmente vou tocar em lugares menores. No momento tem sido apenas voz e violão, bem simples. Realmente espero terminar tudo antes do Natal.

89FM: Quais são as principais inspirações para o álbum solo?

A maior parte da inspiração são os meus filhos e muito vem desse “cara” (Deus) que fez coisas incríveis e esse mundo é maravilhoso. Então tento olhar o que está a minha volta e começar a escrever e pensar sobre isso. Com certeza pensar na vida no futuro, como nós estaremos em relação ao planeta e tentar ser feliz. Isso é o que eu tento desenvolver nas minhas letras.

89FM: Você acha que a ideia do Vyclone (aplicativo criado pelo Joe Sumner que utiliza o GPS e sincroniza vídeos que estão sendo gravados por celulares que estão no mesmo local por ângulos diferentes) é ainda melhor agora com

o número cada vez maior de pessoas filmando os shows com os próprios celulares?

Sim. Tivemos que desativar um pouco o aplicativo porque estávamos ocupados com a música. Mas você está certo, todo mundo faz isso. Me faz pensar que temos que fazer isso novamente. Todos gravam e vemos vendas de tudo hoje em dia. Seria legal se fizéssemos tudo isso ter um sentido.

89FM: Você compra músicas em forma física (CD / vinil) ou escuta através de streaming?

Eu escuto mais por streaming. Um amigo meu abriu uma empresa de vinil chamada BYNL onde eles enviam três discos todo mês e eles que escolhem os artistas. E também tem uma opção onde você pode ouvir todos os discos. É uma experiência diferente. Eu não gosto da ideia de colecionar esses itens na minha casa e ter milhares de discos. Eu gosto de ser livre de materiais físicos. É difícil de carregar e ocupam espaço. Eu imagino se pudéssemos compartilhar entre todos as cópias físicas. Seria algo legal.

89FM: Tem alguma história engraçada que tenha acontecido na sua carreira que possa nos contar?

Quase tudo é engraçado nesse mundo da música (risos). Lembro que uma vez eu estava na Áustria para fazer um show e o promotor me pediu para tocar no álbum solo dele. Disse que tudo bem, contanto que ele trouxesse a minha esposa para curtir férias por uma semana. Então fiquei um dia escrevendo músicas com ele enquanto ele vivia numa casa no meio do mato e sugeriu que deveríamos escrever uma letra sobre a Paris Hilton. Eu achei que seria estúpido fazer isso. Mas estávamos na Áustria no meio do nada, então por quê não? Escrevemos a música que chamamos de “Paris Paris” que eu achei boba no começo. Mas foi número um instantaneamente na Áustria. Então foi o meu maior hit, e eu não acho que isso aconteceria. Mas foi muito legal e também nos apresentamos em programas de TV.

89FM: Você gostaria de deixar algum recado para os brasileiros?

Estou animado para tocar no Brasil pela primeira vez. Gostaria que todos fossem ao show e também gostaria que ouvissem as minhas músicas e dissessem a sua opinião.

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Redação 89

Dire Straits Legacy prepara álbum de inéditas

A 89 conversou com exclusividade com Phil Palmer, guitarrista que já tocou com vários músicos influentes do universo do rock, como Eric Clapton, só para citar um exemplo.

Phil também faz parte do Dire Straits e atualmente ele comanda o projeto Dire Straits Legacy, que apresenta músicas do repertório da banda que marcou os anos 80.

Esse grupo tributo vai tocar no próximo dia 4 de maio no Espaço das Américas, em São Paulo, mostrando os grandes sucessos do Dire Straits para o público paulistano.

E o mais bacana nisso tudo é que algumas faixas inéditas, que o Dire Straits Legacy acabou de compor, poderão ser apresentadas nesse show.

Phil revelou para a 89 que a banda já tem cinco músicas novas prontas e deve gravar mais outras cinco até o final do ano, para daí lançar um disco cheio, que ainda não tem título definido.

Utilize o player abaixo e ouça a entrevista de Phil Palmer para a 89 A Rádio Rock:

Transcrição da entrevista:

89FM: O que você sabe sobre o Brasil?

PHIL PALMER: Eu já estive algumas vezes no Brasil e sempre me diverti. Estive com a banda do Eric Clapton pela Journeyman Tour no começo dos anos 1990 e ano passado tocando com o Eros Ramazzotti.

89FM: Desde 2013 você tem feito shows com o Dire Straits Legacy. Como aconteceu essa reunião e por quê decidiram fazer uma turnê mundial?

PHIL PALMER: Nós começamos como um conceito. Foi um projeto que começou com o italiano Marco Caviglia, que é muito fã do Mark Knopfler. E gradualmente, chamando um por um, ele teve a ideia de refazer a banda, incluindo alguns integrantes da formação original. E nos divertimos muito. O mais importante é que o primeiro show que fizemos foi em Roma na Itália para um público de seis mil pessoas. Então imediatamente entendemos que o Dire Straits é muito importante para os fãs e com isso começamos a desenvolver a ideia, que inclui quatro membros que tocaram na banda, que somos eu (na guitarra e vocais), Alan Clark (piano, órgão e teclados), Mel Collins (saxofone) e Danny Cummings (percussão e vocais) e as vezes temos convidados como o John Illsley, o baixista original, e então decidimos voltar a estrada e aqui estamos.

89FM: O Mark Knopfler tem conhecimento do Dire Straits Legacy?

PHIL PALMER: Sim, com certeza ele sabe sobre o que estamos fazendo. Quando discutimos sobre o projeto falamos sobre carregar o mesmo respeito e espírito da banda original. Ele não toca mais as músicas do Dire Straits. Ele quer preservar o espírito e a memória do que fizeram. Essa é a principal preocupação dele. Nós adoraríamos que ele fizesse parte disso, mas não acho que isso vai acontecer.

89FM: Qual você acha que é o maior legado do Dire Straits?

PHIL PALMER: É interessante falar disso, as músicas do Mark Knopfler são muito importantes para muitas pessoas no mundo. Trinta milhões compraram o álbum Brothers In Arms. Fez parte da vida delas. É por isso que eu acho que amam as músicas do Dire Straits, pois elas podem reviver alguns momentos divertidos que tiveram quando eram jovens. O interessante também é que o público está se regenerando. Inclui as pessoas da época da banda, mas também jovens de 16 anos que são fascinados pela história e querem ver ao vivo pela primeira vez.

89FM: Você tem uma música favorita do Dire Straits para ouvir ou tocar?

PHIL PALMER: Eu amo tocar “Telegraph Road”, é praticamente uma viagem. São longos arranjos durante 13 minutos. Então eu escolho “Telegraph Road”, “Sultans Of Swing”, claro, “Private Investigations”, “Romeo And Juliet”…eu amo todas na verdade! São músicas ótimas para ouvir e tocar e as pessoas adoram ouvi-las.

89FM: Estão preparando algo especial para os shows no Brasil?

PHIL PALMER: Vamos tocar todas as músicas favoritas do Dire Straits, como “Money For Nothing”, e as que eu já mencionei. Estamos trabalhando em algumas faixas nossas no estilo do Dire Straits e vamos toca-las no Brasil.

89FM: Você já tocou com muitos músicos na sua carreira. Tem algum que ainda não teve a oportunidade de tocar, mas gostaria?

PHIL PALMER: Sim, tem o Donald Fagen. Eu adoraria trabalhar com ele. Foi o responsável por formar a banda Steely Dan, e eles foram uma grande influência musical durante toda a minha vida. Ele é a única pessoa que eu sinto a falta de não ter trabalhado até agora. Mas tem vários outros que eu ainda não trabalhei. Eu toquei em mais de cinco mil músicas nos últimos quarenta anos. Tem sido uma trajetória maravilhosa.

89FM: Se você pudesse reviver algum momento da sua carreira, qual gostaria?

PHIL PALMER: Seria com a banda do Eric Clapton e também com o Dire Straits. É algo próximo. Isso foi entre os anos 1988 até 1992, quando eu acompanhei o Eric Clapton na Journeyman Tour. Nas duas últimas semanas dessa turnê eu estava trabalhando com o Dire Straits e foi muito produtivo. Foi um período muito bom para mim.

89FM: Da nova geração de guitarristas, quais você gosta?

PHIL PALMER: Eu gosto do americano Derek Trucks, que recentemente também tocou com o Eric Clapton. Também tem o John Mayer, que eu acho um ótimo guitarrista.

89FM: Qual é o futuro do Dire Straits Legacy?

PHIL PALMER: Estamos no processo de gravar novas músicas. Acredito que depois de seis meses vamos ter terminado esse projeto. Já gravamos cinco faixas e vamos gravar mais outras cinco. Então provavelmente ainda neste ano vamos ter um álbum completo para lançar.

89FM: O que mudou na indústria musical em relação ao início da sua carreira?

PHIL PALMER: Os computadores mudaram tudo. Acho que nos últimos vinte anos, principalmente dos anos 1990 até agora, mudou bastante. As pessoas não compram mais as músicas, elas fazem download. Então muitos dos problemas financeiros da indústria musical é por conta disso. Como músico, eu adoro fazer shows. Eu sempre quero me apresentar para o público e essa é uma das razões que eu vou tocar na América do Sul em breve.

89FM: Gostaria de dizer algo para os seus fãs brasileiros?

PHIL PALMER: Todos que adoram Dire Straits, tenha certeza que gostamos de tocar essas músicas. Venha nos assistir, vai ser muito divertido e com certeza vamos tocar as suas preferidas.

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