Redação 89

89 conversa com Arejay Hale, baterista do Halestorm

A 89 conversou com o Arejay Hale, baterista do Halestorm, que vai tocar no Maximus Festival dia 07 de setembro no Autódromo de Interlagos.

Sobre o Maximus Festival, Arejay disse que será muito especial para a banda, principalmente pelo público que irá ao show, ele revelou que os fãs brasileiros são completamente diferentes, mais divertidos e são cheios de surpresas.

O baterista também revelou detalhes sobre tocar em uma banda com a sua irmã, Lzzy. Arejay falou que os dois começaram a escrever juntos e que tinham a mesma paixão pela música, relembrou histórias que marcaram a infância dos dois e disse que essa conexão de família é importante para a união da banda.

Arejay ainda falou que ele e sua mãe são fãs do Marilyn Manson, que já fizeram alguns shows juntos, porém nunca teve a oportunidade de o conhecer pessoalmente, mas seria um enorme prazer.

Ouça a entrevista conduzida pelo produtor Wendell Correia:.



Veja abaixo a transcrição completa da entrevista:

89: O que você lembra do Brasil?
Arejay Hale: Lembro que passamos por São Paulo em 2013 com o Adreline Mob e também tocamos no Rock In Rio ano passado. Foi muito bom, muito divertido!

89: Você lembra de algum lugar específico que visitaram no Brasil?

Arejay Hale: Eu definitivamente me lembro de ter ido à praia no Rio de Janeiro e foi incrível! Todos os integrantes da banda e da equipe foram para a praia. Montamos uma tenda, tivemos um dia de folga antes do Rock In Rio. Quando não estávamos trabalhando, estávamos na praia. Foi muito legal!

89: O que podemos esperar do show Halestorm dessa vez no Maximus Festival?
Arejay Hale: Vai ser como na primeira vez em que tocamos no Brasil, em São Paulo. Vai ser muito especial para nós, principalmente pelo público que irá ao show. Tenho certeza que você já deve ter ouvido isto de outras bandas e artistas, principalmente dos Estados Unidos, que o público é completamente diferente do que temos aqui. Na América do Sul nosso público é mais selvagem e maluco, eles são muito divertidos de ver de cima do palco. Tocar na América do Sul, especialmente no Brasil, é simplesmente incrível, todos os nossos fãs são cheios de surpresas para nós. Enquanto estamos fazendo o show para eles, eles estão fazendo um show para nós de formas muito criativas. Por exemplo quando tocamos “Here To Us”, que é uma das músicas do nosso segundo álbum, que tem um som mais americanizado, meio balada. Eu não sei como todo público conseguiu, mas eles lançaram várias bexigas no ar e é tudo coreografado e perfeitamente planejado por eles. E também seguraram placas escrito “OH” quando tocamos a música “I Miss The Misery” durante a introdução dela. Esses são apenas alguns exemplos, mas nos impressionaram com a criatividade deles. Quando tocamos pela primeira vez no Brasil, pesamos que ninguém iria conhecer a banda, e ter esses tipos de pessoas no nosso show é extraordinário!

89: Na primeira vez que em que o Halestorm esteve no Brasil, vocês também vieram para a rádio. Você lembra desse dia?
Arejay Hale: Sim, eu me lembro! Tinham muitos fãs esperando do lado de fora do prédio para nos ver, isso muito legal! Aliás em todos os lugares que íamos, sentíamos muito amor deles por nossa música. E a gente sentiu que a música realmente está dentro de todos, porque eles amam nossa música. O público brasileiro é muito mais apaixonado e isso nos alegra.

89: O Maximus Festival também vai ter várias bandas, como o Disturbed e Marilyn Manson. Pensa em fazer alguma parceria nos shows com alguma dessas bandas?
Arejay Hale: Nós já fizemos uma turnê com o Disturbed e amamos esses caras, eles são realmente incríveis. Nós também já fizemos alguns shows com o Marilyn Manson, porém eu nunca tive a oportunidade de o conhecer pessoalmente, apesar de sempre ter sido um fã dele. Eu estou muito animado de ir ao Brasil ver diferentes bandas e ver como o público reage ao Heavy Metal, porque isso é muito legal de assistir.

89: Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoalmente o Marilyn Manson dessa vez, o que você diria a ele?
Arejay Hale: Ai meu Deus! (risos). O que eu diria …O que eu diria a Marilyn Manson? Eu diria: “Uau! Meu Deus! Você é muito louco!” (risos). Sabe uma das coisas mais legais que eu vi sobre o Marilyn Manson foi quando ele deu uma entrevista a Steve Raleigh que é um cara muito conservador politicamente falando na televisão dos Estados Unidos. Ele estava comentando com Marilyn Manson de como ele estava corrompendo as crianças e a juventude e que ele influenciava para elas fazerem coisas horríveis. O Marilyn Manson respondeu de forma muito inteligente. Basicamente respondeu que isso é o direito de liberdade. De que de fato é a liberdade dele ser ele mesmo, de como ele fala. Então ele comenta com o Steve Raleigh que “da mesma forma que você apresenta o programa de terno e gravata e dá a sua opinião, eu no meu show me visto da forma que eu preferir e dou a minha opinião”. Foi incrível como ele conseguiu contornar a situação, porque o Raleigh estava tentando o desconcertar e Marliyn foi brilhante! E desde então eu admiro esse lado do Marilyn Manson. E também tem um fato muito engraçada, pois a minha mãe é uma grande fã dele e eu sei que é meio estranho saber que os pais de alguém são fãs do Marilyn Manson. Minha mãe é uma super fã dele e o fato de que ele é muito honesto e sincero com o que ele faz. Eu tenho muito respeito pelo Marilyn Manson. Ele é um cara muito inteligente e também muito talentoso. Eu adoro o álbum “Antichrist Superstar” e os outros discos dele. Eu me lembro da última música que
ele tocou em um festival na Flórida. Eu vi o final de “The Beautiful People” e foi muito legal e eu não vejo a hora de poder ver o show inteiro!

89: Em 2017 o Halestorm vai completar 20 anos. Vocês irão comemorar a data de alguma forma?
Arejay Hale: Eu não sei o que vamos fazer. Eu acho que após vinte anos fazendo Hard Core, talvez a gente comemore tirando férias (risos). Eu não lembro quando foi o último verão que fizemos isso.

89: É verdade que estão gravando um novo álbum?
Arejay Hale: Nós estamos escrevendo. Algumas melodias e letras escrevemos juntos e outras sozinhos. Estamos tentando fazer a ideia fluir, repassando a ideia várias vezes para ver qual o caminho iremos tomar para o próximo álbum. Mas ainda é cedo porque ainda estamos em turnê com o nosso mais recente álbum até o final o começo do ano que vem. Na minha cabeça ainda está longe, então evito pensar um pouco nesse novo álbum.

89: Vocês regravarem músicas de outros artistas influencia no processo da banda de escrever novas músicas?
Arejay Hale: Influencia sim. A gente se diverte muito fazendo covers, é uma energia boa. Quando regravamos a música “Slave To The Grind” do Skid Row, nos influenciamos para escrever “Love Bites (So Do I). É esta energia que a música nos traz quando estamos tocando e é isso que nos inspira. Eu acho que é muito importante para muitos compositores ouvir músicas de outras pessoas, porque realmente ajuda a ter inspiração, a pensar de forma diferente. Tentar entrar dentro da mente de um compositor ou artista e pensar como ele conseguiu fazer essa música, acordes e letra. O estudo sobre eles ajuda a inspirar a criar ideias inovadoras. Eu acho que esta é a melhor forma e é mais fácil do que ficar em uma sala tentando criar uma ideia. Você precisa de algo que te inspire e então encontrar o seu próprio caminho. Eu acho que aprender a fazer uma nova versão de uma música que já existe é um bom caminho para ficar inspirado e criar uma nova canção que seja única.

89: Qual é a melhor e a pior coisa em tocar em uma banda com a sua irmã?
Arejay Hale: É realmente muito bom ter uma banda com a Lzzy! Crescemos juntos no meio do nada e não temos muitos amigos. Não tínhamos vizinhos e na escola éramos excluídos. Na verdade, minha irmã era um pouco mais popular que eu. A parte boa disso é que fomos forçados a ser amigos e quando percebemos que
tínhamos a mesma paixão pela música, começamos a escrever juntos, o que fez com que ficássemos muito próximos, até hoje. E atualmente os três, Lzzy, Joe e Josh são meus irmãos. A gente não consegue mais distinguir quem é parte da família de sangue e quem é uma extensão da nossa família. Mas eu acho que ter esse tipo de conexão de família é muito bom e todos ao nosso redor conseguem ver o amor de família que temos e eu acho que é isso que faz a banda se manter unida e gerar a química entre nós. E a pior coisa é ter que cuidar da minha irmã quando ela fica bêbada (risos). Quando o show termina, ela gosta bastante de festejar e as vezes tenho que ajudar e assumir o papel de irmão mais velho e cuidar da minha irmã que festeja muito. Mas isso é uma coisa boa porque eu amo muito minha irmã. Eu faria qualquer coisa por ela e o que ela precisar vai sempre poder contar comigo. Então eu acho que não há uma coisa ruim em estar na mesma banda com minha irmã.

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