Redação 89

89 conversa com Dan Donegan, guitarrista do Disturbed

A 89 conversou com o Dan Donegan, guitarrista da banda Disturbed, que se apresenta no Maximus Festival que está agendado para o dia 7 de setembro (feriado do Dia da Independência do Brasil) no Autódromo de Interlagos em São Paulo.

Os caras estão no final da turnê “Immortalized”, o guitarrista falou que esta indo muito bem,  que o grupo tem tocado em lugares grandes com a companhia de várias bandas, como: Breaking Benjamin, Alter Bridge e Saint Asonia.

Em setembro é a segunda vez do Disturbed no Brasil, Dan comentou sobre a receptividade dos fãs brasileiros e que os caras estão muito animados e ansiosos para voltar e fazer uma apresentação memorável.

O guitarrista ainda falou sobre o grande sucesso da faixa “The Sound Of Silence”, ele ficou abismado com a rapidez com que as respostas vieram e foi uma ótima surpresa ver que a música agradou não só aos fãs.

O  Maximus Festival é promoção 89, para ficar por dentro dos detalhes fique ligado na Rádio Rock ou acesse o site oficial do evento.

Acesse o player abaixo e curta a entrevista:

Veja abaixo a transcrição completa da entrevista:

89: Como tem sido a “Immortalized”?
Dan Donegan: As coisas estão indo bem, nós estamos tocando em alguns lugares grandes, tem ótimas bandas com a gente como o Breaking Benjamin, Alter Bridge e Saint Asonia. E provavelmente temos mais uma semana de turnê antes de voltar para casa.

89: Você prefere tocar em festivais ou nos shows que tem apenas o Disturbed?
Dan Donegan: Eu gosto de alternar. Não me importo com a variedade porque já estive em festivais muitas vezes e a gente encontra amigos de outras bandas que não víamos há algum tempo, que normalmente são os grandes nomes do evento. Mas essa turnê, sendo a atração principal junto com o Breaking Benjamin, tem sido bem sucedida e produtiva em todo show, então estamos gostando muito.

89: O que você se lembra do Brasil?
Dan Donegan: Eu lembro de como os nossos fãs foram ótimos, como fizeram barulho, se divertindo e conversando. Até no aeroporto eu me lembro que alguns deles vieram para nos encontrar, tirar fotos e pedir autógrafos. Eles pareceram muito apaixonados por música e pela banda e aquilo foi emocionante para nós porque era nossa última turnê antes do hiato. Então foi bom terminar forte assim e agora poder voltar para o Brasil. Estamos ansiosos.

89: E o que podemos esperar para o show do Disturbed em São Paulo no Maximus Festival?
Dan Donegan: Uma energia muito forte. Nós estamos muito animados e ansiosos, ficamos parados por quatro anos e agora pudemos recarregar as baterias, e nós sentimos falta do que tínhamos juntos. Então agora que estamos no palco juntos há um novo nível de animação, uma nova energia. Nosso relacionamento como banda nunca esteve tão forte, acho que é aparente para todos, e há uma grande irmandade entre nós. Só esperamos uma boa interação entre nós e os fãs. Não somos o tipo de banda que só sobe no palco e toca, nós gostamos de ter a plateia envolvida, deixamos eles serem parte do show, interagir com eles, e fazer contato. Eu gosto de olhar a multidão e fazer contato visual com o máximo de pessoas que eu conseguir e ver a emoção no rosto delas e me conectar.

 89: Nesse próximo show aqui no Brasil vão estar muitas outras bandas, como o Halestorm. Vocês já se apresentaram com a Lzzy Hale. Tem alguma chance disso acontecer aqui no Brasil?
Dan Donegan: É possível! Fico feliz que você mencionou isso. Não discutimos isso, mas com certeza é algo que devemos considerar, sabe? Nós temos ótimos fãs, tem os fãs das bandas que vão estar lá também, então tudo é possível. Lzzy Hale é uma cantora sensacional, ela é minha vocalista favorita e eu já toquei com eles muitas vezes. Eu acho que há uma possibilidade, só temos que ver se conseguimos dar um jeito.

89: Vocês costumam tocar e gravar músicas de outras bandas. Já aconteceu de tentarem fazer uma versão de alguma música, mas não gostar do resultado final?
Dan Donegan: Não, acho que não. Nós temos uma lista de ideias e quando combinamos algo, nós mergulhamos nisso e terminamos. Foi o que fizemos com “Shout” do Tears For Fears, “Land Of Confusion” do Genesis e, claro, agora com “The Sound of Silence” do Simon & Garfunkel. Nós gostamos de aceitar esse desafio e ter a pressão de tentar. A gente pega a versão do artista original e damos a nossa interpretação. Não lembro de nada que a gente tenha começado e desistido. Sempre vamos até o final.

 89: Vocês fizeram alguma versão de alguma música ou artista brasileiro?
Dan Donegan: Não, nunca. Talvez nos primeiros dias da banda, não sei…Mas nós somos grandes fãs do Soulfly, Max Cavalera e do Sepultura. Claro que o som deles é muito mais “agressivo” do que o que fazemos, mas somos grandes fãs.

89: A música “The Sound of Silence” é um grande sucesso no mundo todo. Você achou que ela faria tanto sucesso?
Dan Donegan: Pessoalmente, eu estava confiante que tínhamos feito uma ótima versão dessa música. Eu fiquei surpreso com a rapidez com que as respostas vieram, porque eu sabia que tinha sido algo importante e que nossos fãs não esperavam por algo tão diferente como isso. Eu achei que levaria um tempo para eles se acostumarem com a ideia, mas parece que eles gostaram instantaneamente. Então foi uma ótima surpresa ver que a música agradou não só aos nossos fãs mais alucinados que sempre deram muito apoio para nós, mas também pessoas que nunca escutariam, que nunca deram uma chance para banda. E nós tivemos uma resposta do próprio Paul Simon, que ouviu nossa versão e nos deu “sua benção”. Além de atores como o Russell Crowe, The Rock, tivemos muitos elogios de pessoas….ficamos muito felizes por isso.

89: Em 2016 o Disturbed completa 20 anos. Vocês vão fazer algum tipo de comemoração?
Dan Donegan: Não sei. Nosso aniversário foi dia 04 de Agosto, entã já passou a data. Nós somos muito felizes por levar a carreira e estarmos juntos todo esse tempo. É um trabalho difícil continuar recebendo atenção das pessoas com o que estamos fazendo, e acho que nós somos muito sortudos por isso. Talvez vamos fazer algo comemorativa quando fizer 20 anos do álbum “The Sickness”, lançado em 2000. Estamos quatro anos longe disso. Mas não tenho certeza se faremos algo realmente especial no aniversário da banda, nós estamos ocupados em turnê agora tocando quase cinco noites por semana com muitos compromissos.

89: É verdade que quando você era mais novo você não queria cortar seu cabelo? Mas agora você cortou, certo?
Dan Donegan: Sim (risos). Na época, foi uma revolta. Se eu não podia fazer algo, eu fazia do mesmo jeito. E eu fiz o que queria fazer na época, então agora eu cortei para provar que eu estava certo (risos).

89: Durante a pausa do Disturbed, você foi o técnico de futebol americano do time do seu filho. Gostou mais de ser guitarrista ou técnico de futebol americano?
Dan Donegan: A música está no meu sangue, não posso viver sem ela, e sou muito sortudo por poder trabalhar com o que amo. Eu treinei o time de futebol americano dos meus filhos aqui nos Estados Unidos e foi incrível, foi diferente para mim, consegui fazer algo diferente por ele. Agora minha vida é minha família e a música, não pode ser só eu e minha música, tem que ser meus filhos e isso me deixa muito feliz. Meu filho só tem 9 anos e minha filha tem 12. Para mim estar lá, poder ajudar, ensina-los e vê-los crescer é completamente diferente.

89: Deixa um recado para os seus fãs brasileiros.
Dan Donegan: Nós estamos ansiosos para vê-los, só estivemos no Brasil uma vez e eles deixaram uma ótima impressão na gente. Nós ficamos falando com nosso empresário para irmos ao Brasil mais vezes. Sabemos que a gente tem fãs maravilhosos e queremos voltar e fazer um ótimo show. Acho que isso será importante para gente sempre voltar, sabemos que eles nos querem por perto e nós também queremos ir. Então faremos o possível para fazer a América do Sul parte das nossas turnês.

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